Que saudade da escola!

No Amapá, as escolas estaduais voltaram de maneira 100% presencial em 2022, tomando todos os cuidados de prevenção da covid-19

UNICEF Brasil
Foto mostra o corredor de entrada de uma escola. Do lado esquerdo, há um painel escrito Sejam bem-vindos.
UNICEF/BRZ/Nay Jinknss
06 junho 2022

Logo na entrada da Escola Estadual Professor Francisco Walcy Lobato Lima, no município de Santana, no Amapá, um mural indica bem grande: “Sejam bem-vindos ao ano letivo de 2022”. Após quase dois anos sem boas-vindas, as escolas do estado reabriram os seus portões e voltaram de forma 100% presencial neste ano. Parceira do UNICEF na estratégia de Trajetórias de Sucesso Escolar, a Secretaria Estadual de Educação do Amapá adaptou o ambiente escolar para receber os estudantes com os cuidados necessários à prevenção da covid-19.

Passar pelo portão aberto da escola foi um momento de celebração para toda a comunidade escolar. “A gente via a alegria no olhar dos alunos, porque, assim como nós, eles estavam isolados. A maioria em casa, não podia sair. As grandes reclamações de quando eu ia dar aula, eram: ‘Poxa, professora, a gente não consegue sair de casa’ e ‘Que saudade da campa da escola quando bate para trocar de professor, o horário do intervalo, todo mundo reunido no pátio’”, lembra a professora da escola Leidilene Rocha.

Foto mostra uma sala de aula através de uma abertura na porta. Dentro da sala há vários estudantes.
UNICEF/BRZ/Nay Jinknss

Depois de um ano e meio sem receber os estudantes presencialmente, as aulas haviam voltado ainda no segundo semestre de 2021 de forma escalonada nas escolas estaduais. “Assim nós tínhamos uma capacidade de manter o distanciamento de 1,5 metro. Para facilitar o controle, o estudante vinha uma semana e permanecia uma semana em casa”, lembra Neurizete Nascimento, secretária adjunta de Políticas da Educação do Amapá. Além de manter o distanciamento, dessa forma, em casos positivos para a covid-19, era possível detectar se o estudante havia ou não frequentado o ambiente escolar naquela semana.

Foto mostra um estudante lavando as mãos em uma pia em local externo. Na foto só aparecem os braços e as mãos do estudante e uma parte do tronco dele.
UNICEF/BRZ/Nay Jinknss

Outras diretrizes também foram definidas, e as escolas investiram na adaptação do espaço escolar para receber novamente os estudantes. “A escola passou por reformas, a gente teve que colocar janelas de vidro, pias nos corredores... Fazer essa adaptação e conversar com os alunos para que eles se adaptassem ao novo modelo de escolas que estamos oferecendo”, conta Ivanilza de Castro, gestora da Escola Estadual Professor Francisco Walcy Lobato Lima. Para isso, a primeira semana de aulas nas escolas do estado, que começaram em 7 de março de 2022, foi toda voltada à orientação e ao acolhimentos dos estudantes, para que conhecessem as novas medidas de proteção no ambiente escolar e todos pudessem voltar em segurança. “Para além da pandemia, isso traz um novo comportamento do estudante na escola em termo de cuidado para si e com os outros”, diz a secretária adjunta Neurizete.

Foto mostra uma pia em local externo, junto com uma plaquinha onde está escrito Lave as mãos.
UNICEF/BRZ/Nay Jinknss

Agora, o que era diferente já virou rotina. Logo na entrada do portão, os estudantes recebem o álcool para higienizar as mãos. As pias nos corredores estão à disposição com água e sabão a qualquer momento. Alunos, professores e funcionários usam as máscaras dentro e fora da sala de aula. Marcações no chão indicam onde os estudantes devem se posicionar para manter o distanciamento. Mas, mesmo com todas as novas regras, voltar para a escola foi essencial para que meninos e meninas pudessem recuperar a sua aprendizagem que ficou prejudicada durante o ensino remoto. E claro, matar a saudade!

Muitos estudantes realizavam as aulas online apenas pelo celular, ou não tinham acesso à internet. Mesmo com atividades impressas, foi difícil manter o vínculo para impulsionar o aprendizado em casa.

Foto mostra uma sala de aula, com vários estudantes sentados às carteiras escolares. Todos estão de costas.
UNICEF/BRZ/Nay Jinknss

“No presencial, dentro da sala de aula, o aluno aprende mais com o contato com o professor. E a gente como professor está olhando, vendo o aluno que está aprendendo, que está querendo aprender, estudando”, diz a gestora Ivanilza.

A volta às aulas presenciais foi esperada por todos, e a escola está trabalhando na recuperação da aprendizagem dos estudantes. Afinal, todas as árvores do futuro estão nas sementes plantadas hoje.

Foto mostra uma adolescente de máscara, com uniforme escolar, segurando uma mochila. Ela está em pé em frente a um painel onde está escrito Sejam bem-vindos.
UNICEF/BRZ/Nay Jinknss

Sandrielle Saiury foi uma das estudantes da Escola Estadual Professor Francisco Walcy Lobato Lima que voltou às aulas presenciais e teve a oportunidade de avançar nos estudos.

Assista ao vídeo sobre a volta às aulas presenciais no Amapá

UNICEF Brasil