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O mapa dos homicídios de adolescentes em Vitória

Confira os indicadores relacionados a homicídios de adolescentes entre 2016 e 2019

UNICEF
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Crianças e adolescentes de Vitória continuam expostos a alto risco de ter a vida interrompida pela violência, especialmente os meninos adolescentes negros. Embora tenha havido progressos em algumas regiões da cidade, de forma geral a taxa de homicídios de adolescentes1 cresceu. Na região do Centro, o número de mortes de adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 49% entre 2016 e 2019, passando de 50,88 mortes para 75,85 por 100 mil habitantes. 

O Centro é uma das três áreas que eram mais violentas contra a vida de crianças e adolescentes na cidade em 2016. As outras duas são Santo Antônio e São Pedro, que melhoraram seus indicadores. Santo Antônio passou da marca de 139,23 mortes por 100 mil habitantes para 34,55 de 2016 a 2019. São Pedro registrou leve melhora: de 97,01 mortes por 100 mil para 96,23, no mesmo período. 

Em média, entretanto, o número de homicídios de adolescentes aumentou na cidade. Em 2016, eram 48,36 mortes por 100 mil habitantes. Em 2019, esse número foi para 51,70 mortes, um aumento de cerca de 7%. Esse aumento foi puxado pelo crescimento em outras regiões, como Forte São João.

Com o aumento dos homicídios de adolescentes, a cidade de Vitória não atingiu o valor de referência2 calculado para o encerramento da Plataforma dos Centros Urbanos, que era de 40,28.

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1Homicídios de adolescentes – O indicador usado é a taxa de homicídios de adolescentes que mostra quantas crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, em cada 100.000, morreram vítimas de agressão ou intervenção policial.

2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

Taxa de homicídio de adolescentes
Por 100 mil habitantes

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Vitória reduziu cerca de 5% da taxa de homicídio de homens de 10 a 19 anos entre 2016 e 2019. O número passou de 78,46 mortes por 100 mil habitantes para 74,16 mortes nesse período.  

O número de homicídios de adolescentes do sexo masculino no Brasil é maior do que em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque. Em 2015, 10.480 adolescentes de 10 a 19 anos foram assassinados no País. No mesmo período, na Síria, um total de 7.607 meninos morreram, a maioria em decorrência da guerra. No Iraque, no mesmo período, 5.513 meninos morreram violentamente.

O gráfico abaixo apresenta a taxa de homicídio de homens de 10 a 19 anos na evolução de 2016 a 2019.

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Os números mostram uma desproteção crescente dos adolescentes negros em Vitória — com aumento de cerca de 10% na taxa de homicídio de negros de 10 a 19 anos no município. Em 2016, esse número era de 71,93 mortes por 100 mil habitantes e em 2019 passou para 78,78 mortes por 100 mil.   

Os dados a seguir mostram a taxa de homicídio de negros de 10 a 19 anos no período de 2016 a em 2019.

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Em síntese

Apesar de alguns avanços nas regiões com os maiores índices de homicídio de crianças e adolescentes, o agravamento da situação em outras regiões da cidade, o aumento geral no número de mortes na cidade de pessoas de 10 a 19 anos e no percentual de meninos negros revelam uma situação preocupante, que merece atenção redobrada das políticas públicas.