Prevenção e combate ao Aedes aegypti

Proteja sua família

Alunos da Escola Municipal Francisco Nascimento, na comunidade rural de Santa Maria, em Tracuateua (PA), carregam cartaz de combate ao Aedes aegypti
UNICEF/BRZ/João Laet

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A forma mais eficaz de prevenção dessas doenças é o combate ao mosquito. Por isso, é importante que todos conheçam os riscos e saibam o que é preciso fazer para não deixar o mosquito nascer.

O UNICEF atua em parceria com o Ministério da Saúde na mobilização da população para a erradicação do Aedes aegypti. Assim, as informações eficazes e precisas para o combate do mosquito e sobre como se prevenir podem chegar mais rápido a todas as regiões do País.

Por meio das iniciativas Selo UNICEF e Plataforma dos Centros Urbanos, o UNICEF busca alcançar muitos dos quase 2 mil municípios brasileiros em que atua diretamente na Amazônia e no Semiárido e nas áreas mais vulneráveis de dez capitais brasileiras.

Combate ao mosquito

A forma mais eficaz de prevenção é o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Seguem algumas ações que a população deve tomar, pelo menos uma vez por semana:

  • Verificar se a caixa d’água está bem tampada.
  • Deixar as lixeiras bem tampadas.
  • Colocar areia nos pratos de plantas.
  • Recolher e acondicionar o lixo do quintal.
  • Limpar as calhas.
  • Cobrir piscinas.
  • Tapar os ralos e baixar as tampas dos vasos sanitários.
  • Limpar a bandeja externa da geladeira.
  • Limpar e guardar as vasilhas dos bichos de estimação.
  • Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado.
  • Cobrir bem a cisterna.
  • Cobrir bem todos os reservatórios de água.

A limpeza não se restringe só às residências.
É importante ficar atento a possíveis focos de água parada na escola, no trabalho e em outros locais frequentados diariamente.

imagem mostra o que é certo e o que é errado no combate ao mosquito Aedes aegypti. O lixo deve estar acondicionado em sacos fechados e fora do alcance de animais domésticos.
imagem mostra o que é certo e o que é errado no combate ao mosquito Aedes aegypti. Garrafas e pneus devem ser virados de cabeça para baixo, plantinhos de plantas devem ser cobertos com terra. Nada para acumular água parada.
imagem mostra o que é certo e o que é errado no combate ao mosquito Aedes aegypti. A caixa d'água deve estar tampada.

Prevenção das doenças e cuidados com a família

Para reforçar a prevenção, algumas medidas podem ser tomadas no cuidado pessoal e com a família:

  • Utilize repelente.
  • Cubra a maior parte do corpo com roupas claras quando possível.
  • Coloque telas em janelas e portas.
  • O mosquito possui hábitos diurnos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante reforçar a atenção nesse período. Mas atenção: o mosquito é oportunista e pode picar à noite também.
ilustração mostra um mulher grávida deitada numa cama sob um mosquiteiro
UNICEF Brasil

Cuidados com crianças de até 2 anos:

  • Proteja o ambiente com telas em janelas e portas, e procure manter o bebê com uso contínuo de roupas que cubram a maior parte do corpo, como calças e blusas de mangas compridas.
  • Mantenha o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
  • A amamentação é indicada até o segundo ano de vida ou mais, devendo ser exclusiva nos primeiros seis meses.
  • Caso observe manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, procure um serviço de saúde.
  • Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário vacinal da Caderneta da Criança.
ilustração mostra um mulher segurando um bebê no colo. Eles estão em um quarto onde também aparecem uma poltrona e um berço com mosquiteiro
UNICEF Brasil

Outras possíveis formas de transmissão
É reconhecida a relação direta do mosquito Aedes aegypti na transmissão do zika. Porém, existem poucas provas a respeito de outras vias de transmissão.

Sangue: tecnicamente, o vírus zika também pode ser transmitido por meio do sangue. Por isso, devem ser mantidas todas as precauções já estabelecidas para doação e transfusão de sangue.

Mãe-filho: também não há muitas provas de transmissão do zika de mãe para filho durante a gravidez e durante o nascimento. Pesquisas estão sendo feitas a respeito desse tipo de transmissão para compreender melhor o modo que o vírus afeta os bebês.

Transmissão sexual: alguns estudos já indicam a possível presença do vírus zika no sêmen humano, mas ainda é necessário obter mais evidências para confirmar se o contato sexual é um meio de transmissão do zika. Enquanto as dúvidas permanecem, a prevenção continua sendo a melhor medida para se proteger do zika e também de outras doenças.

Gestantes

Enquanto faltam respostas precisas sobre o efeito do vírus zika na saúde das gestantes e de seus bebês, a precaução é fundamental.

ilustração mostra um casal e um médico. A mulher está grávida, sentada. O marido está atrás dela. E o médico à esquerda, segurando uma prancheta.
UNICEF Brasil

Repelentes
Grávidas podem e devem utilizar repelentes, desde que aprovados para utilização durante a gravidez. É sempre importante ter a recomendação médica para a escolha do repelente mais seguro.

Viagens
É recomendável que gestantes evitem viagens a zonas com maior concentração do mosquito Aedes aegypti. Se a viagem for imprescindível, elas devem conversar com seus médicos e seguir rigorosamente as recomendações de prevenção e cuidados com a família durante a viagem.

Engravidar
A decisão de engravidar – e a definição do momento certo – é pessoal. É fundamental que grávidas não sejam estigmatizadas e tenham acesso seguro à informação e ao apoio de que elas necessitam. O zika não deve ser pretexto para ameaçar os direitos das mulheres. No entanto, as gestantes que suspeitarem ter sido expostas ao vírus devem consultar um médico e assegurar a realização de um pré-natal de qualidade.

Amamentação
Até o momento, não há notícia de crianças infectadas pelo vírus zika por meio da amamentação. Estudos mostram que o vírus tem efeito no primeiro trimestre de gestação, e não no nascimento. É recomendável que todas as mães amamentem seus bebês exclusivamente até o sexto mês de vida, e continuem com o aleitamento materno complementar preferencialmente até 2 anos de idade.

A síndrome congênita do zika vírus (SCZV)
e outras deficiências

Para as crianças que nascem com a síndrome congênita do zika vírus e outros distúrbios neurológicos, a estimulação precoce é fundamental para redução do comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente da malformação. O período mais importante para essa estimulação vai do nascimento até os 3 anos de idade. Quanto mais cedo o bebê iniciar a estimulação, melhor. A Rede de Atenção à Saúde, em todos os Estados, está orientada a receber e notificar os casos, como também encaminhar os pacientes aos serviços especializados mais próximos. O programa de estimulação precoce inclui estímulos auditivos, visuais, motores, cognitivos e de linguagem, e é importante que as famílias participem do tratamento de cada criança.

São orientações às famílias que têm bebês com diagnóstico confirmado de síndrome congênita do zika vírus e outras deficiências:

  • Levar o bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de consulta de puericultura.
  • Procurar os serviços de estimulação precoce de sua cidade ou sua região.
  • Não dar ao bebê qualquer medicamento por conta própria.
  • Caso o bebê apresente alterações ou complicações (neurológicas, motoras ou respiratórias, entre outras), o acompanhamento por diferentes especialistas pode ser necessário, a depender de cada caso, conforme recomendação médica.

Bebês com microcefalia ou qualquer outro tipo de deficiência têm os mesmos direitos que qualquer bebê, como o direito a receber atenção médica, nutrição adequada, vacinas, estimulação precoce e, futuramente, educação inclusiva. Esses direitos estão garantidos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Convenção sobre os Direitos da Criança. Informações adicionais podem ser encontradas na Lei Brasileira de Inclusão, baseada na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Para apoiar as famílias de crianças com a síndrome congênita do zika vírus (SCZV) e outras deficiências, o UNICEF, com a coordenação técnica da Fundação Altino Ventura, criou o projeto Redes de Inclusão, no Recife e em Campina Grande (PB), municípios que estavam entre os mais afetados pela epidemia, na época. O projeto conta com a parceria, entre outros, do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (Ipads) e a Johnson & Johnson.

Alguns resultados do projeto Redes de Inclusão

  • 380 kits multissensoriais distribuídos para estimulação de crianças com alterações no desenvolvimento.
  • 262 profissionais capacitados como multiplicadores nas áreas de saúde, educação e assistência social.
  • 402 profissionais de saúde qualificados para o atendimento clínico-assistencial por meio do Projeto Laboratório de Formação do Trabalhador de Saúde no Contexto do Vírus Zika (Zikalab).
  • 9.541 pessoas capacitadas para a redução dos criadouros do mosquito Aedes aegypti em ações intersetoriais de mobilização.
  • 1.016 crianças e adolescentes capacitados para atuar como agentes de mobilização, em parceria com as autoridades governamentais.

O UNICEF concentra seus esforços em prevenir a aparição de novos casos por meio da mobilização da população para acabar com os focos do mosquito Aedes aegypti e apoiar as famílias com crianças com a síndrome congênita do zika vírus e outras deficiências no intuito de dar apoio ao desenvolvimento das crianças e à garantia dos direitos.

Você também pode ajudar o UNICEF em suas ações.