Violência não cola
Em tempo de campeonatos mundiais de futebol, milhões de crianças estão na torcida pelo Brasil. Dentro e fora dos estádios, elas precisam de proteção. Conheça a campanha “Violência não cola”.
Toda criança precisa de proteção, tanto dentro quanto fora do campo. Mas milhares de crianças ainda sofrem violência no Brasil, muitas vezes dentro de casa, vitimadas por quem deveria cuidar, amar e protegê-las
O álbum foi criado especialmente para a campanha, com figurinhas positivas (que devem ser coladas no álbum) e figurinhas negativas, que não colam no álbum, representando comportamentos a serem combatidos. O álbum traz o Unicefito, o mascote do UNICEF, que representa a presença do UNICEF onde, muitas vezes, quase ninguém vê.
Recomendamos que ele seja usado em família, com diálogo e reflexões sobre os temas abordados.
Experimente a versão digital.
Entre 2021 e 2023, mais de 15 mil crianças e adolescentes foram mortos e mais de 165 mil sofreram violência sexual no país.
Criar crianças e adolescentes com respeito, diálogo, cuidado e proteção é uma das formas mais eficazes de prevenir a violência e promover um desenvolvimento saudável.
Parentalidade Protetiva
Que nome difícil, né? Mas a ideia é simples: educar crianças e adolescentes com base no cuidado, no respeito e no acolhimento, com amor, carinho e proteção. É escolher não bater, não gritar, não humilhar. E estar pronto para proteger – e até denunciar! - caso alguém queira cometer essas violências.[CS1]
É entender que birras, medos e desafios são partes naturais do processo de crescimento.
Para exercer a parentalidade protetiva, as famílias precisam de rede de apoio e de compromisso do poder público com essa agenda.
Veja mais exemplos:
| O que é | O que não é |
| Não bater (nem beliscar, dar chineladas, dar palmadas, empurrar, puxar orelha...), não gritar ou xingar, não humilhar e não negligenciar ou ignorar a criança | Deixar de disciplinar os filhos ou orientar sobre o que eles podem ou não fazer |
| Ficar atento aos sinais de violência | Não acreditar nos sinais e nas falas da criança |
| Observar o que a criança comunica, mesmo sem falar, e levar suas necessidades e emoções em consideração | Achar que a criança não entende o que está acontecendo ou não levar os sentimentos dela a sério |
| Atender, com respeito e atenção, às necessidades físicas, emocionais e psicológicas de seus filhos | Deixar de atender as necessidades básicas da criança - desde alimentação, ensino, saúde até acolhimento e segurança |
| Saber o que fazer para lidar com birras e outros comportamentos desafiadores sem violência | Ser permissivo quando a criança se comportar mal |
| Cuidar da própria saúde mental e pedir ajuda para dividir o cuidado | Achar que tem que dar conta de tudo ou que bons pais/boas mães não precisam de ajuda |
| Saber o que fazer caso suspeite ou confirme que seu filho(a) seja vítima de violência | Não buscar os órgãos competentes ou tentar “resolver na família” quando a criança sofre violência |
| Entender as diferentes fases de desenvolvimento da criança e os comportamentos esperados para cada fase | Acreditar que a criança é manipuladora ou se comporta mal de propósito |
| Entender que qualquer tapa, grito, beliscão etc é violência - e violência não ensina | Achar que a violência é uma forma de “moldar” comportamentos |
Há 75 anos, o UNICEF no Brasil está ao lado das crianças promovendo caminhos possíveis para uma criação baseada no amor, no respeito e no diálogo. O Unicefito, nosso mascote, simboliza essa presença constante onde, muitas vezes, quase ninguém vê.
A violência que acontece dentro de casa não fica apenas dentro de casa. Crianças que crescem expostas à violência têm maior risco de reproduzir comportamentos violentos e de sofrer novas violências ao longo da vida. Por isso, romper os ciclos de violência começa agora!
Perguntas e Respostas
perguntas e respostas
Não. Este álbum foi feito para distribuição gratuita, em jogos e eventos específicos, como parte de uma campanha de conscientização sobre violência contra crianças e adolescentes, no contexto da Copa do Mundo.
A primeira versão do álbum, lançada em abril de 2026, tem 8 figurinhas: 4 positivas e 4 negativas. Novas figurinhas poderão ser adicionadas ao pacote, à medida que a campanha avança.
O UNICEF trabalha para que nenhum menino ou menina seja vítima de violência. Para isso, influencia mudanças na legislação e nas políticas; promove mudanças de comportamento e de normas sociais; e apoia o fortalecimento sistemas e serviços de proteção. Você pode acessar a página aqui.
Para denunciar casos de violência contra crianças, disque 100. A ligação é gratuita e confidencial.