Parto: mitos e verdades
Muitas mulheres chegam à gestação ouvindo conselhos e experiências pessoais sobre o parto. Mas opiniões nem sempre refletem informações confiáveis.
Muitas mulheres chegam à gestação ouvindo conselhos e experiências pessoais sobre o parto. Mas opiniões nem sempre refletem informações confiáveis. Conheça alguns mitos e verdades sobre esse momento.
Mitos
O que é verdade: em gestações sem complicações ou fatores de risco, o parto normal é, em geral, mais seguro para a mulher e o bebê. O início espontâneo do trabalho de parto indica que o bebê está pronto para nascer, o que contribui para melhores desfechos respiratórios e neurológicos, além de favorecer a adaptação ao ambiente fora do útero. Para a mulher, o parto normal costuma estar associado a recuperação mais rápida, menor risco de infecções e menos complicações no pós-parto. A cesárea é uma cirurgia importante e pode salvar vidas quando há indicação clínica. Mas, quando realizada sem necessidade, pode aumentar o risco de infecções e hemorragias para a mulher, além de complicações respiratórias e internações para o bebê.
O que é verdade: a gestante tem direito ao acesso a métodos de alívio da dor, tanto farmacológicos (analgesia) quanto não farmacológicos (banhos mornos, massagens, exercícios na bola). Além disso, cada parto tem seu tempo e cada mulher vive o parto de forma diferente. Com acolhimento, informação e cuidado respeitoso, a dor não precisa significar sofrimento.
O que é verdade: O parto normal é um processo fisiológico natural e não há evidências de que cause alterações permanentes no corpo, na perda de sensibilidade ou prejudique a vida sexual da mulher. As mudanças no corpo estão relacionadas principalmente à gestação e ao pós-parto, não apenas ao nascimento do bebê.
O que é verdade: embora a cirurgia em si possa ser rápida, é uma cirurgia de grande porte, que exige mais cuidados no pós-operatório e uma recuperação mais lenta e complexa, além de riscos como infecções e hemorragias. Para o bebê, nascer antes do início do trabalho de parto pode significar que ele ainda não está totalmente pronto, aumentando a chance de dificuldades respiratórias e necessidade de internação. O parto normal, quando possível, respeita o tempo do corpo e tende a proporcionar um início de vida mais favorável para o bebê e uma recuperação mais rápida para a mulher.
O que é verdade: Uma cesárea anterior não determina o tipo de nascimento do próximo bebê. Cada gestação deve ser avaliada individualmente pela equipe de saúde com base em critérios clínicos atualizados.
O que é verdade: O medo do bebê ser "grande demais" é um dos motivos mais citados para marcar cesáreas, mas raramente é uma indicação clínica real isolada. O corpo da mulher é preparado para o nascimento e a evolução do trabalho de parto é o que define a necessidade de intervenção.
O que é verdade: a laqueadura também pode ser realizada após o parto vaginal, por meio de um procedimento (periumbilical), menos invasivo realizado em até 48 horas após o nascimento do bebê. O desejo por um método contraceptivo definitivo, sozinho, não deve ser o único motivo para a indicação de uma cesárea.