“Está tudo caro, mas chegou algo para ajudar”

UNICEF, Colgate e Malwee entregaram 200 mil kits de higiene e 1 milhão de máscaras para mitigar os efeitos da pandemia em populações vulneráveis

UNICEF Brasil
duas pessoas adultas estão em um espaço aberto. um homem entrega uma sacola com o logo do UNICEF para uma mulher. os dois estão usando máscaras
UNICEF/BRZ/Elias Costa
04 fevereiro 2021

Anésia de Deus nasceu e foi criada na Comunidade Quilombola Boa Vista do Itá, em Santa Isabel do Pará, na região metropolitana de Belém. Hoje, aos 60 anos, é líder comunitária, “além de várias outras funções,” como ela mesma explica. Diante da pandemia da Covid-19, Anésia viu muitas pessoas de sua comunidade passando por dificuldades financeiras, já que muitos dos moradores trabalham por conta própria.

Para ajudar a passar por esse período, o UNICEF, em parceria com a Colgate, entregou 200 mil kits de higiene contendo escovas e cremes dentais infantis, além de sabonetes, para famílias de Belém, Fortaleza, Manaus, Recife, Salvador e São Luís. Junto com isso, também foram doados, em parceria com a Malwee,1 milhão de máscaras em Aracaju, Belém, Fortaleza, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, São Luís e São Paulo. “Ainda existem famílias aqui em que falta o real pra comprar seu creme dental, escova”, conta Anésia. “Hoje está tudo caro devido à pandemia e, no meio disso, chegou algo para nos ajudar, ajudar nossas crianças. É bom para nós, eu agradeço”, completa.

Apesar de a comunidade não ter sido afetada fortemente pela doença do coronavírus, os impactos da pandemia chegaram principalmente à economia. Segundo Anésia, muitas das famílias tiram sua renda da venda de produtos produzidos no próprio quilombo, e viram sua renda afetada sem poder ir à cidade para trabalhar.

Um de seus filhos, que ia até Belém para vender seus produtos em feiras e de porta em porta, não pôde mais seguir trabalhando. Mesmo aqueles que tinham empregos nas cidades próximas tiveram dificuldades por não poder mais sair da comunidade para trabalhar. “A gente se resguardou, fizemos um portão e ficamos isolados aqui dentro, trabalhando normalmente dentro da comunidade, mas, para ir para fora ou deixar outras pessoas entrarem, a gente teve uma cautela”, conta.

uma mulher usando máscara está parada em pé em um espaço aberto. ao fundo vê-se uma casinha branca e muitas árvores
UNICEF/BRZ/Elias Costa

Anésia segue tomando os cuidados para se proteger e proteger sua família da Covid-19, principalmente porque ela e sua filha pertencem a grupos de risco. “Eu tenho cuidado porque já sou de risco, tenho uma filha em grupo de risco, temos nossas pessoas de idade. Então a gente já tem aquela cautela de se proteger com a máscara, álcool em gel.”

Avó de sete netos, com idades entre 4 e 20 anos, Anésia não descuidou e acredita que, com as doações, outras famílias também seguirão incentivadas a fazer o mesmo. “Isso fará com que as mães tenham mais cuidados com a saúde dos seus filhos, eu com meus netos. Então foi bem-vindo, boa hora que veio no meio desta pandemia. E, pra mim, vai trazer resultado sim”.