Saúde

O UNICEF trabalha com governos, sociedade civil, setor privado, terceiro setor e famílias para garantir a cada menina e menino o direito de se desenvolver de forma integral, crescer com saúde e livre do HIV/aids.

Médica examina criança
UNICEF/BRZ/Raoni Libório

Situação no Brasil

Nas últimas décadas, o Brasil se destacou por reduzir significativamente a mortalidade infantil (até 1 ano) e na infância (até 5 anos). No entanto, em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. E, desde 2015, as coberturas vacinais – que vinham se mantendo em patamares de excelência – entraram em uma tendência de queda.

O aumento da mortalidade preocupa. Em 2016, cresceram no País as mortes por causas evitáveis, como as doenças diarreicas. Aumentou, também, a mortalidade de crianças menores de 5 anos, fato diretamente ligado à piora nos determinantes socioeconômicos. E a mortalidade nos primeiros 27 dias de vida (neonatal) continua sendo um grande desafio. Além disso, os avanços não alcançam todos. No Brasil, meninos e meninas indígenas têm 2,5 vezes mais risco de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças brasileiras. A desnutrição infantil é um grave problema entre as populações indígenas, e aparece como uma das principais causas básicas de morte. 

Também relacionada à má nutrição está a obesidade. O aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, sal e açúcar, com baixos teores de vitaminas, tem comprometido a saúde de crianças e adolescentes. 

Por fim, quando se fala em saúde, é necessário incluir o tema do HIV/aids e da sífilis congênita. A resposta brasileira ao HIV/aids é reconhecida globalmente como uma das melhores, mas novos casos entre adolescentes e jovens preocupam o País. Há, também, um aumento dos casos de sífilis congênita. Se tratada no pré-natal, a incidência da doença pode ser reduzida.

infográfico com dados de saúde
infográfico com dados de saúde

Principais iniciativas do UNICEF no Brasil

Primeira Infância – Semana do Bebê
Investir na sobrevivência e no desenvolvimento da criança em seus primeiros anos de vida. Esse é o foco das Semanas do Bebê, iniciativa apoiada pelo UNICEF nos 1.924 municípios inscritos no Selo UNICEF e nas 10 capitais da Plataforma dos Centros Urbanos. As semanas têm como objetivo reunir esforços de governos e da sociedade para garantir os direitos das mulheres gestantes, mães e de seus filhos.

Sobrevivência infantil
Para ajudar a resgatar os bons indicadores do Brasil na área de sobrevivência infantil, o UNICEF incluiu um item relacionado à cobertura vacinal no Selo UNICEF Edição 2017-2020.

Combate ao Aedes aegypti
O UNICEF realiza campanhas de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue e zika. Em 2016 e 2017, o UNICEF também trabalhou no atendimento a crianças com a síndrome congênita do zika (SCZ), suas famílias e profissionais de saúde.

Enfrentamento da obesidade
O UNICEF investe na prevenção de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Entre as ações, está a criação de materiais informativos sobre aleitamento materno, alimentação complementar saudável para crianças de até 2 anos e alimentação saudável para adolescentes. O tema da nutrição também está entre as atividades propostas aos 1.924 municípios inscritos no Selo UNICEF.

Determinantes de desnutrição indígena 
Em 2017, o UNICEF começou um planejamento para a realização de um amplo estudo sobre determinantes da desnutrição indígena, focado nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) com os piores indicadores de desnutrição e mortalidade infantil. Com base no estudo, serão desenvolvidas iniciativas, em parceria com o governo federal, para a garantia do direito à saúde de meninos e meninas indígenas.

Viva Melhor Sabendo Jovem 
Para enfrentar o aumento do HIV/aids entre adolescentes, o UNICEF criou o Viva Melhor Sabendo Jovem. Trata-se de uma estratégia em saúde para ampliar o acesso de adolescentes e jovens entre 15 e 24 anos ao teste do HIV, a retenção ao tratamento dos jovens soropositivos e o acesso às informações sobre prevenção.

médica conversa com mãe que está com seu bebê no colo
UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

ALGUNS RESULTADOS

  • 58% de aumento nas testagens de HIV/aids em adolescentes e jovens de Fortaleza, alcançando um total de 3.545 testagens realizadas.
  • 1,47 milhão de brasileiros alcançados por mensagens do UNICEF sobre controle do Aedes aegypti e a síndrome congênita do zika.
  • 380 crianças com a síndrome congênita do zika atendidas integralmente, junto com suas famílias, em Recife (PE) e Campina Grande (PB).

O QUE MAIS PLANEJAMOS FAZER

  • Capacitar gestores dos 1.924 municípios inscritos no Selo UNICEF para formular políticas específicas voltadas a adolescentes vulneráveis ou excluídos.
  • Desenvolver projetos voltados a adolescentes em atraso escolar, em risco de deixar a escola.
  • Fortalecer e ampliar redes de adolescentes em todo o País.
  • Investir em iniciativas de esportes para o desenvolvimento voltadas a adolescentes.
  • Promover a formação de adolescentes em competências e habilidades para a vida.

Publicações

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