Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança

O UNICEF trabalha com os seus parceiros na promoção do acesso equitativo a intervenções de impacto que garantam a sobrevivência e desenvolvimento das crianças

Criar um ambiente de apoio para mães e recém-nascidos
UNICEF/Angola/2025/Breno Lucano

Crianças saudáveis, a nossa prioridade

Desde o fim da guerra Angola tem registado progressos na melhoria das condições de sobrevivência das crianças. Contudo, a mortalidade infanto-juvenil no país continua a ser elevada, devido, sobretudo, ao reduzido acesso a serviços essenciais de saúde, deficiências nutritivas e ambientes insalubres. 

Partos em unidades de saúde: Entre 2023 e 2024, 62% dos partos ocorreram em unidades de saúde, segundo o IIMS, mostrando melhoria face aos 46% registados em 2015–2016. No meio rural, a proporção continua baixa, com apenas 28% das mulheres a terem acesso a parto institucionalizado.

Desnutrição infantil: O Censo 2024 e o IIMS indicam que 12% das crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição grave, uma redução em relação aos 15% anteriores, mas ainda alarmante.

Mortalidade infantil: A taxa caiu de 44 para 32 mortes por cada 1.000 nados-vivos.

Mortalidade de menores de 5 anos: Reduziu-se de 68 para 48 por cada 1.000 crianças, refletindo avanços, mas ainda acima da média regional.

Cobertura vacinal: Apenas 42% das crianças menores de dois anos receberam todas as vacinas básicas em 2024. Nas zonas rurais, a cobertura continua crítica, com apenas 25% das crianças imunizadas.

Conhecimento sobre VIH/SIDA: Os dados mais recentes do IIMS 2023–2024 mostram que entre jovens angolanos de 15–24 anos, cerca de 34% das mulheres e 31% dos homens continuam sem conhecer métodos eficazes de prevenção do VIH. Isto representa uma melhoria em relação aos 39% e 36% registados em 2015–2016, confirmando avanços graduais na sensibilização e educação em saúde sexual e reprodutiva.

Intervenções simples podem prevenir a maioria das mortes em crianças. Resolver os desafios ao acesso a serviços básicos de saúde com qualidade para todas as crianças e ao acesso equitativo às intervenções de grande impacto são os caminhos a seguir para salvar a vida de milhões de crianças. 

 

O programa

O Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança do UNICEF Angola trabalha com os seus parceiros para facilitar e aumentar o acesso e o acesso equitativo às intervenções de saúde materna e infantil de grande impacto, especialmente para os mais vulneráveis. Foi concebido tendo por base o Plano Nacional de Desenvolvimento do país.

Tem como objectivo contribuir para a redução da mortalidade materna e infantil em Angola e apoiar na planificação, implementação, monitoria e avaliação de intervenções, bem como a criação de modelos para efeitos de replicação e expansão. Para isso, o Programa conta com quatro domínios essenciais de actuação:

Criar um ambiente de apoio para mães e recém-nascidos

Saúde Materna e Infantil

Um ambiente de apoio para gestantes, mães e recém-nascidos. Por uma cobertura alargada e de qualidade dos cuidados de saúde materna e infantil.

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Amamentação

Nutrição

Novos hábitos, crianças saudáveis. Fortalecer a capacidade humana e institucional na prestação de serviços de nutrição.

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HPV

Vacinação

Imunização, o princípio de uma infância saudável. Aumentar o acesso à imunização, a capacitação dos técnicos de saúde e a consciencialização das comunidades.

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Midwife collects a blood sample from the finger of a pregnant woman for HIV screening during a consultation at a hospital

VIH

Proteger as crianças contra a SIDA. Prevenção e acesso ao tratamento antiretroviral a todas as pessoas vivendo com o VIH.

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O impacto do Programa

Ao longo dos anos, o Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança do UNICEF tem vindo a apoiar o Governo de Angola a desenvolver políticas, estratégias e planos de saúde; a aumentar e alcançar o acesso equitativo e a procura de intervenções e serviços de saúde materna e neonatal e de serviços integrados de VIH de qualidade; e no fortalecimento da capacidade humana e institucional nacional de prestação de serviços de saúde infantil, nutrição e vacinação.

Porque continuaremos a trabalhar?

1) Por uma cobertura eficaz e equitativa das intervenções de baixo custo e de grande impacto na área da saúde materno-infantil, com foco nas populações mais vulneráveis

2) Para reduzir a mortalidade materna e infantil

3) Para aumentar a taxa de imunização das crianças

4) Para proteger as crianças e adolescentes da infecção pelo VIH e aumentar a cobertura e qualidade do tratamento anti-retroviral pediátrico

 

 

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