O tempo está se esgotando para as crianças em Gaza

UNICEF pede uma pausa humanitária imediata e o acesso seguro para ampliar e manter serviços vitais para crianças

13 outubro 2023
Crianças estão sentadas olhando para a câmera
UNICEF/UNI448946/El Baba
No último dia 8 de outubro, crianças palestinas aguardam dentro de um quarto em um abrigo de emergência na Faixa de Gaza.

Nova Iorque, 13 de outubro de 2023 – Centenas de milhares de crianças e suas famílias começaram hoje a fugir do norte de Gaza, antes dos iminentes ataques em grande escala. Uma situação que se segue a vários dias de bombardeios em Gaza, após os ataques brutais de 7 de outubro. Quase uma semana após o início da guerra, centenas de crianças teriam sido mortas e outros milhares feridas.

O UNICEF pede um cessar-fogo imediato, uma vez que 1,1 milhão de pessoas – quase metade delas, crianças – foram alertadas para abandonar suas casas, antes do que se espera ser um ataque militar em grande escala a um dos locais mais densamente povoados do planeta.

As crianças e as famílias em Gaza praticamente ficaram sem alimentos, água, eletricidade, medicamentos e acesso seguro aos hospitais, após dias de hostilidades e cortes em todas as rotas de abastecimento.

“A situação é catastrófica, com bombardeios implacáveis e um aumento maciço no deslocamento de crianças e famílias. Não existem locais seguros”, disse a diretora executiva do UNICEF, Catherine Russell. “Um cessar-fogo imediato e o acesso humanitário são as principais prioridades para permitir a tão necessária ajuda às crianças e famílias em Gaza. Precisamos de uma pausa humanitária imediata para garantir o acesso seguro e sem entraves às crianças necessitadas, independentemente de quem sejam ou onde estejam. Existem regras de guerra. As crianças em Gaza precisam de apoio vital e cada minuto conta”.

Casas e infraestruturas críticas estão em ruínas e mais de 423 mil pessoas já fugiram das suas casas. Alguns refugiaram-se em escolas ou hospitais, tendo algumas escolas sido danificadas pelos ataques. Os dois principais hospitais de Gaza, já sem combustível e lotados de civis feridos, também foram avisados para transferir pacientes e funcionários para o sul em poucas horas.

Neste momento, praticamente não há saída de Gaza para a população civil.

Equipes do UNICEF continuaram respondendo às necessidades críticas das crianças em toda a Faixa de Gaza, mas o acesso está se tornando cada vez mais difícil e perigoso. Os trabalhadores humanitários também foram avisados para sair da cidade de Gaza, mas os funcionários do UNICEF permanecerão no sul de Gaza para continuar prestando apoio às crianças necessitadas.

O UNICEF distribuiu quase todos os seus suprimentos que já estavam disponíveis no local e tem trabalhado arduamente para manter em operação, mesmo com capacidade muito baixa, a única central de dessalinização em funcionamento em toda a Faixa de Gaza. A central fornece água potável a 75 mil pessoas, mas, sem combustível, poderá parar em breve. Também foram fornecidos suprimentos médicos e medicamentos aos hospitais, mas dado o número de feridos, as camas hospitalares e os medicamentos essenciais – incluindo anestésicos – estão se esgotando rapidamente.

“Uma criança é uma criança. As crianças em todos os lugares devem ser protegidas em todos os momentos e nunca devem ser atacadas”, disse Russell. “Reiteramos o apelo do secretário-geral das Nações Unidas para que se anule a ordem imposta a mais de um milhão de civis palestinos para que deixem o norte de Gaza e para que todas as medidas possíveis sejam tomadas para garantir a sua segurança e proteção. Cada criança não merece menos”.

Contatos para a imprensa

Elisa Meirelles Reis
Oficial de Comunicação
UNICEF Brasil
Telefone: (61) 98166 1649
Luana Ribeiro Piotto
Oficial de Comunicação
UNICEF Brasil

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