Comunicação e Advocacia
Promover os direitos da criança
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Situação e desafios
Na Guiné-Bissau, normas sociais profundamente enraizadas continuam a limitar os direitos e as oportunidades das crianças, em particular das raparigas. Práticas como a mutilação genital feminina, o casamento precoce e a desigualdade de género persistem em muitas comunidades, sustentadas pelo silêncio, pela pressão social e pela falta de espaços seguros para o diálogo.
O acesso à informação permanece desigual, especialmente nas zonas rurais. A baixa literacia digital, os elevados custos de conectividade e a infraestrutura de comunicação limitada restringem a participação dos jovens nas decisões que afetam as suas vidas.
A mudança de comportamentos sustentável depende da confiança, da participação comunitária e de mensagens consistentes em línguas e formatos acessíveis às populações.
Resposta do UNICEF
Para promover a inclusão e a proteção das crianças, o UNICEF foca-se no diálogo comunitário e na capacitação dos jovens, garantindo que as vozes da população guiam ativamente as mudanças e as decisões.
Mudança social e envolvimento comunitário
Em 2025, o UNICEF apoiou iniciativas de mudança social e comportamental que envolveram diretamente 1.734.294 pessoas através de diálogos comunitários, emissões radiofónicas e sessões com pais, cuidadores e líderes locais. Trinta e oito estações de rádio comunitárias emitiram mais de 200 aulas radiofónicas em Gabú e Bafatá, abordando temas como a igualdade de género e a proteção da criança.
Participação jovem e plataformas digitais
Em setembro de 2025, o UNICEF lançou o U-Report na Guiné-Bissau, em parceria com o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e um consórcio de ONG locais. A plataforma oferece participação gratuita e anónima através de SMS e WhatsApp, permitindo aos jovens contribuir para o diálogo sobre questões que afetam as suas vidas. Nos primeiros três meses, mais de 19.000 jovens registaram-se.
Alcance e impacto
Em 2025, o UNICEF alcançou 274.000 pessoas através de plataformas digitais, gerou mais de 15 milhões de interações e obteve 375 referências nos meios de comunicação nacionais e internacionais. Foram formados 3.346 agentes de saúde comunitária em comunicação interpessoal e equidade de género, e desenvolvido o Plano Estratégico Nacional de Comunicação para a Vacinação 2024–2028.
Resultados Principais