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O mapa dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes no Recife

Conheça os dados de monitoramento referentes a bebês nascidos de mães adolescentes entre 2016 e 2019

UNICEF
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O Recife teve avanços no enfrentamento da gravidez na adolescência1. Os Distritos Sanitários I, II, VII e VIII, que tinham, em 2016, as piores taxas da cidade, registraram queda na proporção de bebês nascidos de mães adolescentes de 10 a 19 anos de idade entre 2016 e 2019. Juntas, essas áreas somam 45 bairros da cidade.

No Distrito Sanitário I, a queda foi de 17,8% em 2016 para 15,8% em 2019; no Distrito Sanitário II, de 18% para 15,1%; no Distrito Sanitário VII, de 18,6% para 15,6%; e no Distrito Sanitário VIII, de 19,5% para 15,3%. Essas regiões continuam, entretanto, a concentrar a maior parte dos casos de adolescentes de 10 a 19 que se tornam mães.

Na cidade, a queda na proporção de bebês de mães adolescentes foi de 19% no período entre 2016 e 2019. Esse percentual significa que 630 meninas a menos se tornaram mães em 2019 em relação ao que haveria se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

A redução ocorreu no número de gestações tanto de meninas de 10 a 14 anos quanto de 15 a 19 anos. A queda foi de 18% e 19%, respectivamente.

Em 2016, a proporção de bebês nascidos no Recife de mães adolescentes era de 15,73%. Três anos depois, era de 12,71%, percentual abaixo do valor de referência2, de 14,81%, estabelecido pela Plataforma dos Centros Urbanos.

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1Gravidez na adolescência – O indicador usado é a proporção de nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos, que mostra a porcentagem de bebês que nasceram com mães nessa faixa etária. É importante observar que a gravidez na adolescência é um desafio complexo e que nas meninas de 10 a 14 anos há sempre presunção de violência, merecendo uma atenção específica das políticas públicas.

2Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

Gravidez na adolescência – 2016-2019 – Recife
Percentual de nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos

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Em 2016, 0,62% dos bebês nascidos no Recife tinham mães de 10 a 14 anos de idade. Em 2019, esse percentual caiu para 0,5% dos bebês. Uma redução, portanto, de 18%, o que representa 26 meninas a menos que ficaram grávidas no último ano em relação ao que haveria se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

Gravidez de 10 a 14 anos – 2016-2019 – Recife
Percentual de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos

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Em 2016, 15,11% das mulheres que se tornaram mães no Recife tinham de 15 a 19 anos. Em 2019, esse percentual caiu para 12,21%. A queda de 19% nesses quatro anos representa 610 meninas dessa faixa etária a menos que ficaram grávidas em 2019 em relação ao que haveria se a taxa de 2016 tivesse se mantido.

Gravidez de 15 a 19 anos – 2016-2019 – Recife
Percentual de nascidos vivos de mães de 15 a 19 anos

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Em síntese

A promoção dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos dos adolescentes do Recife avançou entre 2016 e 2019: a proporção de bebês de mães adolescentes caiu na cidade de forma geral nas duas faixas etárias de meninas (de 10 a 14 anos e de 15 a 19 anos). A queda foi puxada pelos bairros com os piores indicadores em 2016, indicando uma efetiva redução de desigualdades nessa área na cidade.