Mais partos seguros para as mulheres de Moçambique

Governo do Reino Unido tem ajudado muitas mães em Moçambique a terem partos seguros.

Cremildo Assane
Governo do Reino Unido tem ajudado muitas mães em Moçambique a terem partos seguros.
UNICEF Moçambique/2019/Cremildo Assane

28 Maio 2019

Sabelua, ZAMBÉZIA - “Estou arrependida por ter tentado fazer o parto em casa. Eu e o meu bebé quase perdíamos a vida porque ele não estava a conseguir sair e as dores de parto eram intensas e eu já não respirava bem,” disse Maria Bernardo, de 22 anos de idade, residente em Sabelua, uma comunidade que dista cerca de 97 km da vila de Milange, distrito mais populoso da província da Zambézia, com cerca de 619,275 habitantes.

Durante o nono mês de gravidez, numa madrugada, Maria começou a sentir dores de parto fortes e pediu que a levassem ao centro de saúde, como havia sido recomendada pelas enfermeiras durante as consultas pré-natais. Mas os familiares de Maria achavam que era melhor fazer o parto em casa, tendo tentado sem sucesso. Uma parteira tradicional ao saber da situação de Maria, ajudou a encaminhá-la a uma unidade sanitária mais próxima de Sabelua. O estado de Maria e do bebé era bastante delicado. E para minimizar o perigo de complicações para ambos, uma enfermeira pediu a ambulância do hospital distrital. Maria foi evacuada e prontamente assistida em trabalho de parto na vila de Milange.

Foi uma emoção quando vi a minha filha, ela nasceu forte e saudável. Chorei de alegria ao carregá-la no meu colo pela primeira vez.

Maria Bernardo, de 22 anos de idade.

“Foi uma emoção quando vi a minha filha, ela nasceu forte e saudável. Chorei de alegria ao carregá-la no meu colo pela primeira vez. Não sei o que seria de mim sem a ajuda da parteira tradicional e da ambulância. Salvaram a vida da minha filha,” disse Maria.

Hoje, Maria faz questão de informar as mulheres da sua comunidade para não tentarem fazer o parto em casa, pois o parto é mais seguro no centro de saúde e o bebé nasce saudável.

O Caso de Investimento em Saúde Reprodutiva, Materna, Neonatal, Infantil, do Adolescente e Nutrição, financiado pelo UK aid do Reino Unido, com apoio das agências das Nações Unidas em estreita colaboração com outros parceiros, tem como um dos focos prioritários, evitar morte materna e neonatal, capacitando as Parteiras Tradicionais a sensibilizar as mulheres grávidas para terem o parto na unidade sanitária, prevenir hemorragia pós-parto e encaminhá-las à unidade sanitária. Entre várias acções, só em 2018, o apoio incluiu a entrega de 51 ambulâncias e equipamento médico cirúrgico para regiões prioritárias de todo o país, tendo o  distrito de Milange recebido uma ambulância, actualmente em uso.