Foco em sobrevivência e desenvolvimento
1950 • 1974
Em 1950, o UNICEF iniciou seus trabalhos no Brasil, instalado em um escritório em João Pessoa, na Paraíba. O País enfrentava um momento difícil, com altos índices de mortalidade infantil, desnutrição e pobreza. O objetivo era reverter esse cenário, por meio da distribuição de alimentos e da atenção à saúde materno-infantil. O acordo com a organização previa um repasse de 470 mil dólares que seriam dedicados a essas ações.
O Brasil foi um dos primeiros países latino-americanos a receber a cooperação do UNICEF. Em 1951, o País já tinha o maior programa da América Latina que contava com o apoio da organização. Dois anos depois, recebia 44% da ajuda total destinada à região.
No início de sua atuação, o UNICEF se dedicava especialmente às áreas rurais, onde o acesso a políticas públicas era baixo ou inexistente. Em meados da década de 1960, embora o cenário de cooperação internacional tenha se tornado mais complexo devido a questões políticas, o UNICEF permaneceu focado em seu propósito de transformar vidas em regiões de vulnerabilidade social, por meio do financiamento de ações de saúde preventiva, vacinação e melhorias sanitárias.
A instituição também apoiou as primeiras campanhas de vacinação contra a poliomielite, nos anos 1960, permitindo que, desde então, milhões de crianças fossem imunizadas mesmo nos locais mais longínquos.
Em 1970, famílias que viviam em favelas tornaram-se uma das prioridades do UNICEF, juntamente do acesso à água e ao saneamento. Foi durante esse período que a organização transferiu sua sede para Brasília e deu início a uma nova fase, com estratégias voltadas ao desenvolvimento integral da infância e ao fortalecimento de políticas públicas permanentes.
No Brasil, nutrição, sobrevivência e desenvolvimento permanecem sendo temas importantes para o UNICEF, que impulsiona iniciativas como essas até os dias atuais.
Linha do tempo
1950
1954
1960
Linha do tempo
Assinatura do primeiro acordo do UNICEF com o governo brasileiro e instalação do primeiro escritório no Brasil, em João Pessoa (PB).
Transferência da sede para o Rio de Janeiro.
Grande seca na Região Nordeste começou em 1951 e se estendeu até 1953.
Liberação de recursos para merenda escolar.
Instituição oficial da Campanha Nacional da Merenda Escolar.
Inauguração de Brasília, a nova capital brasileira.
Golpe de Estado no Brasil.
Criação do Programa Nacional de Imunizações.
Dados em destaque
Mortalidade infantil caiu de 158 por mil nascidos em 1950 para 12,6 por mil nascidos em 2022.
Expectativa de vida ao nascer passou de 48 anos em 1950 para 76,4 anos em 2023.
Cobertura da imunização contra a poliomielite foi de 58% em 1994 para 89% em 2024.
Mais de 150 mil kits (cerca de 750 mil exemplares) do Família Brasileira Fortalecida foram distribuídos a agentes comunitários como estratégia para enfrentar a desnutrição e a mortalidade infantil.
Uma história em construção
Em seus 75 anos de atuação no Brasil, o UNICEF teve a oportunidade de transformar a vida de milhares de meninas e meninos em todo o País, garantindo seus direitos e proporcionando um futuro melhor para cada um(a) deles(as).
Proteção e cidadania
De meados dos anos 1970 ao final dos anos 1990, o UNICEF participou da luta pelos direitos de crianças e adolescentes e o Brasil alcançou conquistas importantes como a aprovação do artigo 227 da Constituição Federal e do ECA. O período também foi marcado por iniciativas como o Pacto pela Infância e a campanha Criança no Lixo, Nunca Mais
Prioridade absoluta
Atuação do UNICEF ajudou a colocar a infância e a adolescência no centro das políticas públicas no País. Período marcado pela implementação de marcos legais e iniciativas como o Selo UNICEF, #AgendaCidadeUNICEF, Um Milhão de Oportunidades (1MiO) e Busca Ativa Escolar.
Agenda para o futuro
Apesar dos avanços significativos, os progressos ainda não alcançaram todos(as). Há áreas em que o País piorou e também novos desafios. Temas como o enfrentamento da violência, redução das desigualdades, mudanças climáticas, saúde mental, educação, e a questão migratória fazem parte de uma agenda inacabada em relação à infância e à adolescência e exigem uma resposta urgente.