Programa de subsídio para crianças ajuda mãe solteira a cuidar do seu filho em Nampula

Em Moçambique, o programa de subsidio para criança conta com o apoio da Suécia, Holanda, Reino Unido, e o UNICEF.

Eleanor Hill
Em Moçambique, o programa de subsidio para criança conta com o apoio da Suécia, Holanda, Reino Unido, e o UNICEF.
UNICEF/2021/Eleanor Hill
20 Janeiro 2022

Lalaua, Nampula - "Ele mandou o nome de meu filho por mensagem de texto (SMS), mas o meu filho não conhece o seu pai," contou visivelmente triste Noémia Manuel, de 23 anos de idade, segurando o seu filho Américo no colo. "Eu vivo sozinha, estou divorciada, quando estava grávida o meu marido encontrou trabalho em Nacala e nunca mais regressou. Foi-lhe dito que o seu filho tinha nascido, mas ele nunca mais voltou para ver o seu filho.”

Noémia sofreu muito depois de dar à luz ao Américo e, sendo mãe solteira, enfrentou dificuldades para conseguir comprar comida suficiente para o seu filho, porque o pai não providencia apoio a criança e não envia dinheiro.

Noémia vive em Nicquosse no distrito de Lalaua, e antes de se inscrever no programa de subsídio para  criança,  vivia com a sua mãe na casa ao lado. Ela ouviu falar do subsídio para criança através do Permanente do Instituto Nacional da Acção Social (INAS). Com o dinheiro que recebeu do subsídio ela conseguiu poupar 3,000 meticais que usou para construir a sua própria casa e cozinha. "Agora tenho o meu próprio espaço, sinto-me melhor e mais independente".

A fase de arranque do programa de Subsidio para criança (0-2 anos) em Moçambique é implementado pelo Ministério do Género, Criança e Acção Social (MGCAS), através do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) com o apoio da Suécia, Holanda e Reino Unido, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).A fase de arranque foi iniciada em Setembro de 2018 em quatro distritos de Nampula, uma das províncias mais pobres de Moçambique. A fase de arranque foi finalizada em Dezembro de 2021, quando todas as 15,345 crianças e os cuidadores terão recebido 24 meses de pagamentos, e se graduarem no programa. Com base nos resultados positivos da fase de arranque do programa, o Governo de Moçambique está e a preparar-se para a sua expansão a fim de atingir mais crianças e famílias.

A sua mãe ajuda muito, tomando conta do pequeno Américo quando ela precisa ir trabalhar na sua machamba ou para buscar água. Na sua machamba ela cultiva milho e mandioca e com o dinheiro que recebe da subsídio para a criança ela consegue comprar comida e roupa para o Américo. “Tenho esperança que um dia volte a casar com alguém gentil e tenha uma família,” contou Noémia esperançosa com o seu futuro e do pequeno Américo.