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Dignidade Menstrual

Todas as pessoas que menstruam têm direito à dignidade menstrual, o que significa ter acesso a produtos e condições de higiene adequados

Ilustração mostra uma menina de cabelos longo, sentada em posição de lótus, com as mãos no colo.
UNICEF Brasil/Ilustração: Rita Mayumi

Você sabe o que é dignidade menstrual?

Todas as pessoas que menstruam têm direito à dignidade menstrual, o que significa ter acesso a produtos e condições de higiene adequados.

Em poucos meses, muitas mudanças podem acontecer no corpo de uma pessoa que menstrua.

A menstruação é um processo natural que ocorre com milhões de pessoas no mundo inteiro, o tempo todo. Ela não precisa ser um motivo para que você deixe de fazer as coisas de que gosta, ou que deixe de ir para a escola.

Seja em casa ou na escola, viver a menstruação com acesso a informações e aos produtos necessários, como absorventes, é muito importante e um direito de toda pessoa que menstrua.

Em enquete realizada por UNICEF e Viração na plataforma U-Report Brasil mostrou que 37% de adolescentes e jovens que menstruam têm dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas ou locais públicos.

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Menstruei, e agora?

Diversos estados e municípios brasileiros possuem projetos de lei que buscam garantir o acesso de pessoas que menstruam a itens de higiene, como absorventes. Que tal buscar saber se a sua cidade já possui algum projeto?

A menstruação não deve ser motivo de vergonha. Ter um olhar atento às alterações no seu corpo é uma lição para a vida toda. O autoconhecimento protege!

Então aqui vão algumas dicas importantes para a sua saúde menstrual:

Ilustração mostra exemplo de uma tabela para marcar o ciclo menstrual, com campos para os meses e os dias.
Ilustração mostra a parte da barriga de um corpo de mulher com o útero, trompas e ovários

Anote todas as informações sobre seu ciclo menstrual: quando começou, quando terminou, como estava a cor e o cheiro da menstruação, se teve cólicas... Crie uma cor ou um símbolo e faça o diário da sua saúde menstrual, como destacado acima. Faça o download do arquivo PDF aqui e imprima sua tabelinha para ser usada durante 12 meses.

Ilustração mostra um absorvente feminino com abas

O ciclo tem em média 28 dias: são 5-7 dias com sangramento e a ovulação ocorre em torno do 14º dia. O período fértil ocorre entre três dias antes e três dias depois da ovulação, mas tudo isso varia de uma pessoa para a outra. E as características menstruais podem mudar por conta de situações de estresse e sofrimento.

Ilustração mostra um ponto de exclamação

Atenção: Você deve procurar um(a) profissional de saúde se observar alterações importantes ou mais duradouras em seu ciclo e/ou fluxo menstrual.

Ilustração mostra uma casinha com uma cruz no meio

Se aparecer um corrimento de cheiro estranho, uma verruga perto da vagina, dor, desconforto ao urinar, ou qualquer sinal de uma infecção, você deve procurar um(a) profissional de saúde.

Ilustração mostra uma cartela de remédio e um preservativo
UNICEF Brasil/Ilustrações: Rita Mayumi

 

Não interrompa seu método anticoncepcional e nem faça sexo sem proteção. Lembre-se, proteção combinada sempre: camisinha + outro método, como a pílula anticoncepcional. Mas, se suspeitar de gravidez ou tiver feito sexo desprotegido, fale com alguém de sua confiança e também procure profissionais da saúde.

Ilustração mostra uma menina sentada de lado, segurando as duas pernas, que estão dobradas em direção ao tronco.
UNICEF Brasil/Ilustração: Rita Mayumi

Mesmo nos seus momentos mais difíceis, lembre-se de que o que você está sentindo, por mais doloroso que seja, é um instante que vai passar

Você não precisa estar só. Saiba que receber apoio, proteção e cuidado também são direitos. Se uma porta não se abrir, existem outras. Pense nos obstáculos que você já enfrentou e conseguiu ultrapassar.

Mas, se a tristeza, o desânimo e a ansiedade apertarem demais, converse com alguém de sua confiança e conte também com o Centro de Valorização da Vida, ligando 188 ou pela internet cvv.org.br, e com o canal de ajuda Pode Falar.

O Pode Falar é um canal de ajuda virtual em saúde mental e bem-estar para vocês, adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. Uma parceria entre o UNICEF e diversas organizações, o Pode Falar foi criado para apoiar e fortalecer quem precisa de ajuda em relação ao bem-estar físico e emocional. Como acessar? Pela internet em www.podefalar.org.br ou pelo WhatsApp em: + 55 61 9660-8843.

E lembre-se: você é capaz de fazer o que quiser, esteja no seu período menstrual ou não. A menstruação não deve ser motivo para diminuir a sua autoestima e autoconfiança!

Mas, se o desafio for uma situação de violência de qualquer tipo, existem canais de ajuda para qualquer tipo de violência: agressão física e psicológica, estupro e qualquer forma de violência sexual, ameaça, humilhação...

É possível fazer denúncias no Disque 100 (para violações de direitos) ou pelo Ligue 180 (para violência contra mulheres ou meninas). Os dois canais são gratuitos, anônimos, 24h. Além de registrar denúncias, o Ligue 180 oferece orientações para vítimas. Se a violência, ameaça ou ofensa ocorreu na internet, você pode contar também com o www.canaldeajuda.org.br

Outro canal de denúncia para violações de direitos contra crianças e adolescentes é o Conselho Tutelar. Identifique o Conselho mais próximo, veja como está funcionando, e salve o contato no seu celular. O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do seu bairro também são referências importantes. Porém, quando uma violência estiver ocorrendo, é o caso de chamar a Polícia Militar, discando 190 pelo telefone.

Se estiver com dificuldades para ter acesso a seus direitos, informe-se no Ministério Público ou na Defensoria Pública (é possível achar os contatos pela internet).

 


Saiba quem são os parceiros do UNICEF.

Biblioteca

Todas as informações desta página estão na cartilha do UNICEF “Menstruação na pandemia e outras coisinhas +”. 

Além disso, o UNICEF e o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA) lançaram o estudo “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos”, que traça um panorama alarmante da realidade menstrual vivida por meninas brasileiras.

A pobreza menstrual é caracterizada pela falta de acesso a recursos, infraestrutura e até conhecimento por parte de pessoas que menstruam para cuidados envolvendo a própria menstruação. Ela afeta brasileiras que vivem em condições de pobreza e situação de vulnerabilidade em contextos urbanos e rurais, por vezes sem acesso a serviços de saneamento básico, recursos para higiene e conhecimento mínimo do corpo.

São 713 mil meninas que vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio e mais de 4 milhões que não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

Pobreza Menstrual no Brasil

Relatório do UNFPA e do UNICEF traça um panorama alarmante da realidade menstrual vivida por meninas brasileiras.
Veja a publicação

Arquivos disponíveis para download (1)

Menstruação na pandemia e outras coisinhas +

Ficar atenta às alterações do seu corpo é uma lição para a vida toda.
Veja a publicação

Arquivos disponíveis para download (1)

Ilustração mostra três jovens
UNICEF

Todas as pessoas que menstruam têm direito à dignidade menstrual, o que significa ter acesso a produtos e condições de higiene adequados, como absorventes, sabonete, água ...

A falta de informação e de recursos para acesso a itens básicos de higiene íntima prejudicam adolescentes que menstruam, fazendo com que se vejam na situação de improvisar tampões, colocando em risco a própria saúde ou, deixar de fazer coisas, como não ir à escola por falta de um absorvente adequado.

Saiba mais na cartilha.

Histórias que inspiram

Para quebrar tabus, arte e cultura

Adolescentes do Ibura, no Recife, discutem dignidade menstrual, igualdade e prevenção à violência de gênero a partir das oficinas da Caravana Cultural

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"A menstruação é natural, não precisa ter vergonha"

Movimento #PraQuemMenstrua levou formação sobre saúde menstrual, aliada à arte e à cultura, para crianças e adolescentes recifenses.

Leia a história

Oportunidade de quebrar tabus e ecoar vozes

Danielly Goiabeira, 16 anos, tem levado rodas de conversas sobre dignidade menstrual para adolescentes de escolas públicas de São Luís.

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Estudantes manauaras se engajam pela higiene nas escolas

Darlen Queiroz, de 15 anos, estudante do 9º ano, mobiliza a escola para fortalecer direitos de meninas e meninos.

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“Quero participar de mais projetos como este”

Durante o Chama na Solução 2022, Gabriel da Silva, 15 anos, propôs ações de enfrentamento da pobreza menstrual com foco na permanência de meninas na escola.

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Informação e acolhimento para quem menstrua

As gêmeas Dienny e Dielly, e Rafael, homem trans, da periferia de Belém, dialogam sobre o tabu em torno da menstruação.

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“Quando não falamos sobre um assunto, ele se torna um tabu”

Doações da SEMPRE LIVRE® & CAREFREE®, em parceria com o UNICEF, vão além de um pacote de absorventes, representam a entrega de conhecimento e de esperança.

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Um passo a mais para a volta às aulas

UNICEF e Klabin visam beneficiar mais de 5 mil alunos das zonas urbana e rural de Manaus para um retorno seguro às escolas.

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