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O mapa da primeira infância em Maceió

Confira os indicadores da promoção dos direitos da primeira infância entre 2016 e 2019

UNICEF
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Dos quatro distritos sanitários com as mais graves taxas de mortalidade neonatal1 de Maceió em 2016, em três houve alguma melhora entre 2016 e 2019. No I Distrito Sanitário, a taxa caiu de 10,1 para 6,79 mortes por 1.000 nascidos vivos. No VI Distrito Sanitário, a taxa oscilou de 8,91 para 7,66 por 1.000 nascidos vivos. E no VII Distrito, que reúne cinco bairros, a queda foi de 12,84 para 11,98 por 1.000 nascidos vivos. A exceção é o II Distrito Sanitário, onde a taxa aumentou de 14,69 para 15,32 mortes por 1.000 nascidos vivos.

Outros dois distritos sanitários que, em 2016, não estavam no grupo de regiões mais vulneráveis nesse aspecto registraram aumento na taxa de mortalidade neonatal. É o caso do III Distrito, que reúne oito bairros da cidade e passou de 3,84 para 10,58 mortes por 1.000 nascidos vivos. E também do VIII Distrito, com aumento de 7,59 para 18,46 mortes.

Em 2016, a taxa de mortalidade neonatal em Maceió era de 10 mortes por 1.000 nascidos vivos. O valor de referência2  calculado pela Plataforma dos Centros Urbanos era de 9,57 mortes por 1.000 nascidos vivos. A taxa em 2019 havia, entretanto, aumentado para 10,20 mortes por 1.000 nascidos vivos. Houve, portanto, piora na taxa da cidade.

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1Mortalidade neonatal é o número de óbitos de bebês de 0 a 27 dias de vida completos, por 1.000 nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

Mortalidade neonatal – 2016-2019 – Maceió
Taxa por 1.000 nascidos vivos

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Mortalidade neonatal por região – Maceió
Taxa por 1.000 nascidos vivos

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No mesmo período, a incidência média de sífilis congênita3 entre 2016 e 2019 passou de 11,05 para 10,96 por 1.000 nascidos vivos. Em todo caso, a média do número de casos de sífilis congênita em Maceió permanece maior do que a média brasileira – 8,2 casos para cada 1.000 nascidos vivos –, divulgada pelo Ministério da Saúde para 2019.

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3Sífilis congênita é a infecção do feto pela bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe para o bebê pela placenta, em qualquer momento da gestação. Se não for tratada, poderá causar uma série de problemas desde aborto até má formação no bebê.

Sífilis congênita – 2016-2019 – Maceió
Taxa por 1.000 nascidos vivos

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Quanto ao sobrepeso infantil4, houve melhora na proporção de crianças de até 5 anos com sobrepeso, com uma queda de 10% entre 2016 e 2019. A incidência passou de 8,56% para 7,74% do total de crianças nessa faixa etária.

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4Sobrepeso infantil – O indicador é a proporção de crianças até 5 anos acompanhadas com peso elevado para a idade. O excesso de peso na infância afeta diretamente o crescimento e o desenvolvimento da criança, aumentando o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares, diabetes, dificuldades respiratórias, além de outras consequências ao longo da vida.

Sobrepeso infantil – 2016–2019 – Maceió
Proporção de crianças menores de 5 anos com indicação de peso elevado para a idade

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Em síntese

Maceió registrou melhora em algumas áreas da promoção dos direitos da primeira infância – no caso, no combate à incidência de sífilis congênita e ao sobrepeso infantil –, mas a taxa de mortalidade neonatal da cidade não melhorou ao longo dos quatro anos monitorados pela Plataforma dos Centros Urbanos. Houve queda da mortalidade neonatal na maioria dos territórios, mas também ocorreu piora em alguns distritos, indicando quais pontos devem ser prioritários para as políticas públicas.