Para Helena e Kauã, água de qualidade

Na comunidade ribeirinha em Careiro da Várzea, no Amazonas, falta água potável em meio a uma imensidão de água

UNICEF Brasil
Foto mostra uma menina bebendo água. A foto está por trás de uma moldura azul com o logo do UNICEF e o texto Dia Mundial da Criança - 20 de novembro.
UNICEF/BRZ/Alécio Cezar
19 novembro 2021

No meio de uma imensidão de água, a comunidade ribeirinha Nossa Senhora de Nazaré, em Careiro da Várzea, no Amazonas, muitas vezes sofre pela falta dela. Na casa de Helena Torres, de 7 anos, já é rotina fazer o tratamento da água que vem do rio. “Eu uso água para beber, escovar os dentes, lavar os alimentos, lavar as mãos, lavar a louça, a roupa, tomar banho”, conta a menina.

Para que todas essas atividades cotidianas possam ser realizadas, diariamente, seu pai precisa pegar água para toda a família e fazer o processo de purificação, com hipoclorito de sódio e cloro. “Eu trato a minha água. Pode não ser adequado, mas eu estou tomando e estou me sentindo bem. E vou me sentir melhor quando essa água potável chegar aqui sem eu precisar tratar. Não só eu, como as comunidades perto. A gente só tem a ganhar com isso”, diz o pai da menina.

Foto mostra uma estação de tratamento de água, com um banner com o logo do UNICEF.
UNICEF/BRZ/Alécio Cezar

Para apoiar a comunidade, o UNICEF realizou a instalação de estações de tratamento de água, em parceria com o governo do estado. Por meio da estação, famílias da região terão acesso a a água potável diretamente em suas casas, além de abastecer escolas e unidades básicas de saúde locais. “É gratificante, me traz tranquilidade, ela vai tomar uma água de qualidade, eu vou estar despreocupado”, conta o pai de Helena. A menina também entende a importância de ter acesso a água de qualidade. “A água é importante para nossa saúde e também é a vida. A água é a vida”, diz.

Na casa de Kauã e sua mãe, Eduarda Laborda, também moradores da comunidade, a rotina é muito parecida. Duas vezes na semana, Eduarda leva a sua bomba até o rio para encher seus potes de 100 litros. Com a água armazenada, faz o tratamento apenas para beber e cozinhar. “A gente trata, mas não é uma água que temos certeza de que é 100% boa pra nossa saúde”, conta.

Foto mostra uma mulher e um menino do lado de uma bica de água. O menino tem o copo cheio de água nas mãos. A mulher está enchendo o copo dela de água usando a bica.
UNICEF/BRZ/Alécio Cezar

Eduarda conta que nem todos na comunidade têm condições de comprar os produtos adequados para o tratamento da água, e muitos acabam consumindo diretamente do rio. Isso muitas vezes pode causar mal-estar, como vômitos e diarreias. Para ela, será importante contar agora com um novo sistema de purificação em que a comunidade não precise realizar esse trabalho. “Meu sentimento é de alívio”, diz. “Meu sonho é abrir a torneira, botar um copo e beber, diretamente. Sem todo esse trabalho que a gente tem, e ter certeza de que estamos bebendo uma água boa, que vai fazer bem pra gente”, completa a mãe de Kauã, feliz que um primeiro passo desse sonho se realizou.

Para Helena, Kauã, e para cada criança, acesso a água de qualidade.