Educação Alimentar e Nutricional nas Escolas da Amazônia
Valorizando os saberes e sabores da floresta
Highlights
A cartilha “Educação Alimentar e Nutricional nas Escolas da Amazônia: valorizando os saberes e sabores da floresta”, lançada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá em parceria com o UNICEF, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e comunidades amazônicas busca apoiar gestores da educaçao, professores, Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e lideranças comunitárias na promoção da alimentação saudável, regionalizada e alinhada aos contextos socioculturais da Amazônia, fortalecendo práticas alimentares que valorizam os alimentos e tradições da floresta.
O material foi construído de forma participativa, a partir de oficinas realizadas em 2024 com 117 participantes, entre professores, ACS, comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A cartilha oferece conteúdos didáticos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e sugere atividades pedagógicas para diferentes disciplinas, como Ciências, História, Geografia, Artes, Língua Portuguesa/Indígena, Educação Física e Ensino Religioso, além de propostas específicas para o trabalho dos ACSs no Programa Saúde na Escola (PSE).
Esse projeto reforça o compromisso do UNICEF e seus parceiros com uma educação que valoriza alimentos regionais como o açaí, a castanha-do-Brasil, o buriti, o cupuaçu e o tambaqui, integrando saberes tradicionais à promoção da saúde e autonomia alimentar. Dessa forma, visa contribuir para o fortalecimento das identidades culturais e práticas alimentares, oferecendo um recurso educativo que dialoga com o cotidiano das comunidades escolares amazônicas.
“Esta cartilha é fruto de uma construção coletiva que une saberes da floresta, educação e saúde. Ela reforça o nosso compromisso com o direito de cada criança de crescer com alimentação saudável, respeito cultural e dignidade”, destacou Neideana Ribeiro, Oficial de Nutrição do escritório do UNICEF em Manaus.
A cartilha está disponível para ser utilizada como referência para escolas, secretarias municipais de educação e saúde, além de organizações que atuam na promoção da segurança alimentar e nutricional na Amazônia.