Eleições 2026
Conheça os pedidos do UNICEF para os candidatos e candidatas à Presidência e aos Governos Estaduais
Nas eleições de 2026, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) se dirige a cada candidata e candidato com um pedido: que assumam um compromisso público para não perder mais nenhuma criança para a violência.
Para isso, defendemos que candidaturas à Presidência e aos Governos Estaduais se comprometam publicamente a:
Enfrentar a violência dentro de casa contra meninas e meninos, criando políticas que apoiem as famílias e promovam a parentalidade protetiva, o fortalecimento de vínculos, a proteção e o cuidado responsivo.
Enfrentar a violência extrema e o racismo – em especial contra meninos negros de periferia – além da violência de gênero e da misoginia, protegendo crianças e adolescentes e criando oportunidades para todos.
Garantir a transparência, sustentabilidade e responsabilização no uso de recursos públicos em prol das crianças, priorizando investimentos baseados em evidências e de qualidade para garantir direitos de meninas e meninos.
Abaixo, conheça mais detalhes, dados e sugestões práticas sobre esses três compromissos e nos ajude a construir um país em que cada menina e menino cresça livre de qualquer tipo de violência.
Posicionamento UNICEF Eleições 2026
Qual é o problema?
O Brasil registra altos índices de violência física, sexual, psicológica e de maus-tratos contra crianças, especialmente dentro do ambiente doméstico e contra bebês e crianças de até 6 anos. Essas violências comprometem profundamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças e geram impactos duradouros para as vítimas, suas famílias, comunidades e toda a sociedade.
O que o UNICEF propõe?
O UNICEF defende a adoção da parentalidade protetiva como estratégia central para prevenir a violência em casa. Essa é uma estratégia baseada no cuidado com respeito e na escuta, fortalecendo mães, pais e cuidadores para:
- adotar práticas não violentas de educação;
- reconhecer sinais de violência;
- responder adequadamente quando uma criança sofre violência.
Qual é o problema?
O Brasil convive com números alarmantes de violência letal contra crianças e adolescentes. Todos os anos, cerca de 5 mil crianças e adolescentes são assassinados, principalmente meninos negros moradores de territórios afetados pela violência armada, criminalidade e intervenções das forças de segurança, fora de casa.
O que o UNICEF propõe?
O UNICEF defende a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes - e de políticas estaduais -, com governança clara, orçamento próprio e visão de longo prazo. Essa política deve integrar e fortalecer programas existentes, com um
enfoque baseado em direitos, antirracista, intencional e intersetorial, articulando áreas como Educação, Trabalho e Emprego, Assistência Social, Saúde, Direitos Humanos e Segurança Pública.
Qual é o problema?
No Brasil, os recursos públicos destinados à garantia dos direitos de crianças e adolescentes ainda não são alocados de forma sustentável, previsível e transparente. Isso coloca em risco a continuidade e a qualidade de políticas e serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social.
O que o UNICEF propõe?
O UNICEF recomenda fortalecer e institucionalizar mecanismos de monitoramento e padrões mínimos de alocação de recursos para a infância e adolescência, incorporando-os às principais leis do Orçamento Público (Lei n° 4.320/1964 e Lei de Responsabilidade Fiscal). Isso obrigará todos os níveis de governo - União, estados e municípios – a identificar, monitorar e dar transparência aos recursos destinados a crianças e adolescentes.