O mapa da primeira infância em Vitória
Confira os indicadores da promoção dos direitos da primeira infância entre 2016 e 2019
De 2016 a 2019, indicadores mostram que a maioria dos bairros mais vulneráveis de Vitória registraram avanços importantes nos cuidados com a primeira infância. A mortalidade neonatal1 caiu em toda a cidade, inclusive nas três regiões que possuíam os maiores índices de óbitos de crianças ao nascer. Em Forte São João, o número de mortes por 1.000 nascidos vivos caiu de 7,75 para 3,60. Em Maruípe, a queda foi de 5,11 para 4,21. E, em São Pedro, a redução foi de 7,35 para 5,93 por 1.000 nascidos vivos. No entanto, é importante registrar que, apesar da evolução, essas regiões ainda concentram quase 70% das mortes de bebês no primeiro mês de vida em Vitória.
A primeira infância contou ainda com outras conquistas no município de Vitória. A incidência média de sífilis congênita caiu pela metade e a redução da quantidade de crianças com sobrepeso aos 5 anos de idade foi de 18%.
No município como um todo, a queda da mortalidade neonatal foi de 38% entre 2016 e 2019. No período, a média da cidade caiu de 5,72 mortes para 3,57 por 1.000 nascidos vivos. O resultado alcançado em Vitória ultrapassa o valor de referência2 de 4,45 mortes por 1.000 nascidos vivos da Plataforma dos Centros Urbanos.
1Mortalidade neonatal é o número de óbitos de bebês de 0 a 27 dias de vida completos, por 1000 nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.
2Valor de referência (VR) é definido a partir dos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Mortalidade neonatal 2016 a 2019 – VItória
Taxa por 1.000 nascidos vivos
Mortalidade neonatal por região – Vitória
Taxa por 1.000 nascidos vivos
Avanço semelhante aos índices de morte neonatal ocorreu no combate à sífilis congênita3. A incidência da doença caiu pela metade nos recém-nascidos de Vitória entre 2016 e 2019, de 14,65 para 7,59 por 1.000 nascidos vivos. Com a diminuição na taxa, a cidade registrou em 2019 um número menor do que a média brasileira – 8,2 casos para cada 1.000 nascidos vivos –, divulgada pelo Ministério da Saúde (2019).
3Sífilis Congênita é a infecção do feto pela bactéria Treponema pallidum, transmitida de mãe para o bebê pela placenta, em qualquer momento da gestação. Se não for tratada, pode causar uma série de problemas desde aborto a más formações no bebê.
Sífilis congênita 2016 e 2019 – Vitória
Taxa por 1.000 nascidos vivos
A redução no número de crianças de até 5 anos com sobrepeso4 foi outra conquista em relação aos direitos das crianças em seus primeiros anos de vida. A queda foi de 18%. Entre 2016 e 2019, passou de 7,46% para 6,14% do total de crianças acompanhadas nessa faixa etária.
4Sobrepeso infantil – O indicador é a proporção de crianças até 5 anos acompanhadas com peso elevado para a idade. O excesso de peso na infância afeta diretamente o crescimento e o desenvolvimento da criança, aumentando o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares, diabetes, dificuldades respiratórias, além de outras consequências ao longo da vida.
Sobrepeso de crianças de 5 anos
O gráfico abaixo apresenta o número de crianças com sobrepeso aos 5 anos em relação ao total de crianças nessa idade e a evolução de 2016 a 2019.
Em síntese
Vitória avançou no enfrentamento às desigualdades na primeira infância. Houve redução na taxa de mortalidade neonatal, inclusive nas áreas mais vulneráveis, redução de incidência de sífilis e de sobrepeso de crianças de até 5 anos.