Em evento paralelo do G20, UNICEF defende IA centrada em crianças e adolescentes para promover saúde pública

Encontro em Salvador destacou impactos da inteligência artificial para promoção de serviços de saúde

05 junho 2024
pessoas em evento
OPAS-OMS/Karina Zambrana

Salvador, 5 de junho - O potencial da inteligência artificial (IA) para impulsionar a saúde pública foi foco de um evento paralelo ao G20 organizado nesta terça-feira, 4 de junho, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O painel abordou os avanços dessa tecnologia e seus impactos para a saúde das populações, com foco naquelas mais vulneráveis, como crianças e adolescentes, assim como destacou a importância de colaboração regional e global para atuar em relação à inteligência artificial.

Intitulado “Inteligência Artificial para Apoiar a Saúde Pública”, o evento fez parte da programação oficial da terceira reunião do grupo de trabalho em Saúde do G20, que acontece em Salvador, Bahia, entre os dias 3 e 6 de junho. Este ano, o Brasil sedia o G20 - fórum que reúne as 20 maiores economias globais - e o UNICEF está participando de reuniões do grupo e atuando junto aos países participantes para garantir que os direitos das crianças e dos adolescentes estejam no centro do debate.

O painel contou com a participação da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, que abriu o encontro, e com especialistas das instituições organizadoras e da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID). Na ocasião, a assessora sênior em Saúde Digital do UNICEF Global, Karin Kallander, afirmou que o uso da inteligência artificial em prol da saúde precisa considerar a proteção dos dados de crianças e adolescentes e incentivar o acesso equitativo a essa tecnologia.

“É preciso garantir que os dados de crianças e adolescentes serão usados por essas ferramentas de forma ética. Para isso, crianças e suas famílias precisam ser consultadas para o desenho de ferramentas de inteligência artificial que possam ser usadas para a saúde pública”, disse ela. “Também é preciso monitorar os efeitos positivos e negativos que a IA pode ter para as crianças, ajudando a garantir que essas tecnologias sejam usadas de maneira responsável e equitativa em prol da saúde”, acrescentou. 

mulher loira discursa em palco
OPAS-OMS/Karina Zambrana

No discurso, Karin Kallander ainda destacou as possíveis aplicações positivas da IA, como o fornecimento de apoio à saúde mental para adolescentes, a assistência a trabalhadores da saúde e a melhoria na gestão pública de medicamentos. No entanto, ela também alertou sobre os potenciais danos, incluindo violações de privacidade, prejuízos no desenvolvimento e exposição a conteúdo nocivo.

"À medida que a inteligência artificial continua a remodelar o cenário da saúde global, o UNICEF permanece dedicado a garantir que essas tecnologias sejam usadas de forma a proteger os direitos e o bem-estar das crianças em todo o mundo”, concluiu a assessora sênior. Ao longo da semana, durante a reunião do grupo de trabalho em Saúde do G20, o UNICEF seguirá defendendo que os países considerem as necessidades das crianças e dos adolescentes e invistam recursos para garantir a equidade no acesso à saúde.

Inteligência artificial e direitos da criança

Desde 2021, o UNICEF tem desenvolvido recomendações para o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial que considerem as necessidades especiais das crianças e dos adolescentes e promovam seus direitos, além de incentivar o potencial de parcerias com o setor privado para endereçar, com essa tecnologia, prioridades voltadas a temas como a saúde e o bem-estar. Guias para pais e adolescentes sobre como usar a IA de forma segura também já foram produzidos, e estão disponíveis aqui (em inglês ou espanhol).

 

Contatos para a imprensa

Caroline Magalhães
Assistente de Comunicação e Advocacy
UNICEF
Telefone: 71 992836816

Sobre o UNICEF
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em mais de 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

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