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Reimaginando Futuros: Rede Nacional de Lideranças Adolescentes

Por meio de redes de adolescentes, o UNICEF oportuniza a participação cidadã e a promoção de direitos para crianças e adolescentes em todo o Brasil

Foto mostra três jovens de perfil
UNICEF/BRZ/Ester Correa Coelho

A rede “Reimaginando Futuros” é uma articulação de iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil, e tem por objetivo fortalecer a participação e desenvolvimento de adolescentes e jovens, formar e consolidar lideranças, identificar oportunidades para a promoção de mudanças sociais em temas prioritários na agenda de direitos de crianças e adolescentes, discutir objetivos, soluções e estratégias que serão implementadas pela área de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do UNICEF, com a participação e envolvimento direto de lideranças adolescentes.

A rede atua para promover a participação e o diálogo entre lideranças adolescentes de todo o Brasil, em temas como a promoção de direitos para a população negra, LGBTQIA+, meninas, indígenas, quilombolas, entre outros. Por meio desse diálogo, a rede incentiva e viabiliza a participação de lideranças em espaços de discussão e tomada de decisão nacionais e internacionais; discute, avalia e apoia na construção de políticas públicas em interlocução com o Poder Público; discute e propõe articulações entre os territórios brasileiros; oferece formações para as lideranças, e entre pares; discute as principais demandas de adolescentes e jovens no Brasil, em diálogo com o UNICEF Brasil; propõe ações e projetos nos territórios que busquem promover formações, discussões e a participação cidadã de adolescentes; entre outras ações.

O que é a rede “Reimaginando Futuros” pela voz dos e das adolescentes
A rede de adolescentes “Reimaginando Futuros” é um espaço oportunizador, para que lideranças adolescentes possam vocalizar suas demandas, e apresentá-las para a sociedade. A rede oferece a oportunidade de reunir uma diversidade de adolescentes e jovens, que representarão os e as que não puderem estar ali. É um espaço que possibilita o desenvolvimento individual, mas também coletivo, dos e das participantes, e de seus territórios e comunidades. É a possibilidade de mudar nossa realidade, nosso futuro, e o futuro de outros adolescentes e jovens. É sobre expandir conhecimentos e fazer conexões. Reconhecer o que é o jovem no Brasil, nas suas potencialidades, oportunidades, e na falta delas. Discutir objetivos, soluções e estratégias, por meio da política e da articulação, além de dar visibilidade para projetos novos e existentes, liderados por adolescentes e pela juventude. A rede é sobre do que temos fome, e temos fome de justiça social. A rede é um sinal de que o UNICEF é, realmente, para cada criança e cada adolescente.

A rede “Reimaginando Futuros” é composta pelas seguintes frentes:

  • Frente de Povos Tradicionais e Originários
  • Frente LGBTQIAP+
  • Frente de Participação Jovem
  • Frente Antirracista/Frente Negra
  • Frente de direitos e inserção feminina
  • Frente sobre ambiente/mudanças climáticas

Conheça os e as adolescentes que estão reimaginando o futuro do Brasil

"Meu nome é Adonis José Suárez Benson, tenho 20 anos de idade, sou venezuelano, residente no município de Pacaraima, dentro do estado Roraima, há três anos. Sou participante do Programa da CMAPS, uma organização encarregada de promover atividades na comunidade, garantindo o acesso a informações confiáveis e oferecendo conteúdos importantes que podem ajudar no processo de integração no Brasil. Esse projeto foi criado a partir de diferentes organizações, garantindo a participação de jovens migrantes que morem em espaços de ocupações espontâneas e comunidade indígenas."

"Olá, eu me chamo Airton, tenho 18 anos, sou nordestino de São Luís do Maranhão, e ativista pelas juventudes. Desde os meus 15 anos, participo de coletivos e de projetos que lutam pelo empoderamento, bem-estar e pela vida das juventudes em geral. Faço parte do Coletivo Menina Cidadã, sou jovem monitor do projeto Janela de Oportunidades, que tem parceria com o 1MiO, amo a arte em geral e sou integrante de um grupo de arte chamado GAMAR. Sempre fui preocupado com a política, principalmente da minha cidade, e atualmente sou integrante do comitê de jovens do Coletivo "Nós", em que discutimos políticas públicas e melhoria para a juventude de São Luís. Sou voluntário da Fundação Justiça e Paz se Abraçarão, e sempre participo dos projetos que a fundação oferece para a comunidade, pensando na melhoria de vida de adolescentes e jovens."

"Meu nome é Ana Carolina, tenho 18 anos e sou de Belém do Pará. Sou conselheira jovem do UNICEF, gosto de jogar vôlei, amo ler e sou mega fã de MPB. Ainda estou no último ano do ensino médio e pretendo me formar em ciências sociais ou direito. Sou uma pessoa muito extrovertida, mas também sou bastante tímida quando quero. Gosto de rodas de conversa e de um bom papo."

"Eu me chamo Angelina Prudêncio, tenho 13 anos e estudo no 8° ano do ensino fundamental na Escola Municipal Benício Rodrigues Pena, escola pública do município de Boca do Acre, Amazonas. Desde de pequena sempre gostei de participar de palestras, ações, principalmente de projetos voltados aos adolescentes e jovens. Participo do Nuca desde que eu tinha 12 anos, e em 2022 participei da Escuta do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] e da Escuta da ONU, ambas voltadas à participação dos jovens em uma jornada em busca de alcançar metas e obter conquistas para um futuro melhor. Em 2023, tive a honra de ser convidada para o Encontro Nacional "Reimaginando Futuros" do UNICEF, em que ouvi, convivi e participei de uma experiência única com adolescentes buscando justiça social."

"Eu me chamo Bia Louise, ou só Bia. Sou de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, tenho 18 anos, sou travesty, preta, nordestina, ativista pelos direitos humanos e qualidade de vida pras travestys do Brasil. Sou monitora de educação infantil, socioeducadora e recentemente me atrevi a animar as noites de Fortaleza com meu DJ set. A arte e a cultura são o que me move, e a esperança de uma qualidade de vida boa para a população é o que me motiva a lutar a cada dia."

"Eu me chamo Dayrlison Raphael, tenho 15 anos e moro em Primavera do Leste, em Mato Grosso. Sou capoeirista, e defendo a questão dos negros, e luto para acabar com os preconceitos que sofrem, especialmente o que passam as crianças negras na escola."

"Meu nome é Denilson Alves, tenho 16 anos e moro em Belém do Pará, lugar de cheiros e sabores, culturas e danças. Atualmente sou conselheiro distrital de Adolescentes, prefeito adolescente, e conselheiro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Faço parte de um programa do Tribunal Regional do Trabalho para erradicação do trabalho infantil. Sou membro da biblioteca comunitária itinerante “BOMBOMLER”. Sou liderança comunitária do meu bairro, e curso direito na Universidade Federal do Pará. O que mais gosto de fazer é ler e ajudar pessoas para que sejam felizes. Meu sonho é ser diplomata e ajudar a acabar com as muitas desigualdades no Brasil e no mundo. O meu sonho para as adolescências de Belém é ... que tenham um lugar de equidade e paz para viver."

"Olá, me chamo Evelen Rodrigues, tenho 18 anos, e sou uma jovem favelada que teve a visão de mundo transformada pelo projeto Fruto de Favela. Hoje luto por igualdade e quero ver a transformação de todas as periferias brasileiras, e sempre estou à procura de consumir novos conhecimentos!"

"Eu me chamo Fabio Manoel, tenho 18 anos, homem preto, residente na cidade de São Paulo. Sou técnico em administração formado pela Etec. Representei o Estatuto da Criança e do Adolescente por meio do Centro Comunitário da Criança e do Adolescente (CCCA), e sou referência no Centro de Cultura e Acolhida CASA1. Como aprendiz no IME-USP, obtive um diploma PIC OBMEP aos 13 anos, acarretando uma trajetória acadêmica incrível. Atualmente, sou representante da Rede de Adolescentes e Jovens Negros no UNICEF, pelo Reimaginando Futuros, em busca da justiça e equidade racial no Brasil."

"Meu nome é Franciele Carvalho, tenho 14 anos, moro em Passagem dos Teixeira, distrito de Candeias, na Bahia. Faço parte do projeto Ayomide Odara, estudo na Escola Municipal Professor Dasio José de Souza, e pretendo ser uma futura política ativista, porque meu maior sonho é dar um futuro melhor para outras pessoas. Desde cedo já tenho a consciência de que, se eu quero mudar pra melhor o futuro de outras pessoas, eu preciso começar a batalhar agora, e é, por isso, que eu estou sempre aberta para novas oportunidades de aprendizagem."

"Eu me chamo Gessica Brenda, sou de Caxias, no Maranhão, tenho 18 anos, participo do Movimento Crespos/Cacheados e do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] da minha cidade. Eu sou uma garota negra e cacheada, estudante de psicologia, que defende a luta antirracista, a valorização da cultura e dos traços afrodescendentes, bem como a garantia dos direitos civis e humanos para a infantojuventude."

"Sou Gustavo, tenho 18 anos. Sou jovem, nordestino, paraibano e mais um que luta pelos direitos humanos de crianças e adolescentes. Desde muito cedo, me ensinaram que eu tinha direitos e que muitos desses eram violados nos meus espaços de convivência. Fui membro do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] do município de Picuí, no qual aprendi a entender esses direitos e a defendê-los. Acredito que toda criança merece viver livre, sem nenhuma violação e com seus direitos garantidos. Tenho como missão lutar para que mais vozes como a minha possam ecoar pelo mundo, na luta pela garantia, defesa e promoção de uma infância livre."

"Meu nome é Jéssica Leite, tenho 18 anos e faço parte do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] de Itaberaba, uma cidade da Bahia, conhecida como Terra do Abacaxi. Sou estudante de fisioterapia, estudei em escola municipal e participei de projetos onde desenvolvi habilidades com a música, canto e componho algumas letras sobre luta, dor, amor e vida no geral. Além de trabalhar com design, defendo várias pautas, entre elas, a de igualdade de gênero, mudanças climáticas e a participação jovem cidadã em que os adolescentes possam ser ouvidos e tenham seus direitos garantidos, reconhecendo seus espaços e entendendo sobre política. O Nuca foi minha virada de chave! Eu me encontrei, acessei e me conectei com outros adolescentes e jovens com propósitos e lutas, juntos lutamos por nossos direitos e espaço na sociedade."

"Olá, meu nome é Jhemily, tenho 17 anos, sou do Recife, em Pernambuco. Sou lutadora de jiu-jítsu e luto capoeira nas horas vagas. Também luto pelos direitos de nossos jovens e adolescentes, faço parte da #AgendaCidadeUNICEF, em que lutamos pra viver em um lugar onde as políticas públicas estejam presentes."

"Eu me chamo Jhonata Willyan, tenho 20 anos, sou nordestino e moro no município de Bodó, no interior do Rio Grande do Norte. Fui membro do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] da minha cidade e representante municipal dos jovens e adolescentes, assim trabalhando ativamente dentro do CMDCA [Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente] e de projetos que envolviam a participação, inclusão e proatividade de crianças e adolescentes. Há pouco mais de dois anos sou membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens do UNICEF e curso licenciatura em história na UFRN, onde volto minhas pesquisas a áreas de etnicidade e identidade cultural."

"Sou Joana, indígena do povo truká, pernambucana e catingueira. Moro na Ilha de Assunção, Território Indígena Truká, em Cabrobó, Pernambuco. Tenho 17 anos, sou estudante, conselheira jovem do UNICEF Brasil, adolescente da escolinha de conselhos-PE, antiga gestão do CPA-Conanda, e atualmente coordenadora suplente do Fojupe [Fórum de Juventudes de Pernambuco]. Ademais, sou poetisa, escritora, militante, ativista, feminista, e tudo aquilo que dizem que a mulher não pode ser."

"Meu nome é Kluiber Leonardo Reinosa Farreras, tenho 13 anos e sou migrante venezuelano. Faço parte do Conselho Jovem do UNICEF há um ano."

"Meu nome é Lays Sthefany da Silva dos Santos, sou estudante de serviço social e gestão de políticas públicas e tenho 23 anos. Atualmente estou na Comissão Permanente Multidisciplinar de Erradicação do Sub-registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Para além disso, atuo na coordenação do projeto Eu Vivo Favela e facilito ações de promoção de saúde no RAP da Saúde. Participo desde a primeira formação do Conselho Jovem do UNICEF, bem como participo também da #AgendaCidadeUNICEF e do Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes no Rio de Janeiro."

"Sou Lucas Souza, 21 anos, pessoa não binárie e cria da Baixada Santista, no Litoral Sul de São Paulo. Sou ilustrador, ativista anticapitalista, presente também na luta antimanicomial como pessoa neurodivergente, e presente no movimento LGBTQIA+, atuando prioritariamente com os direitos das pessoas trans e travestis e das questões de gênero como um todo. Sou estudante de serviço social e recentemente também tenho me aproximado da luta contra o racismo ambiental, que segrega a população do litoral nos morros por meio da especulação imobiliária e verticalização em nossas praias."

"Meu nome é Maria Estrela, tenho 13 anos, moro no território da Cidade Operária, na capital do Maranhão, São Luís. Curso o 8°ano do ensino fundamental. Sempre fui muito ativa, gosto de brincar, faço vários esportes como: capoeira, karatê e natação. Pratico teatro e desde os 5 anos frequento aulas de música e toco teclado. Desde que nasci, acompanho minha família nas lutas, resistência e defesa dos direitos humanos. Foi com eles, e com minha comunidade, que aprendi a defender as pautas importantes para os vulnerabilizados. Mas foi no ano de 2019, quando entrei para o Coletivo Menina Cidadã, que considero o meu primeiro legado, iniciando uma grande jornada aos 9 anos. Desde então, participo ativamente de atividades que auxiliam na formação, na proteção e na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes no meu território. Em 2021 fui convidada para fazer parte do Conselho Jovem do UNICEF. Em 2022 tiver a honra de representar todas as crianças e beneficiários do UNICEF no São João da Thay, repercutindo nossa pauta para o planeta. Também participei da Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Sou menina preta, e luto por um mundo antirracista e de oportunidades iguais para todos."

"Olá! Meu nome é Maria Isabel, tenho 15 anos. Sou de Picuí, na Paraíba, sou quilombola, faço parte do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] e de alguns outros projetos sociais. Hoje, estou cursando o 9º ano. Falo três línguas: português, inglês, espanhol. Falo também a língua brasileira de sinais (Libras). Toco alguns instrumentos, danço, canto… e gosto um pouco de tudo. Luto por igualdade, luto para que todos possam ser quem são, possam se expressar, ter uma educação, saúde e alimentação boa. Luto pelo meu povo, luto por uma realidade melhor."

"Sou Maysa Cursino, tenho 19 anos, sou de Taubaté, em São Paulo, e estudante de relações internacionais na Universidade Federal do ABC. Gosto muito de temas voltados à justiça social, principalmente acessibilidade às universidades públicas e acesso à educação de qualidade. Já participei de projetos sobre esses temas, em especial, o Projeto Hapet na minha cidade."

"Sou Naely Vitória, tenho 18 anos, sou Conselheira Jovem do UNICEF representando o estado de Alagoas. Faço parte da rede de adolescentes "Reimaginando Futuros", sou ex-delegada dos direitos das crianças e dos adolescentes na cidade de Palmeira dos Índios, estudante de direito e educadora de musicalização infantil do Movimento Pró Desenvolvimento Comunitário."

"Sou Nicolas Daniel, 17 anos, homem transgênero, negro e sertanejo do interior de Alagoas. Sou poeta, pintor autodidata e ativista em prol dos direitos humanos, dos direitos dos transexuais e travestis e pelo fim da desigualdade social e racial. Também sou aspirante a músico, crescido em uma família de artistas que tocam com a alma. Acredito que uma das formas que meu ativismo é posto em prática é com o simples ato de estar vivo, e assim, quero ter voz para lutar por aqueles que um dia não puderam. Espero também ser o próximo estudante do curso de história."

"Sou uma jovem, negra, kilombola, tenho 14 anos, e sou filha da Comunidade Kilombola Morada da Paz – CoMPaz, em Triunfo, Rio Grande do Sul. Com formação com base nas experiências vividas no meu kilombo aprendi sobre: ekogestão de base comunitária, conversas e explicações sobre temas com meus iguais (jovens e crianças), falas sobre empoderamento feminino e negro, vivências sobre medicina ancestral (ervas que curam, banhos…); incentivo à leitura sobre o que sou e as lutas dos povos da terra, reflexões sobre os modos de vida e seus impactos; vivências na escola Comkola Kilombola Ypè Laiyè com omadês de até 10 anos, alimentação ovolactovegetariana e sustentabilidade."

"Olá, me chamo Nivia Lima, tenho 21 anos. Moro no Recife (PE). Defendo os direitos humanos, luto pelo fim da violência contra mulheres e acredito que juntos podemos construir uma sociedade igualitária, sem racismo, preconceito, discriminação, violência e fome."

"Salve, galera! Eu me chamo Pedro Ricardo ou por muitos conhecido também como Pshock, tenho 19 anos e moro na Cidade Tiradentes, bairro localizado na parte leste de São Paulo. Atualmente sou estudante universitário, e tento me aventurar um pouco nas áreas de música e poesias. Dentro do meu bairro faço parte do coletivo Passa a Visão, projeto que chegou ao meu bairro por meio da #AgendaCidadeUNICEF, e é feito em parceria com o coletivo das Serenas. Lá aprendi diversos assuntos e causas que passei a entender e defender, como a prevenção da violência contra crianças e adolescentes, e minha principal luta é focada na melhoria da área periférica e igualdade racial. Também sou praticamente do budismo de nitchiren, no qual buscamos a paz para toda a humanidade. Então, acima de tudo, luto pela felicidade de todas as pessoas."

"Eu me chamo Raissa Oliveira, tenho 17 anos, resido na cidade de Eusébio, no Ceará. Faço parte do Nuca [Núcleo de Cidade de Adolescentes] na minha cidade, e, como jovem protagonista, prego bastante sobre isso. Jovem, LGBTQIA+, apaixonada por artes cênicas, amante de música e gatos, estudante do ensino médio, poeta e sonhadora. Creio que a palavra "persistência" me define. Desde cedo aprendi que não tenho que ficar calada com algo que não me agrada, e que eu posso sim mudar o mundo."

"Sou Ramon Willy, um jovem sonhador que luta por direitos todos os dias. Moro em Jenipapo de Minas, em Minas Gerais, e fui escolhido para participar do evento Reimaginando Futuros, do UNICEF, representando o meu estado. Nesse evento, tive uma experiência única e incrível, e pude reconhecer todos os meus direitos e deveres. Sou “nuquista”, faço parte do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] de Jenipapo de Minas, sou estudante, já representei minha cidade em várias outras conferências municipais e regionais. Enfim esse sou eu, um dos milhares de jovens em busca da criação de um futuro melhor para a nação."

"Eu me chamo Ruan Pereira, tenho 17 anos e sou natural do município de Estância no estado de Sergipe. Sou técnico em Edificações, formado pelo Instituto Federal de Sergipe Campus Estância. Fiz parte do projeto Laboratório de História do IFS Campus Estância, como locutor de podcast. Atuei como bolsista na área de pesquisa e desenvolvimento sustentável no projeto Sanear, do laboratório Lehsa do IFS campus Estância, entre outros projetos. Também sou integrante do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] da minha região e atual conselheiro jovem do UNICEF."

"Eu me chamo Sara Luize, participo do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] da minha cidade, sou representante da Bahia no Conselho Jovem do UNICEF, e faço parte do coletivo Somos. Sou uma estudante apaixonada por política, feminista e levanto com orgulho a bandeira LGBTQIA+."

"Eu me chamo Sofia Iothi, sou ativista do movimento negro e busco compartilhar minhas vivências acerca da negritude e do empoderamento feminino com mulheres negras por meio de palestras, oficinas e poesias. Sou estudante do Instituto Federal de Cariacica, no Espírito Santo, e defensora do ensino público de qualidade. Com 18 anos, busco representar a nova geração de jovens pretos que buscam a equidade racial no Brasil."

"Eu me chamo Tamara Cristina, tenho 19 anos, sou uma mulher negra, periférica, e estudante de serviço social na Universidade Estadual do Ceará. Sou ativista dos direitos humanos, anticapitalista, luto por uma educação popular e estou inserida na luta do movimento negro. Atuante em um coletivo chamado Meraki do Gueto, em Fortaleza, sou um bocado de gente que me cerca e a realização dos sonhos de quem veio antes de mim e abriu caminhos, ubuntu."

"Sou Thainá Afonso de Sales, pessoa negra não binário. Moro em Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. Tenho 14 anos, sou desenvolvedora web, artista nas horas vagas, amo rap e cultura geek. Desde pequeno já fazia parte de espaços de militância por ter de acompanhar meus pais. Desde 2021 sou militante do Núcleo de Tecnologia do MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto]. Luto pelas causas LGBTQIA+ e contra o racismo estrutural."

"Meu nome é Thaís Hellen Sousa da Silva, meu nome indígena é Aimara Pitaguary (significa natureza). Aluna da escola profissionalizante Luíza de Teodoro Vieira, tenho 16 anos, sou liderança jovem do povo indígena pitaguary. Comecei no movimento indígena ainda criança e hoje ocupo alguns espaços, comecei sendo monitora no Museu Indígena Pitaguary, guia nas trilhas ecológicas, sou palestrante, artista de artes visuais, represento o Ceará como indígenas no Conselho Jovem do UNICEF, sou escritora, integrante do grupo Jipi [Juventude Indígena Pitaguary], faço parte do projeto da JIC [Juventude Indígena Conectada[, sou adolescente do Nuca [Núcleo de Cidadania de Adolescentes] de Pacatuba, no Ceará."

"Meu nome é Victor Delamerlini Rodrigues, tenho 18 anos, sou estudante do ensino médio público federal, ativista pelo trabalho digno e pelos direitos da juventude, e integrante do 1 Milhão de Oportunidades (1MiO)."

"Meu nome é Wesllaine Oliveira, tenho 19 anos e sou de Boninal, na Chapada Diamantina, na Bahia. Sou uma jovem negra e pansexual, egressa da Escola Família Agrícola, Técnica em Agropecuária e defensora dos direitos da juventude rural, dos quilombos e da preservação do meio ambiente. Sou participante do Projeto Ayomide Odara e, assim como do projeto, participo das causas antirracistas e antimachistas."

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