Nutrição

O UNICEF apoia o Governo de Angola no fortalecimento da capacidade humana e institucional de prestação de serviços de nutrição

© UNICEF/Angola/2015/Vinicius Carvalho
UNICEF/Angola/2015/Vinicius Carvalho

Bons hábitos, melhor acompanhamento, crianças bem nutridas

A desnutrição nas crianças em Angola contribui significativamente para a mortalidade infantil e pode causar danos permanentes ao desenvolvimento cognitivo de crianças e jovens, comprometendo o seu bem-estar e produtividade enquanto adultos.

Em Angola, 38% das crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição crónica. A nível da população, as perdas de capital humano devido à desnutrição infantil podem prejudicar o crescimento económico e os esforços de redução da pobreza.

A desnutrição, directamente ligada ao acompanhamento neonatal, pode ser reduzida através da melhoria dos cuidados básicos de saúde da gestante, do recém-nascido e da criança pequena, e também com a adopção de hábitos favoráveis ao crescimento e desenvolvimento das crianças. A amamentação exclusiva até aos 6 meses e continuada até aos 23 meses, por si só, proporciona às crianças o início de vida mais saudável, estimula o desenvolvimento cerebral e atua como a primeira vacina do bebé. A amamentação reduz os custos de cuidados de saúde, criando famílias mais saudáveis e uma força de trabalho mais inteligente.

O aleitamento materno pode contribuir para a redução em cerca de 25% da mortalidade infantil, reduzindo também a mortalidade materna por causas como as hemorragias pós-parto.

A amamentação exclusiva até aos 6 meses e continuada até aos 23 meses, por si só, proporciona às crianças o início de vida mais saudável, estimula o desenvolvimento cerebral e atua como a primeira vacina do bebé

O programa de Nutrição do UNICEF pretende apoiar o Governo de Angola no fortalecimento da capacidade humana e institucional de prestação de serviços de nutrição através das seguintes linhas de actuação:

 

  • Ter mais bairros com pelo menos um agente de desenvolvimento comunitário treinado em matéria de mobilização comunitária e de despistagem da Desnutrição Infantil
  • Formação de mais profissionais de saúde na gestão integrada clínica e qualidade dos cuidados de casos de Desnutrição Aguda Grave e complicações médicas
  • Dotar mais trabalhadores comunitários e centros de saúde de ferramentas antropométricas adequadas para rastrear e monitorizar o peso e a altura das crianças
  • Promoção do aleitamento materno e alimentação complementar através de grupos de aconselhamento das mães ao nível das igrejas e comunidades e através de campanhas de Comunicação para o Desenvolvimento para uma mudança de comportamento social
  • Advocacia sustentada para a aquisição e uso de produtos nutricionais