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O mapa da primeira infância no Recife

Conheça os dados referentes à promoção dos direitos da primeira infância entre 2016 e 2019

UNICEF
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Entre 2016 e 2019, houve redução das desigualdades dentro do município do Recife quanto às taxas de mortalidade neonatal1. Dos quatro distritos da cidade com os maiores números, três registraram melhora. Somadas, essas três regiões reúnem 42 bairros da cidade cujas taxas de morte de recém-nascidos eram altas e foram reduzidas.

No Distrito Sanitário I, que inclui os bairros de Santo Amaro e Boa Vista, esse índice caiu de 11,55 mortes para 6,61 mortes por 1.000 nascidos vivos. A queda no Distrito Sanitário II, que conta com 18 bairros, entre eles Peixinho e Água Fria, foi de 10,10 para 6,79 mortes por 1.000 nascidos vivos. E no Distrito Sanitário VII, com 13 bairros, incluindo Pau Ferro, Brejo do Beberibe e Macaxeira, a mortalidade neonatal passou de 9,15 para 5,02 mortes por 1.000 nascidos vivos.

Já a região do Distrito Sanitário VIII, que reúne os bairros de Cohab, Ibura e Jordão, não apresentou evolução. Pelo contrário. A taxa, que já era alta – 12,08 mortes por 1.000 nascidos vivos – teve um pequeno aumento nesses quatro anos, para 12,29 mortes por 1.000 nascidos vivos.

O Recife contou com uma redução da mortalidade neonatal de 8% no período entre 2016 e 2019. Essa queda indica que, em 2019, menos 17 bebês morreram no primeiro mês de vida do que se a taxa de 2016 tivesse se mantido. Chama a atenção, entretanto, que a taxa tenha caído ainda mais em 2017 e 2018, indicando que Recife poderia ter tido ainda menos mortes de bebês em 2019.

A taxa de mortalidade neonatal no Recife passou de 8,87 para 8,06 mortes por 1.000 nascidos vivos nesse período. Essa taxa estava abaixo do valor de referência2 da Plataforma dos Centros Urbanos.

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1Mortalidade neonatal é o número de óbitos de bebês de 0 a 27 dias de vida completos, por 1.000 nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

Mortalidade neonatal – 2016-2019 – Recife
Taxa por 1.000 nascidos vivos

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O enfrentamento da sífilis congênita3 permanece como um desafio para a cidade. O número de casos no Recife aumentou no período de 2016 a 2019. Em 2016, a taxa de incidência da doença em bebês de até 1 ano era de 22,26 por 1.000 nascidos vivos e passou para 26,40 por 1.000 nascidos vivos em 2019. Esses números indicam que, em 2019, mais 94 bebês foram diagnosticados com a doença em relação ao que haveria se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

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3Sífilis congênita é a infecção do feto pela bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe para o bebê pela placenta, em qualquer momento da gestação. Se não for tratada, poderá causar uma série de problemas desde aborto até má formação no bebê.

Sífilis congênita – 2016-2019 – Recife
Taxa por 1.000 nascidos vivos

 

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Em relação ao sobrepeso infantil4, a redução na proporção de crianças de até 5 anos com sobrepeso foi de 22% entre 2016 e 2019. Passou de 18,32% para 14,19% do total de crianças nessa faixa etária acompanhadas.

 

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4Sobrepeso infantil – O indicador é a proporção de crianças até 5 anos acompanhadas com peso elevado para a idade. O excesso de peso na infância afeta diretamente o crescimento e o desenvolvimento da criança, aumentando o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares, diabetes, dificuldades respiratórias, além de outras consequências ao longo da vida.

Sobrepeso infantil – 2016-2019 – Recife
Proporção de crianças menores de 5 anos com indicação de peso elevado para a idade

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Em síntese

Os dados mostraram tanto avanços como desafios persistentes na promoção dos direitos da primeira infância na cidade do Recife. Houve redução do número de mortes neonatais na maioria dos distritos que apresentavam as taxas mais altas em 2016. A taxa de mortalidade neonatal caiu na cidade de forma geral, e o número de crianças com sobrepeso diminuiu. Os pontos de atenção são a incidência de sífilis congênita, que aumentou no período, a mortalidade neonatal na região do Distrito Sanitário VIII e o fato de que entre 2018 e 2019 houve um aumento da mortalidade neonatal na cidade, apesar de ela se manter abaixo do registrado em 2016.