Dia Internacional da Criança: fazer da criança uma prioridade.
Fazer da crianças uma proridade traduz-se pelo compromisso crescente com a construção de um ambiente mais seguro, inclusivo e propício ao desenvolvimento das crianças.
Luanda, 1 de junho de 2026 – No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Criança, o UNICEF felicita todas as crianças por mais um dia da criança e reafirma o seu compromisso contínuo com a promoção e protecção dos direitos de todas as crianças, sublinhando os progressos alcançados, mas também os desafios persistentes que requerem acção urgente e coordenada de todos os sectores da sociedade.
A população infantil mundial representa aproximadamente 25% da população mundial, totalizando cerca de 2 bilhões de crianças no planeta. O tamanho e a distribuição dessa população variam de forma significativa entre os diferentes continentes.
Estes números revelam uma realidade incontornável: a necessidade urgente de investir nas crianças, pois, o futuro dos países está directamente ligado à capacidade de proteger, educar e empoderar as crianças hoje, fazendo delas uma prioridade absoluta. Afirmar que a criança deve ser uma “prioridade absoluta” deve traduzir-se em decisões concretas, investimento sustentado e responsabilidade partilhada.
No caso de Angola, as crianças representam uma parte significativa da população angolana, sendo essencial garantir o seu desenvolvimento pleno como base para o futuro do país. As crianças menores de 15 anos representam cerca de 40% da população. Crianças e Jovens com menos de 25 anos constituem 60% dos angolanos, refletindo uma pirâmide etária constituída maioritariamente de população muito jovem e de base larga.
Nos últimos anos, Angola registou avanços importantes ao nível do estado de saúde da população. Por exemplo, entre 2015 e 2024, o rácio de mortalidade materna reduziu de 233 para 170 por 100.000 nados-vivos, enquanto a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos diminuiu de 68 para 52 por 1.000 nados-vivos.
Apesar destes progressos encorajadores, a taxa de mortalidade ainda é muito elevada e persistem desafios estruturais que continuam a afectar a vida e o bem-estar das crianças. A violência contra a criança, os níveis ainda elevados de vulnerabilidade social e as desigualdades no acesso a serviços essenciais — como saúde, nutrição, educação e protecção — continuam a comprometer o desenvolvimento integral das crianças.
Dados recentes, incluindo os reportados pela linha SOS Criança, evidenciam um número preocupante de casos de violência, reforçando a necessidade de fortalecer os mecanismos de protecção e de resposta.
“Cada criança em Angola tem o direito de sobreviver, crescer e alcançar o seu pleno potencial. Os avanços registados demonstram que é possível transformar realidades, mas é fundamental acelerar esforços para garantir que nenhuma criança fique para trás.” Frederico Brito, Representante Adjunto do UNICEF em exercício.
A realização dos direitos da criança exige o envolvimento activo de todos — Governo, famílias, sociedade civil, sector privado e parceiros de desenvolvimento. Investir nas crianças é investir no capital humano e no desenvolvimento sustentável do país.
O UNICEF reconhece os esforços contínuos do Governo de Angola, em parceria com diversos actores, na implementação de políticas e programas voltados para a infância. Destacam-se iniciativas como:
- Expansão de programas de transferências sociais monetárias como o Kwenda,
- A aprovação de estratégias como a Estratégia Nacional de Vacinação e a expansão da imunização de rotina;
- A melhoria dos modelos de ensino para garantir maior qualidade da aprendizagem como o modelo de Aprendizagem na Idade Certa;
- A implementação dos compromissos a favor da criança, que completam 19 anos desde a sua aprovação e que continuam a orientar políticas públicas no país;
- O reforço do compromisso de Angola com iniciativas globais, como a iniciativa Pathfinding que visa erradicar todas as formas de violência contra crianças e o processo de municipalização dos direitos da criança.
Estas acções demonstram um compromisso crescente com a construção de um ambiente mais seguro, inclusivo e propício ao desenvolvimento das crianças.
“Garantir os direitos da criança não é apenas uma responsabilidade do Estado — é uma missão colectiva”. apelou Frederico Brito, Representante Adjunto do UNICEF em exercício, acrescentando que “precisamos de uma mobilização contínua de todas as forças da sociedade para assegurar serviços de qualidade, protecção efectiva e oportunidades reais para todas as crianças, em todas as comunidades.”
Neste Dia Internacional da Criança, o UNICEF, felicita e agradece todas as pessoas e instituições que com acções, ainda que pequenas, defendem e fazem da criança uma prioridade. É urgente o reforço do compromisso nacional com políticas e investimentos que priorizem as crianças, garantindo acesso equitativo a serviços essenciais, um ambiente livre de violência e a participação activa das crianças nas decisões que afectam as suas vidas.
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Sobre o UNICEF
O UNICEF promove os direitos e bem-estar de todas as crianças, em tudo o que fazemos. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para traduzir este nosso compromisso em acções concretas, centrando especialmente os nossos esforços em chegar às crianças mais vulneráveis e marginalizadas, para o benefício de todas as crianças, em qualquer parte do mundo.
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