O mapa dos homicídios de adolescentes em Maceió
Confira os indicadores da redução de homicídios de adolescentes entre 2016 e 2019
De 2016 a 2019, Maceió registrou uma queda na taxa de homicídios de adolescentes1, que caiu quase pela metade no município. E, segundo os dados preliminares disponíveis para 2019, essa queda ocorreu tanto nas áreas mais vulneráveis quanto entre os grupos mais expostos à violência.
Nos sete bairros do VIII Distrito Sanitário, que registrava a maior taxa em 2016, a redução foi de 62%. Passou de 143,12 para 54,90 mortes por 100 mil habitantes. No VII Distrito Sanitário, onde em 2016 ocorreu o maior número absoluto de mortes, a queda no total de homicídios de adolescentes foi de 71%. Passou de 91,24 para 25,98 por 100 mil habitantes entre 2016 e 2019.
A taxa média de homicídios de adolescentes em Maceió passou de 87,38 mortes por 100 mil habitantes em 2016 para 44,18 em 2019.
Em média, Maceió também registrou avanço na redução dos homicídios de adolescentes entre os grupos mais vulneráveis: meninos e adolescentes negros. A taxa de homicídios de adolescentes homens caiu pela metade entre 2016 e 2019, de 171,66 para 85,06 por 100 mil habitantes. Seguindo a mesma tendência, a taxa de homicídios de adolescentes negros em Maceió passou de 130,25 para 69,70 por 100 mil habitantes no período, uma redução de 46%.
A taxa de homicídios de pessoas de 10 a 19 anos caiu 49% entre 2016 e 2019: de 87,38 mortes por 100 mil habitantes em 2016 para 44,18 por 100 mil habitantes em 2019. A taxa alcançada pelo município ficou abaixo do valor de referência2 da Plataforma dos Centros Urbanos, de 70,75 mortes por 100 mil habitantes, indicando um progresso.
1Homicídios de adolescentes – O indicador usado é a taxa de homicídios de adolescentes que mostra quantas crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, em cada 100.000, morreram vítimas de agressão ou intervenção legal.
2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.
Homicídios de adolescentes – 2016-2019 – Fortaleza
Taxa de homicídios de 10 a 19 anos de idade por 100 mil habitantes
Os dados preliminares indicam que, em Maceió, a taxa de homicídios de adolescentes homens caiu pela metade entre 2016 e 2019: de 171,66 para 85,06 por 100 mil habitantes.
Meninos mortos pela violência
O número de homicídios de adolescentes do sexo masculino no Brasil é maior do que em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque. Em 2015, 10.480 adolescentes entre 10 a 19 anos foram assassinados no País. No mesmo período, na Síria, um total de 7.607 meninos morreram, a maioria em decorrência da guerra. No Iraque, no mesmo período, 5.513 meninos morreram violentamente.
Homicídios de meninos – 2016-2019 – Maceió
Taxa de homicídios de homens de 10 a 19 anos de idade por 100 mil habitantes
Seguindo a mesma tendência de outros recortes do enfrentamento das mortes violentas de adolescentes, a taxa de homicídios de meninos negros de 10 a 19 anos em Maceió caiu 46%. Passou de 130,25 para 69,70 por 100 mil habitantes entre 2016 e 2019. Vale chamar a atenção, entretanto, para o fato de que quase todos os adolescentes vítimas de homicídio em Maceió em 2019 eram negros.
Homicídios de meninos negros – 2016-2019 – Maceió
Taxa de homicídios de homens negros de 10 a 19 anos de idade por 100 mil habitantes
Em síntese
Maceió registrou avanço no enfrentamento da violência contra adolescentes na cidade. A taxa de homicídios de adolescentes entre 2016 e 2019 caiu praticamente pela metade, impulsionada pela melhora nos distritos mais impactados pela violência. O avanço ocorreu tanto nos distritos da cidade que apresentavam as taxas mais altas quanto entre os grupos mais vulneráveis: adolescentes homens e adolescentes negros.