Nós somos a resposta

O que adolescentes e jovens que vivem com HIV/aids pensam sobre o acesso aos serviços de saúde no Brasil

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No Brasil, dos 43.403 casos de HIV notificados em 2022, quase a metade (41%) era de pessoas de 15 a 29 anos de idade. Para ouvir a opinião dessas e desses jovens, o UNICEF lançou a pesquisa “Nós somos a resposta: O que adolescentes e jovens que vivem com HIV/aids pensam sobre o acesso aos serviços de saúde no Brasil”, realizada com o apoio da Unaids e da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids (RNAJVHA), e parceria técnica da Oppen Social.

O principal objetivo deste estudo foi levantar quais as vivências de acolhimento nos serviços de saúde são compartilhadas pela população de adolescentes e jovens que vivem com HIV/aids, quais são os potenciais entraves e constrangimentos vivenciados nos serviços de saúde especializados e que estratégias podem ser adotadas para que esses espaços se tornem, de fato, acolhedores para esse público.

O estudo demonstra que o sistema de saúde é valorizado pelos adolescentes e jovens, que reconhecem os grandes avanços em relação a prevenção e tratamento. Entretanto, existem desafios em relação ao preparo dos profissionais de saúde para trabalhar com pessoas vivendo com HIV. Dados quantitativos revelam que em torno de um quinto dos(as) respondentes afirma já ter vivenciado, no sistema de saúde brasileiro, situações como desrespeito a privacidade, desconforto durante o atendimento ou sentimento de culpa ou vergonha por ser uma pessoa com HIV/aids.

Diante desse contexto, é fundamental que haja intervenções de promoção da saúde sexual focadas na população de jovens. O material traz algumas recomendações apontadas pelas e pelos adolescentes e jovens ouvidos pela pesquisa para a melhoria do atendimento no serviço de saúde para pessoas que vivem com HIV/aids:  

  • Ampliar o acesso à informação; 
  • Implementar o acompanhamento psicológico desde o diagnóstico; 
  • Expandir os atendimentos para ampliação do acesso; 
  • Humanizar os cuidados em saúde; 
  • Criar e ampliar campanhas públicas para desconstrução do estigma do HIV/aids; 
  • Incluir e ampliar a participação de adolescentes e jovens com HIV nas decisões de políticas públicas de resposta ao HIV/aids; 
  • Elaborar um protocolo de comunicação do I=I (indetectável = intransmissível) para profissionais de saúde, educadores(as) e outros(as). 
Ilustração mostra um círculo rodeados de pessoas de mãos dadas
Autor(es)
UNICEF Brasil
Data da publicação
Idiomas
Português

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