Estudantes impactados pela violência nas escolas fazem apelo aos líderes mundiais: “Queremos ser ouvidos”

Adolescentes e jovens se reúnem pelo fim da violência nas escolas e participam do Festival Mandela 100

02 dezembro 2018
Grupo de adolescentes participante de encontro na África do Sul
UNICEF/UN0261565/Hearfield
Segunda a partir da esquerda, Lays dos Santos com a delegação de jovens do UNICEF, da qual fez parte, que redigiu o Manifesto Jovem #ENDviolence, em Sandton, na África do Sul em dezembro de 2018.

Johanesburgo/Nova Iorque/Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 2018 – Mais de 100 meninas e meninos do mundo inteiro se encontraram neste fim de semana em Johanesburgo, na África do Sul, para produzir um manifesto convocando os líderes mundiais para que eliminem a violência nas escolas e em seus arredores.

O evento – promovido pelo UNICEF, Global Citizen, JCI e a parceria global para eliminar a violência contra as crianças no contexto do Global Citizen Festival Mandela 100 – foi parte da campanha global #ENDviolence. Os adolescentes viajaram de diferentes países da África, Ásia e América, incluindo o Brasil, para elaborar um conjunto de recomendações detalhando do que eles precisam para se sentir seguros nas escolas e redondezas.

“Estamos aqui para representar milhões de crianças e adolescentes que enfrentam a violência na escola no seu dia a dia”, disse a jovem sul-africana Khuthadzo Silima, de 18 anos. “Temos uma mensagem clara: os adultos precisam nos ouvir e levar muito a sério o tema da violência nas escolas”.

A brasileira Lays dos Santos, também de 18 anos, completou: “Temos de participar das decisões que afetam nossa vida. Foi importante perceber que em diferentes países os estudantes sofrem por causa dos tiroteios, agressões. É um desafio que precisa ser enfrentado”.

Durante o encontro, foi elaborado um Manifesto Jovem, destacando a importância e a necessidade de proteção nas escolas. Os jovens reivindicaram medidas legais para manter os estudantes seguros no ambiente escolar e também no caminho até as escolas, além de regras e regulamentações claras sobre o comportamento dos estudantes e a presença de professores preparados para responder as necessidades dos alunos. Também indicaram a importância de ambientes que promovam a diversidade e a convivência pacífica. Por outro lado, pediram aos estudantes que se tratem com respeito e superem tabus relacionados à denúncia da violência para professores e autoridades.

O manifesto foi elaborado a partir de uma consulta recente feita pelo UNICEF aos jovens, que recebeu mais de 1 milhão de respostas, vindas de mais 160 países. Adolescentes também foram convidados a expressar o que acreditam ser essencial para se sentirem seguros na escola em rodas de conversa da campanha #ENDviolence, com adolescentes e jovens em diferentes países.

“Adolescentes e jovens puderam falar e o que disseram é que muitos deles enfrentam múltiplos perigos dentro e nos arredores das escolas, de bullying e brigas a medidas disciplinares violentas, pressão para formar gangues, além de abuso sexual e o impacto da violência armada”, disse Charlotte Petri Gornitzka, diretora executiva adjunta do UNICEF. “Espero que as propostas e sugestões usadas para produzir o Manifesto Jovem inspirem líderes mundiais a agir concretamente para que nenhuma criança, nenhum adolescente tenha medo de ir à escola”.

Manifesto Jovem #ENDviolence será apresentado aos Ministros da Educação durante o Fórum Mundial da Educação em janeiro de 2019, como parte de um esforço coletivo de eliminar a violência dentro e nos arredores da escola, liderado por diferentes organizações como o UNICEF e o Departamento Britânico para Desenvolvimento Internacional, além de outros membros da parceria global pelo Fim da Violência contra a Criança e a Iniciativa das Nações Unidas pela Educação das Meninas.

No mundo todo, o UNICEF continua encorajando meninas e meninos para que se expressem, contem como vêm atuando e que soluções têm encontrado para eliminar de uma vez por todas a violência vivida nas escolas e arredores.

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Conteúdo multimídia

Lays aparece sorridente em uma foto de rosto


“Levo comigo o que aprendi em casa e na favela”

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