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O mapa dos homicídios de adolescentes em Salvador

Conheça os dados de monitoramento de homicídios de adolescentes em Salvador entre 2016 e 2019

UNICEF
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O número de homicídios de adolescentes1 expressa a urgência de priorização desse tema pelas instituições públicas e privadas. De 2016 a 2019, Salvador apresentou um aumento de 52% na taxa de homicídios de adolescentes – incluindo aumento em três das cinco prefeituras-bairro que tinham as maiores taxas em 2016: São Caetano/Liberdade, Subúrbio/Ilhas e Cajazeiras.

A taxa média de homicídios em Salvador aumentou de 55,43 mortes por 100 mil habitantes em 2016 para 85,49 em 2019. Em São Caetano/Liberdade, a taxa passou de 93,60 para 138,90 no mesmo período. No Subúrbio/Ilhas e em Cajazeiras, o aumento foi de 83,77 para 123,60 e de 72,03 para 99,20, respectivamente.

Houve também aumento das taxas entre os grupos mais vulneráveis. A taxa para meninos de 10 a 19 anos cresceu de 115,21 para 145,60 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a taxa de adolescentes negros cresceu de 67,11 para 98,26 mortes por 100 mil.

Em média, os homicídios de adolescentes de 10 a 19 anos aumentaram 52% no período entre 2016 e 2019 na capital baiana. Ao passar de 55,43 para 84,49 mortes por 100 mil em 2019, acima do valor de referência2, de 50,36 mortes por 100 mil, projetado pela Plataforma dos Centros Urbanos para Salvador. Esse aumento significa que houve 130 homicídios a mais em 2019 do que em 2016. Esse resultado reforça que se tornou ainda mais importante atuar na proteção à vida dos adolescentes em Salvador.

Meninos mortos pela violência  O número de homicídios de adolescentes do sexo masculino no Brasil é maior do que em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque. Em 2015, 10.480 adolescentes entre 10 a 19 anos foram assassinados no País. No mesmo período, na Síria, um total de 7.607 meninos morreram, a maioria em decorrência da guerra. No Iraque, no mesmo período,  5.513 meninos morreram violentamente.

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1Homicídios de adolescentes O indicador usado é a taxa de homicídios de adolescentes que mostra quantas crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, em cada 100.000, morreram vítimas de agressão ou intervenção policial.

2Valor de referência (VR) é definido a partir dos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Homicídios de adolescentes – 2016-2019 – Salvador
Taxa de homicídios de 10 a 19 anos de idade por 100 mil habitantes

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Assim como ocorreu com a taxa geral da cidade, houve um aumento da taxa de homicídios de homens de 10 a 19 anos de idade entre 2016 e 2019. O número passou de 115,21 para 145,60 mortes por 100 mil habitantes.

Homicídios de meninos – 2016-2019 – Salvador
Taxa de homicídios de homens de 10 a 19 anos de idade por 100 mil habitantes

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Os números mostram que aumentou a exposição dos adolescentes negros em Salvador à violência letal – com um aumento de 46% na taxa de homicídios de negros de 10 a 19 anos no município. Em 2016, esse número era de 67,11 mortes por 100 mil habitantes e em 2019 passou para 98,26 mortes por 100 mil.

Homicídios de meninos negros – 2016-2019 – Salvador
Taxa de homicídios de homens negros de 10 a 19 anos de idade por 100 mil habitantes

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Em síntese

O município de Salvador não obteve avanços na agenda de redução dos homicídios de adolescentes entre 2016 e 2019 – ao contrário, o número de crimes desse tipo cresceu significativamente na cidade. Esse aumento ocorreu na maioria das prefeituras-bairro, mas algumas que já concentravam mais mortes tiveram resultados proporcionalmente piores. As taxas de homicídios de meninos e de adolescentes negros também aumentaram, sinalizando que os grupos mais vulneráveis à violência letal continuam sendo os mais expostos a ela.