Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens do UNICEF
Com diversidade e compromisso, o Conselho apoia o UNICEF na definição de estratégias pelos direitos de crianças e adolescentes no Brasil
O Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens do UNICEF no Brasil, o Conselho Jovem, foi criado para promover o diálogo direto com adolescentes e jovens; com reconhecimento da importância de sua voz e seus conhecimentos; e também como um mecanismo de fomento à participação cidadã. Coordenado pelo Programa de Adolescentes, os e as conselheiros/as se reúnem mensalmente para apoiar reflexões e desenhos de estratégias e ações institucionais, além do engajamento de coletivos, redes e grupos de adolescentes em todo o Brasil.
O Conselho Jovem vem fortalecer os valores e princípios do UNICEF para avançar na participação e desenvolvimento de adolescentes por meio do diálogo propositivo. O grupo é composto de adolescentes e jovens com engajamento nas ações do UNICEF Brasil ou em outras organizações e coletivos, e é representativo da diversidade de identidades, territórios e questões que envolvem adolescentes em situação de vulnerabilidade em todo o País.
Num espaço seguro e livre de discriminações, adolescentes e jovens do Semiárido brasileiro, do Território Amazônico, das periferias dos centros urbanos, com representantes LGBTQIA+, negras e negros, indígenas, migrantes, quilombolas, e pessoas com deficiência, participam de forma voluntária do Conselho, trazendo suas perspectivas para construir junto com o UNICEF uma sociedade em que cada criança, cada adolescente tenha seus direitos garantidos e respeitados.
Conheça os/as conselheiros/as jovens do UNICEF
Bios
“Sou Airton Monteles, graduando em Serviço Social (UFMA) e Mobilizador Social do Coletivo Menina Cidadã, atuando como coordenador da temática de meio ambiente e na diretoria de recursos na organização. Faço parte da Pastoral da Juventude de São Luís. Jovem formado pelo curso de Juventudes Contemporâneas Educação e Competências Socioemocionais (FLACSO) e também faço parte do Conselho Consultivo de Jovens e Adolescentes do (UNICEF) e sou membro da Rede Reimaginando Futuros (UNICEF). Sou também oficineiro e dançarino popular (GAMAR).”
“Me chamo Ana Clara, tenho 14 anos, eu acredito no poder da juventude para transformar realidades. Moro em Serra Talhada, Pernambuco, e sou integrante ativa do NUCA (Núcleo de Cidadania de Adolescentes) e do ponto de cultura Arte e Movimento, onde expresso minha identidade por meio da dança e da valorização da cultura nordestina. Me identifico fortemente com as lutas pela igualdade racial, valorização das meninas negras, direitos das juventudes, expressão artística e, com as questões climáticas, reconhecendo a urgência de discutir e agir sobre o futuro do planeta. Acredito que ocupar espaços como o Conselho Jovem é uma oportunidade poderosa para dar voz aos adolescentes e jovens que ainda não se sentem representados, e para garantir que suas demandas sejam ouvidas com respeito e seriedade. Sou determinada e consciente do meu papel social, sonho com um mundo onde meninas como eu ocupem todos os lugares que quiserem, com orgulho, força e propósito.”
“Sou Ana Júlia Pereira Figueiredo Baptista, e meu nome artístico é Lua. Sou uma adolescente de 14 anos do Rio de Janeiro. Slammer, poeta, escritora, articuladora, fui a primeira mulher a se tornar presidente da mesa diretora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por meio da Câmara Juvenil, um projeto criado pela Câmara Municipal com o objetivo de fazer com que os adolescentes e jovens conheçam a política na através de simulações e reuniões na prática e também na teoria. Também sou articuladora territorial do Coletivo ArterAção Com um trabalho intensivo focalizado nos direitos das crianças e adolescentes, juventude negra viva, direito das mulheres e cultura. Também participo dos Diálogos com Adolescentes & Jovens, que acontece mensalmente no escritório do UNICEF.”
“Me chamo Ana Luísa, tenho 17 anos e faço parte do NUCA desde 2023, decisão que tomei assim que ingressei no Instituto Federal baiano, motivada por um interesse imediato em participar desse núcleo, que aborda temáticas que me fascinam. Em setembro de 2024, fui selecionada pelo UNICEF para participar da RCOY, realizada em Belém, Pará, uma conferência sobre mudanças climáticas, na qual participei de forma ativa. Anteriormente, em agosto, tive a oportunidade de participar de um congresso sobre internacionalização entre Institutos Federais, ocorrido em Aracaju, Sergipe. Já em novembro, participei de uma escuta sobre o acesso à justiça, na qual fui selecionada para representar adolescentes e jovens da América Latina e do Caribe no Panamá, apresentando suas demandas para a garantia de direitos. No ambiente acadêmico, sou bolsista em um projeto de pesquisa financiado pelo CNPq, cujo objetivo é o desenvolvimento de uma membrana polimérica a partir do mandacaru, planta nativa da região, com o propósito de auxiliar comunidades locais no tratamento de água. Além disso, integro o NEABI, núcleo de estudos afro-brasileiros e indígenas.”
“Meu nome é Ísis Reis, sou de Itabaiana, Sergipe. Sou uma adolescente que luta pelos direitos de crianças e adolescentes desde os 13 anos, com foco nos direitos de meninas e mulheres, respeito por diversidade de etnia e raça, direitos LGBT+, mudanças climáticas e direitos de pessoas neurodivergentes. Sou do NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes) e do CPA (Comitê de Participação dos Adolescentes) do meu município. Além disso, participei da edição de 2023 e 2024 do CPA no CONANDA. Também fui membro da RedeSurca na edição do Uruguai no NiñoSur junto de mais três adolescentes do CPA nacional. Também sou poetiza, desenhista, e escritora como membro do MocMap, o Movimento Cultural Maria Pereira da cidade de Itabaiana ligada a Academia de Letras Itabaianense, trabalhando com a voz de crianças e adolescentes para espalhar a cultura e arte.”
“Sou João Victor, Adventista do Sétimo Dia. Membro do Comitê Popular de Mudanças Climáticas, coordeno a Juventude das Ilhas pelo Fórum de Desenvolvimento Sustentável das Ilhas e atuo como voluntário na Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável. Sou ativista climático e ambiental.”
“Me chamo Kauã Victor, sou um jovem amazonense de 16 anos, apaixonado pela literatura teológica, e mais ainda por História e Geopolítica. Sou agente, que ajuda pessoas carentes, em áreas de pobreza no meu bairro, com o auxílio da Igreja Católica. Sou missionário em áreas afetadas pela fome. E, novamente, apaixonado por livros.”
“Eu sou Maria Estrela, tenho 15 anos e venho de São Luís do Maranhão, uma cidade rica em cultura e história. Moro na periferia de São Luís, na cidade operária, onde cresci aprendendo sobre a força e a luta do nosso povo. Como menina negra, sempre vi a importância de lutar pelos direitos das pessoas negras e de quem vive nas periferias, especialmente porque sei como é enfrentar dificuldades e preconceitos simplesmente por sermos quem somos.”
“Meu nome é Maria Isabel, tenho 16 anos, sou quilombola e estudante do curso técnico em Informática no IFPB. Sou ativista pelos direitos das crianças e adolescentes e também na luta por justiça climática. Faço parte do NUCA Picuí, do CPA Paraibano, CPA Conanda, CONAPETI, Rede Reimaginando Futuros, RedSurca, participo do movimento estudantil no meu campus e faço parte de outras atividades desse gênero. Falo português, LIBRAS, inglês e espanhol. Nas horas vagas, sou artista: canto, toco e danço, porque acredito que a arte também é uma forma de resistência, transformação e reflexão sobre a atual realidade. Luto por acessibilidade de oportunidades, pela valorização do meu povo, pela equidade, participação e uma educação que seja de fato transformadora.”
“Meu nome é Natã Caetano, eu sou um jovem preto da periferia da Pavuna moro atualmente no complexo do Chapadão, estou no 3° ano do ensino médio. Já participei de alguns projetos da Agenda Cidade UNICEF, como o Zona Nossa, Jovens em Ação e IMCOMPOP. Sou um jovem mobilizador do meu território e sempre que aparecem oportunidades de mostrar vivências dentro da minha comunidade eu faço isso com muito prazer. No meu tempo livre eu amo jogar basquete, treinar, ouvir músicas para passar o tempo e desenhar.”
“Eu sou a Quesia Rego Goes, tenho 14 anos, nasci em Belém do Pará, mas fui criada na Ilha de Cotijuba. Eu sou uma pessoa que gosta muito de pintar e desenhar. Eu não consigo ficar parada muito tempo quando eu vejo uma pessoa com dificuldade que precisa de ajuda. Faço parte do grupo Vozes da Ilha e do MMIB (Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém). Os meus objetivos são trazer mais conhecimento para as crianças e jovens da minha comunidade. Eu quero que todas as crianças e jovens tenham mais oportunidade de conhecer aprender e que todos tenham o saber de proteger o meio ambiente.”
“Meu nome é Renan Rosélio. Sou natural de João Alfredo, Pernambuco, mas atualmente resido em São Paulo, SP. Estou cursando o ensino médio em uma escola pública estadual e faço parte do grêmio estudantil, onde ocupo o cargo de diretor de comunicação. Além disso, sou membro da Associação Casa dos Meninos, onde também atuo como diretor de comunicação e faço parte do conselho geral da associação. Nossos pilares fundamentais são Território, Tecnologia e Juventude. Atualmente, minha área de maior atuação e luta é o Direito da Criança e do Adolescente (DCA). Também estou engajado na luta por melhorias em nosso território periférico, buscando aprimorar as Escolas Públicas, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o acesso à tecnologia para todos. Sou um dos membros do Centro de Memória Terezinha Helena do Direito da Criança e do Adolescente, o primeiro centro de memória dedicado à documentação do movimento da infância e à gestão de direitos para crianças e adolescentes.”
“Me chamo Tacyara Lima, sou indígena do povo Munduruku, do território Kwatá-Laranjal, localizado às margens do rio Madeira, no interior de Manaus. Atualmente moro na capital, e venho me envolvendo cada vez mais no movimento indígena, como ativista, jovem comunicadora e grafiteira. Através da arte e da comunicação, transmito minha cultura e ocupo espaços conquistados com muita luta pelos povos indígenas que vieram antes de nós. Faço parte do MEIAM (Movimento Indígena Estudantil do Amazonas), do SARES (Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental do Amazonas), da SETA (Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista), do JUMAM (Juventude Munduruku do Amazonas) e da AIKMU (Associação Indígena Kokama Multiétnico). Minha atuação tem como foco o protagonismo juvenil indígena em contextos urbanos, a valorização das nossas identidades e a implementação de uma educação antirracista nas escolas públicas. Participo especialmente de eventos voltados à escuta e participação de jovens e adolescentes, acreditando que nossa presença ativa é essencial para transformar realidades e fortalecer nossas vozes.”
“Eu sou Tcheyna Daunena, jovem liderança indígena Tikuna e comunicadora do Alto Rio Solimões (AM). Conheci os territórios Tikunas e outros povos que pertencem ao Amazonas. Luto pela resistência do meu povo, defendendo nossos direitos e nossa cultura. Acredito na educação como ferramenta de empoderamento e estou comprometida em fortalecer a nossa comunidade. Vamos continuar resistindo e lutando pela nossa liberdade e dignidade.”
“Me chamo Thais Hellen, meu nome indígena é Aimará Pitaguary. Tenho 18 anos e sou graduanda no curso de Direito. Sou conselheira jovem do UNICEF, palestrante, ativista climática e liderança jovem do meu povo. Faço parte da Juventude Indígena (JIPY) e comecei no movimento indígena ainda na barriga da minha mãe. Toda a minha formação como pessoa se deu dentro do meu território. Comecei dando palestras sobre questões ambientais com apenas 10 anos. A partir disso, entrei no Núcleo de Cidadania da Criança e do Adolescente (NUCA), onde passei oito anos atuando. Sempre lutei pela demarcação de territórios indígenas, justiça climática, mas também pela garantia dos direitos das crianças e adolescentes.”
“Eu me chamo Wesley Felipe, tenho 16 anos, e estudo na 4ª etapa EJA na escola estadual Maria Helena Cordeiro, escola pública do município de Pedra Branca do Amapari no estado do Amapá. Faço parte do projeto de serviço de convivência e fortalecimento de vínculos (SCFV) desde os meus 13 anos. Faço parte também do núcleo de cidadania de adolescentes (NUCA) e do Programa Amapá Jovem do governo do estado do Amapá. Gosto muito de participar de palestras, rodas de conversas, defendo causas sociais como combate ao preconceito e discriminação racial, crime de ódio racial, homofobia e crimes ambientais. Ser um adolescente, pra mim, é uma fase da vida cheia de descobertas, mudanças e experiências únicas. Nessa etapa, é comum buscar a própria identidade, explorar novas amizades e interesses e começar a tomar decisões mais independentes.”
"Olá, me chamo Wesley Gabriel, tenho 16 anos e moro em São Paulo. Sou militante do MTST, um dos maiores movimentos sociais urbanos da América Latina, que desde 1997 luta por moradia digna, justiça social e políticas públicas voltadas às populações periféricas. Desde 2024, integro o Núcleo de Tecnologia do movimento, que oferece cursos gratuitos de programação como forma de inclusão digital e empoderamento comunitário. Acredito na educação e na tecnologia como caminhos para a transformação social."