Busca Ativa Escolar em Euclides da Cunha

No início de 2018, o município de Euclides da Cunha (BA) se preparava para a volta às aulas. Apesar da boa oferta de vagas nas escolas, ainda havia muitos meninos e meninas sem matrícula.

UNICEF Brasil
Foto aérea de Euclides da Cunha mostra a placa de limite do município onde está escrito Seja bem-vindo a Euclides da Cunha. Na foto aparecem algumas casas e um ônibus.
UNICEF/BRZ/Raoni Libório

09 Abril 2018

O município no Semiárido baiano fez a adesão à Busca Ativa Escolar do UNICEF, para que agentes municipais saíssem a campo para encontrar cada uma das crianças e cada um dos adolescentes em exclusão escolar. 

Foto aérea de um grupo de pessoas. Elas estão em pé em uma estrada de terra. Há alguns adultos e várias crianças. Alguns estão com os braços levantados. No meio do grupo, há duas mulheres com a camiseta do UNICEF. No canto inferior esquerdo, aparece um menino de bicicleta.
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Por meio da iniciativa Busca Ativa Escolar, Marly Matos (à esquerda), vice-diretora da Escola Municipal Luiz Valeriano Dias, e Lucijane Neves (à direita), coordenadora operacional da iniciativa em Euclides da Cunha, descobriram que, em diversos pontos do município, havia meninas e meninos fora da escola e com baixa frequência escolar, e foram até eles.

Duas mulheres estão paradas em frente de uma porta. Elas carregam alguns papéis nas mãos.
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Na zona rural do município, as técnicas da Busca Ativa Escolar foram ao encontro de Yasmin. A menina estava com 4 anos – idade a partir da qual a Educação é obrigatória no Brasil – e a mãe, por falta de informação, não pensava em matriculá-la na escola por enquanto.

Uma menina está parada em frente de uma casa de tijolo aparente. O chão é de terra. Atrás dela, no chão estão alguns brinquedos. Na porta de casa, uma mulher a observa.
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As duas irmãs mais velhas de Yasmin, Nicole (5 anos) e Mikaele (10 anos), estavam matriculadas na escola, mas faltavam bastante às aulas e estavam em risco de evasão escolar.

Duas meninas de uniforme escolar estão paradas em uma porta.
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"No começo, eu estava com medo de ela ir para a escola. Aí explicaram que lá era bom, que daria boa educação, e coloquei ela. Achei que ela gostaria e realmente aprenderia na vida", diz a mãe de Yasmin, Simone.

Mãe segura filha de 4 anos no colo. Elas estão em frente à casa de tijolos aparentes.
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A equipe da Busca Ativa Escolar fez a matrícula de Yasmin na hora da visita e orientou a família sobre a importância da frequência escolar das três meninas. "Sabíamos que, para aquelas meninas, estar na escola era a chance de escrever um futuro diferente", diz a diretora Marly.

Uma mulher em sala de aula faz pintura com a mão de uma menina. Outra menina observa as duas.
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Agora, Yasmin e as irmãs têm a chance de romper o ciclo do analfabetismo na família e ter uma vida diferente da de sua mãe e sua avó. "Minhas três meninas já estão na escola. Só falta esta pequena aqui, a Luciene, de 7 meses. Agora entendi que, quando ela tiver com 4 anos, tenho que matriculá-la também", diz Simone.

Uma família de mulheres - avó, mãe e quatro meninas - estão paradas em frente à casa. A casa é de tijolos aparentes e o chão em frente é de terra.
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Outro encontrado pela Busca Ativa Escolar foi o adolescente Alisson de Jesus. Ele estava com 13 anos e, com tantas idas e vindas, havia ficado com quatro anos de atraso escolar e acabou desistindo de aprender.

Adolescente está parado em frente a uma casa de tijolos aparentes.
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"Alisson já tinha sido aluno da escola. Mas ele evadia por causa da questão familiar. Como não tinha moradia fixa, seguia o pai, seguia a mãe, e, de certa forma, era obrigado a sair da escola. Quando voltava, tinha perdido o ano", conta Roberto Reis (à esquerda), diretor do Centro Educacional Professora Durvalina Abreu de Andrade, a escola atual de Alisson.

Em uma sala de uma casa simples, com tijolos aparentes, um adolescente está sentado no sofá no meio de dois adultos.
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Depois de uma longa conversa com os técnicos da Busca Ativa Escolar, Alisson de Jesus, 13, aceitou o desafio de voltar à sala de aula e mudar a sua história.

Adolescente de uniforme e com caderno na mão passa no meio de duas casas
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"Eu voltei para a escola, de novo. O que eu gosto de fazer é estudar. Quero continuar aqui e terminar a escola. Vai ser bom, porque eu vou aprender a ler, a escrever", diz Alisson de Jesus, esperançoso.

Adolescente está na sala de aula, escrevendo no caderno.
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O município de Euclides da Cunha, na Bahia, está inscrito na edição 2017-2020 do Selo UNICEF. Ao se inscrever no Selo, os municípios se comprometem a implementar políticas públicas para redução das desigualdades e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.

Foto aérea mostra várias pessoas atrás de uma escola. Em volta o chão é de terra. As pessoas estão com os braços levantados. Há adultos e crianças e adolescentes.
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