O mapa da exclusão escolar em São Paulo
Confira os indicadores referentes ao enfrentamento da exclusão escolar entre 2016 e 2019
A Cidade de São Paulo registrou uma diminuição das desigualdades dentro do município em relação à exclusão escolar. Dos 41 distritos que tinham as piores taxas de abandono escolar no ensino fundamental na rede municipal em 2016, 33 contaram com melhora nos indicadores em 2019. Na Brasilândia, a taxa caiu de 2,37% para 1,84%; em São Rafael, a queda foi de 2,05% para 0,95%; e o Campo Limpo passou de 1,38% para 0,88%. As oito áreas da cidade em que não houve avanço são aquelas com poucos estudantes na rede municipal. Entre elas estão os distritos da Sé, de Moema e do Jaguaré.
Ao contrário do que aconteceu com o abandono escolar, que contou com 15% de redução na média da cidade, a taxa de distorção idade-série aumentou 23% no período analisado, sinalizando a importância de políticas públicas específicas.
Em 2016, a taxa de abandono escolar1 no ensino fundamental da rede municipal em São Paulo era de 1,12%. Em 2019, havia caído para 0,95% na cidade. O resultado alcançou o valor de referência2, de 1%, calculado pela Plataforma dos Centros Urbanos. É possível estimar que quase 3 mil estudantes teriam abandonado a escola em 2019 se a taxa de 2016 tivesse se mantido.
1Abandono escolar – A taxa de abandono escolar é a proporção de estudantes matriculados que deixaram de frequentar a escola durante o período letivo. Pode haver mais crianças que já estavam anteriormente fora da escola, aumentando os números da exclusão escolar.
2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.
Abandono escolar – 2016-2019 – São Paulo
Porcentagem de alunos do ensino fundamental da rede municipal
A taxa de distorção idade-série3 no ensino fundamental da rede pública é um ponto de atenção para a Cidade de São Paulo. Ela aumentou 23%. Em 2016, estava em 7,37% e passou para 9,10% em 2019.
3Distorção idade-série - É o nome dado à condição de estudantes que estão dois anos ou mais aquém da série que deveriam cursar em relação à idade que têm.
Distorção idade-série – 2016-2019 – São Paulo
Porcentagem de alunos do ensino fundamental da rede pública
A cobertura da oferta de educação infantil para crianças de 4 e 5 anos4 na Cidade de São Paulo é um desafio superado desde o início deste monitoramento, em 2016, e permanece estável de lá para cá.
4Pré-escola universal - Desde 2009, a frequência escolar tornou-se obrigatória para crianças de 4 e 5 anos. O Plano Nacional de Educação prevê que, até 2024, 100% das crianças de 4 e 5 anos devem estar matriculadas. A média nacional hoje é de 93,8%.
Em síntese
O município de São Paulo avançou no enfrentamento da exclusão escolar: a taxa de abandono no ensino fundamental caiu – com destaque para a queda nos distritos que tinham os mais altos indicadores em 2016, o que aponta para redução da desigualdade. Com a cobertura de pré-escola para crianças de 4 e 5 anos universalizada, a distorção idade-série se mantém como desafio crescente para a rede pública de educação.