O UNICEF está alertando sobre o impacto potencial nas crianças e mulheres gestantes caso a pandemia cause interrupções nos serviços de saúde

15 maio 2020

Brasília, 15 de maio de 2020 – O distanciamento físico tem sido uma ação necessária para reduzir a transmissão do novo coronavírus. Tal medida precisa ser adaptada às realidades nacionais e subnacionais, levando em consideração as condições das populações afetadas – como comunidades vulneráveis dos grandes centros urbanos, pequenos municípios rurais e campos de refugiados – e a capacidade da rede hospitalar, sempre considerando o melhor interesse da infância, como estabelece a Convenção sobre os Direitos da Criança. Particularmente, nessas áreas é essencial assegurar uma combinação de testagem em grande escala, distanciamento social, monitoramento de contágio, promoção de higiene e restrição de movimento.

O UNICEF está alertando sobre o impacto potencial nas crianças e mulheres gestantes caso a crise da pandemia do coronavírus cause interrupções nos serviços de atenção primária de saúde direcionados a populações menores de 5 anos e gestantes. Assim, o UNICEF demanda aos governos para que crianças e mulheres grávidas sejam priorizadas nos serviços de saúde e que todos os serviços de cuidado pré-natal e neonatal, inclusive os programas de vacinação, sejam mantidos e adaptados às novas necessidades causadas pela pandemia, sempre respeitando os protocolos de segurança de proteção ao coronavírus. Será crucial assegurar que nenhuma criança e nenhuma gestante fiquem privadas de acessar os serviços de saúde de qualidade devido à Covid-19. Somente assim, é possível evitar mortes adicionais por causa de falta de acesso a serviços essenciais de saúde. Também deve estar garantido o acesso aos serviços de testagem e tratamento do HIV, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Entre as ações, estão adaptar os serviços de saúde e assegurar que as famílias com crianças, sobretudo as mais vulneráveis, tenham garantidas as condições adequadas de sobrevivência, com apoio financeiro e de distribuição de itens básicos.

No Brasil, o UNICEF está trabalhando junto com os governos estaduais e municipais para fortalecer os serviços direcionados às crianças e gestantes.

Entre a mais diversas ações, está a capacitação de cerca de 1,9 mil municípios da Amazônia e do Semiárido para que adaptem suas políticas e seus serviços públicos – entre eles, saúde e nutrição – para continuar atendendo com prioridade essa parcela da população.

No contexto brasileiro, em que o Sistema Único de Saúde (SUS) assegura acesso universal e políticas que levam atenção básica a territórios vulneráveis – como é o caso da Estratégia de Saúde da Família –, o UNICEF entende que medidas como o distanciamento social são fundamentais para a mitigação do impacto da pandemia do coronavírus, inclusive entre as crianças e os adolescentes.

O UNICEF no Brasil está comprometido em apoiar o País a superar esta crise o mais breve possível, reduzindo os impactos nas mulheres, infância e adolescência.

Contatos para a imprensa

Pedro Ivo Alcantara

Especialista em Comunicação

UNICEF Brasil

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Sobre o UNICEF
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

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