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O mapa da primeira infância em São Paulo

Confira os indicadores da promoção dos direitos da primeira infância entre 2016 e 2019

UNICEF
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Na Cidade de São Paulo, maior metrópole do Brasil, registrou-se um ligeiro aumento da taxa de mortalidade neonatal e da incidência de sífilis congênita, indicando pontos de priorização para a promoção dos direitos da primeira infância. A taxa de mortalidade neonatal era de 7,53 mortes por 1.000 nascidos vivos em 2016 e passou para 7,72 em 2019. Houve redução da mortalidade neonatal em 31 dos 48 distritos de São Paulo que haviam apresentado as piores taxas em 2016. Entretanto, no mesmo período, os distritos com o maior número absoluto de mortes de bebês registraram aumento de suas taxas. Em Brasilândia, a taxa aumentou de 11,12 para 14,18; no Grajaú, de 7,47 para 7,65; e no Jardim Ângela, de 8,83 para 9,33.
 
Outro ponto de atenção foi o aumento da taxa de incidência de sífilis congênita em bebês de até 1 ano. Passou de 6,67 bebês por 1.000 nascidos vivos em 2016 para 7,71 em 2019 — um aumento de 15%, o que representa um acréscimo de mais de 100 bebês infectados por 1.000 nascidos vivos nesse período. Por outro lado, a taxa de sobrepeso infantil, de 2016 a 2019, caiu de 5,42% para 4,91% — uma redução em torno de 10%.

Em 2016, a taxa de mortalidade neonatal1 na Cidade de São Paulo era de 7,53 mortes por 1.000 nascidos vivos. Em 2019, a taxa ficou em 7,72 mortes por 1.000, acima do valor de referência2 de 7,02 mortes calculado pela Plataforma dos Centros Urbanos. Em uma cidade como São Paulo, esse aumento de 0,19 na taxa representa 100 mortes a mais em 2019 em relação às ocorridas em 2016, apesar da redução de quase 18 mil bebês no número de nascimentos.

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1Mortalidade neonatal é o número de óbitos de bebês de 0 a 27 dias de vida completos, por 1.000 nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

Mortalidade neonatal – 2016-2019 – São Paulo
Taxa por 1.000 nascidos vivo

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A sífilis congênita3 aumentou na Cidade de São Paulo entre os anos de 2016 e 2019. A taxa de incidência da doença em bebês de até 1 ano de idade, que era de 6,67 passou para 7,71 por 1.000 nascidos vivos em 2019. Um aumento de quase 16%, que representou mais de 100 bebês a mais infectados em 2019 do que havia ocorrido em 2016.

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3Sífilis congênita é a infecção do feto pela bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe para o bebê pela placenta, em qualquer momento da gestação. Se não for tratada, poderá causar uma série de problemas desde aborto até má formação no bebê.

Sífilis congênita – 2016-2019 – São Paulo
Taxa por 1.000 nascidos vivos

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Houve progresso no combate ao sobrepeso de crianças de até 5 anos de idade4. A redução foi de 10%. A taxa passou de 5,42% para 4,91% das crianças acompanhadas entre 2016 e 2019.

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4Sobrepeso infantil – O indicador é a proporção de crianças até 5 anos acompanhadas com peso elevado para a idade. O excesso de peso na infância afeta diretamente o crescimento e o desenvolvimento da criança, aumentando o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares, diabetes, dificuldades respiratórias, além de outras consequências ao longo da vida.

Sobrepeso infantil – 2016-2019 – São Paulo
Proporção de crianças menores de 5 anos com indicação de peso elevado para a idade

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Em síntese

São Paulo continua com desafios na promoção dos direitos da primeira infância. Apesar de ter diminuído na maioria dos distritos da cidade, a taxa de mortalidade neonatal não caiu na cidade no período entre 2016 e 2019, e teve até um pequeno aumento, puxado justamente pelo aumento das taxas nos distritos onde mais morrem bebês no primeiro mês de vida. A incidência de sífilis congênita também aumentou nos últimos anos. Como boa notícia, a cidade registrou redução de sobrepeso infantil.