Director Associado de Imunização do UNICEF destaca esforços de Angola para alcançar crianças.
A constatação foi feita durante uma visita de cinco dias à Angola para acompanhamento e fortalecimento do programa de imunização.
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Luanda 18 de Agosto de 2026 - Quando uma criança fica fora do sistema de vacinação, não é apenas uma estatística que falha. É um futuro inteiro que fica em risco. Foi neste contexto que o Dr. Ephrem Tekle Lemango, Director Associado de Imunização do UNICEF, visitou, na quarta-feira, 12 de agosto, um centro de vacinação no município de Viana, uma das zonas com elevado número de crianças que ainda não receberam nenhuma dose de vacina.
A visita fez parte de uma agenda de trabalho de 5 dias em Angola, dedicada ao acompanhamento e fortalecimento do programa de imunização. Durante a sua passagem pelo país, o Dr. Lemango reuniu-se com responsáveis do sector da saúde, incluindo o Governador da Província de Luanda, a equipa do Programa Nacional de Imunização e parceiros como o Banco Mundial e o Governo da Coreia.
Em Viana, acompanhado pela responsável do Programa de Vacinação de Luanda, Felismina Neto, Lemango reuniu-se com representantes da Administração Municipal e ouviu as autoridades sobre a situação da imunização no município.
Durante a visita ao centro de saúde, acompanhou o processo de vacinação, verificou as condições de armazenamento das vacinas e ouviu os profissionais sobre os serviços de saúde materno-infantil.
A visita permitiu também conhecer algumas das estratégias utilizadas para chegar às crianças que vivem em zonas de difícil acesso. O centro está entre os beneficiados pelo apoio do UNICEF com motorizadas destinadas a reforçar as actividades de imunização.
Segundo Felismina Neto, o apoio disponibilizado pelo UNICEF já tem produzido resultados concretos.
“Por exemplo durante a Semana de Imunização, conseguimos realizar, numa única semana, um número de vacinações seis vezes superior ao que foi alcançado durante todo o ano de 2025. Isso foi possível também graças ao apoio das motorizadas. No nosso contexto, tanto as de três como as de duas rodas facilitam o acesso às zonas críticas onde os carros não conseguem chegar.”, exemplificou a especialista.
A experiência de Viana mostra que disponibilizar vacinas é apenas uma parte do desafio. É necessário criar condições para que elas cheguem às crianças, sobretudo àquelas que permanecem fora dos serviços de saúde.
Angola continua a enfrentar um número elevado de crianças “zero dose” aquelas que nunca receberam uma vacina de rotina. A nova Estratégia Nacional de Imunização 2026–2030 estabelece, entre os seus objetivos, alcançar 90% de cobertura vacinal até 2030 e reduzir significativamente o número de crianças não vacinadas.
“Para Luanda e para Angola, um dos principais factores de sucesso será garantir que os serviços de saúde cheguem a todas as crianças, o mais próximo possível das suas comunidades. Não podemos esperar que as famílias percorram longas distâncias para terem acesso a serviços essenciais”, afirmou Dr. Ephrem Lemango.
O responsável reconheceu igualmente os avanços alcançados por Angola no sector da saúde e agradeceu o empenho de todos os intervenientes.
“Agradecemos os esforços do Governo de Angola, dos profissionais de saúde e de todos os parceiros para atender as crianças e as comunidades em todo o país. Encorajamos todos a prosseguirem este esforço colectivo, para que nenhuma criança fique para trás e cada vez mais famílias tenham acesso a serviços de saúde de qualidade”, destacou.
Durante a sua estadia em Angola Dr. Lemango também visitou o Depósito Central de Vacinas e reuniu-se com diferentes parceiros e responsáveis do sector da saúde, reforçando a necessidade de continuar a trabalhar de forma coordenada para melhorar a cobertura vacinal no país.
Ao terminar a visita a Viana, encorajou as autoridades e os parceiros a continuarem os esforços para proteger as crianças e as comunidades.