ACREDITE! VOCÊ TEM O PODER DA MUDANÇA.
Click to close the emergency alert banner.

Plenárias dos Biomas

O UNICEF apoiou a Secretaria Nacional de Juventude nos eventos de formação e escuta com jovens em todas as regiões do Brasil

UNICEF
grupo de jovens
UNICEF
19 novembro 2025

Conheça alguns desses jovens

Ana Clara tem 15 anos e já sentiu no seu dia a dia os efeitos da mudança do clima. “Na Caatinga, onde eu moro, a gente está sendo bastante afetado. Na minha cidade faz muito calor, mas na escola é ainda pior. Eu inclusive já tive crise de asma na sala de aula por causa do calor”, conta.  

A adolescente vive em Serra Talhada (PE), onde se juntou com outros adolescentes para realizar uma “COP da Caatinga”, onde debateram sobre os efeitos das mudanças climáticas na região e quais seriam possíveis soluções. Ana Clara acredita que é preciso proteger o meio ambiente, começando por valorizar o bioma no qual nasceu e vive. 

“[A COP caatingueira] foi um momento muito importante pois os jovens estavam na ativa, sendo escutados, com diversidade de gênero, de etnia. Nós adolescentes precisamos estar à frente desses espaços. Afinal, se nós não lutarmos em prol do meio ambiente agora, vai nos afetar ainda mais - não só nós, mas também as crianças e adolescentes do futuro”, diz. 

menina segura cartaz
UNICEF Ana Clara, 15.
jovem segura cartaz
UNICEF Ana Luísa, 17.

“Se os adultos não estão se importando, são as crianças e os adolescentes que estão tendo esse despertar”, diz Ana Luísa, de 17 anos, sobre o enfrentamento da mudança do clima. A adolescente fará parte de uma delegação de adolescentes e jovens que vão representar os seis biomas do Brasil na COP 30, a conferência do clima da ONU, em novembro. A adolescente já se interessava pelo tema do meio ambiente, mas começou a se mobilizar depois de ver casos de inundações, secas e ondas de calor na sua cidade e nas notícias. "Você vê os lugares tendo desastres naturais, e vai ficando preocupado..., mas isso não deveria ser uma preocupação para uma criança ou um adolescente”, opina.
 
Ana Luísa espera que a COP 30 seja um espaço onde aqueles que são mais impactados pela mudança do clima possam ser ouvidos. “Que a gente possa ter a presença de juventudes negras e periféricas. Mas que não só estejam lá: que a gente possa participar e contribuir, falar com as autoridades e poder expressar o que está acontecendo na nossa realidade”, diz. 

“O clima está oscilando muito. De noite é muito frio, de dia é muito quente. Está sendo difícil conviver com essas mudanças”, conta Luan Mateus, de 17 anos. O adolescente vive em Picuí, cidade do sertão da Paraíba, e diz sofrer cada vez com mais com os efeitos das mudanças climáticas, como secas e calor cada vez mais intensos.  
 
Luan vê a importância de que crianças, adolescentes e jovens sejam escutados na hora de pensar em soluções para esse cenário. “Nós somos o agora – mas também somos o futuro. Somos nós que vamos levar à frente as políticas que estão sendo discutidas hoje para combater as mudanças climáticas. Precisamos ser envolvidos porque também sofremos com esses impactos”, opina. 
 
Para os líderes mundiais que estarão na COP 30, a conferência do clima da ONU, em Belém (PA), o adolescente tem um pedido claro: "que tratem a Conferência com a importância que ela tem, e que não seja um espaço só para falar, mas para agir e tomar decisões”, demanda."

ovem com placa
UNICEF
menina segura placa
UNICEF

"Dayseanne, de 13 anos, vê que o clima é muito diferente hoje do que era antes. “Antigamente, quando era verão, era verão. Hoje, quando é verão, tem chuva, e quando é inverno, tem calor... tudo está mudando por causa das ações humanas, que estão poluindo bastante o meio ambiente”, diz.  

Em Caruaru (PE), na Plenária dos Biomas, a adolescente se reuniu com outros adolescentes e jovens que vivem na Caatinga para debater como combater as mudanças climáticas e proteger as comunidades que são mais afetadas por elas. Ela pede que os tomadores de decisão que estarão na COP 30, em novembro, criem legislações que protejam o meio ambiente. “Eu queria que eles implantassem leis sustentáveis para a Caatinga e outros biomas, garantindo a permanência das pessoas que vivem lá”, diz.  

Para ela, é essencial proteger o meio ambiente onde todos vivemos. “É uma riqueza cuidar do meio ambiente pois é como se eu estivesse cuidando de mim mesma”, opina."

“Se a gente não prestar atenção, vamos perder nossas plantas, nossas águas, nossa humanidade. E não é isso que a gente quer para o nosso futuro”, diz Luiz Matheus, adolescente de 14 anos de Brejo da Madre de Deus, cidade em Pernambuco. 
 
Luiz já têm agido para tentar melhorar a situação. Em sua cidade, ele e colegas de sua escola criaram um filtro de água caseiro e sustentável, que foi entregue para mais de mil pessoas da cidade que não tinham acesso a água potável. Afinal, o acesso a água é essencial para lidar com a seca e o calor da cidade onde mora, que fica na Caatinga.  
 
Por ver esse cenário de perto, o adolescente quer que os líderes mundiais que irão para a COP 30, em novembro “pensem que já tem pessoas sofrendo, gente morrendo, gente perdendo casa”. “E foquem nisso”, pede ele: “nas pessoas mais vulneráveis, nas minorias. Afinal, temos que cuidar do lugar onde a gente vive, mora e respira”. 

jovem segura cartaz
UNICEF
menina segunda cartaz
UNICEF

“Somos nós os mais afetados pelas mudanças climáticas. Desde as pequenas coisas, como uma mudança de temperatura, até as devastações e o desmatamento, nós [crianças, adolescentes e jovens] somos as pessoas que mais sofrem com tudo isso”, conta Maria Isabel, adolescente de 17 anos nascida e criada na cidade de Picuí (PB). 
 
Justamente por sofrerem na pele os efeitos das mudanças climáticas, a adolescente acredita que meninos e meninas precisam ser escutados por quem toma as decisões. “É importante que a gente possa falar sobre nossa realidade e mostrar como é viver tudo isso a partir da visão de um adolescente. Porque os tomadores de decisão de hoje, em grande parte, não têm uma vivência direta com tudo isso”, diz.  

A adolescente também vê de perto os efeitos da seca e do calor em outras pessoas de sua cidade natal, como os agricultores familiares. Por isso, Maria Isabel pede mais escuta dos tomadores de decisão. "Que dentro da COP as infâncias e as adolescências possam ser ouvidas, principalmente aquelas de comunidades tradicionais e originárias. Porque esse futuro do qual tanto falam já existe – e está em nós”, diz.