Desnutrição

A desnutrição infantil é um grave problema entre as populações indígenas, e aparece como uma das principais causas básicas de morte. O UNICEF trabalha para reverter esse quadro.

menina indígena ajuda bebê indígena a comer uma manga
UNICEF/BRZ/Giacomo Pirozzi

Até a década de 90, a desnutrição infantil estava presente em grande parte dos grupos populacionais mais pobres do Brasil, aumentando a incidência de doenças infecciosas e desempenhando um papel importante na sequência de eventos que levavam ao óbito.

De lá para cá, houve uma redução considerável nos índices de desnutrição infantil no País. Entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Já a desnutrição aguda (baixo peso em relação à altura) passou a ser registrada em apenas 1,5% delas. E esse cenário vem se mantendo em queda no País.

Os bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. No Brasil, cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica. Entre os ianomâmis, o percentual supera 80%. Meninas e meninos indígenas têm mais de duas vezes mais risco de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças brasileiras.

O primeiro passo para reverter esse quadro é entender as determinantes da desnutrição indígena. O trabalha nesse campo na produção de um estúdio focado nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) com os piores indicadores de desnutrição e mortalidade infantil. Com base no estudo, serão desenvolvidas iniciativas, em parceria com o governo federal, para a garantia do direito à saúde de meninos e meninas indígenas.

Você também pode ajudar o UNICEF em suas ações.