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O mapa dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes em Maceió

Confira os indicadores da promoção dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes entre 2016 e 2019

UNICEF
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De 2016 a 2019, a cidade de Maceió pôde observar avanços na garantia e na promoção dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes. A gravidez na adolescência1 caiu nas regiões onde era mais grave em 2016. Os quatro distritos sanitários de Maceió com as maiores proporção de bebês de mães adolescentes reduziram suas taxas entre 2016 e 2019: no II Distrito Sanitário, que reúne sete bairros, a taxa caiu de 29,54% para 22,01%; no IV Distrito Sanitário, a redução foi de 28,70% para 19,63%; no VI Distrito Sanitário, de 26,87% para 21,09%; e no VIII Distrito Sanitário, de 27,31% para 19,97%.

Em média, a taxa de bebês de mães adolescentes na cidade de Maceió também baixou. Passou de 23% para 18,02%. Em números absolutos, mais de 700 meninas deixaram de viver uma maternidade precoce em relação ao que teria acontecido se a taxa de 2016 tivesse se mantido. A redução ocorreu tanto entre meninas de 10 a 14 anos quanto entre adolescentes de 15 a 19 anos.

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1Gravidez na adolescência – O indicador usado é a proporção de nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos, que mostra a porcentagem de bebês que nasceram com mães nessa faixa etária. É importante observar que a gravidez na adolescência é um desafio complexo e que nas meninas de 10 a 14 anos há sempre presunção de violência, merecendo uma atenção específica das políticas públicas.

O percentual de bebês nascidos na cidade de Maceió, em 2016, que tinham mães de 10 a 19 anos era de 23%. Em 2019, a proporção de bebês com mães adolescentes foi de 18,02%, ficando abaixo do valor de referência2 da Plataforma dos Centros Urbanos, de 20,97%. Essa queda representa que cerca de 700 meninas a menos ficaram grávidas em relação ao que teria ocorrido se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

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2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

Gravidez na adolescência – 2016-2019 – Maceió
Percentual de nascidos vivos de mães de 10 a 19 ano

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Na capital alagoana, houve uma redução do percentual de bebês nascidos de mães de 10 a 14 anos. Na média, o percentual de 1,34% registrado em 2016 caiu para 1,01% em 2019. Essa queda representa 48 meninas de até 14 anos a menos que engravidaram em 2019 em relação ao que teria ocorrido se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

Gravidez de 10 a 14 anos – 2016-2019 – Maceió
Percentual de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos

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De 2016 a 2019, o percentual de bebês de mães de 15 a 19 anos caiu de 21,66% para 17,01%, em média. A diminuição da taxa representa mais de 650 meninas a menos que engravidaram em 2019 em relação ao que ocorreria se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

Gravidez de 15 a 19 anos – 2016-2019 – Maceió
Percentual de nascidos vivos de mães de 15 a 19 anos

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Em síntese

Os avanços apresentados por Maceió na agenda da promoção dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes se traduziram na redução do número de mães adolescentes na cidade. A queda foi mais intensa nos distritos que apresentavam as maiores taxas em 2016 e ocorreu tanto na faixa etária de 10 a 14 anos quanto na de 15 a 19 anos.