O terremoto no Haiti: 10 anos depois

Uma década após o catastrófico terremoto, UNICEF e parceiros ainda estão ajudando o Haiti no caminho da recuperação

Christine Nesbitt e Jason Miks
Uma garota olha por entre as lonas da barraca onde está morando, em um campo de deslocados na capital Porto Príncipe
UNICEF/UNI79234/Noorani

10 janeiro 2020

Quando os haitianos acordaram no dia 12 de janeiro há 10 anos, eles não podiam imaginar a devastação que estava prestes a acontecer em seu país. Mais tarde naquele dia, ocorreu um terremoto de magnitude 7,0 que matou mais de 220 mil pessoas. O terremoto – um dos desastres naturais mais mortais já registrados – destruiu grande parte da frágil infraestrutura do país e deixou muitos haitianos em extrema necessidade de assistência.

O UNICEF se mobilizou rapidamente, fornecendo apoio urgente a crianças, mulheres e famílias, muitas das quais sem abrigo, água, comida e outras necessidades básicas. A prioridade era salvar vidas.

Mas, uma década depois, o Haiti continua enfrentando várias crises. O agravamento da insegurança e desnutrição alimentar, epidemias de doenças transmitidas pela água e alta vulnerabilidade a desastres naturais colocaram pressão adicional sobre mulheres e crianças. O UNICEF está comprometido com as crianças do Haiti, trabalhando com o governo e outros parceiros para alcançar as crianças vulneráveis – dando-lhes o apoio necessário para a recuperação e ajudando-as no caminho para um futuro melhor.

 

(Na foto acima) Fevereiro de 2010: Uma garota olha por entre as lonas da barraca onde está morando, em um campo de deslocados na capital Porto Príncipe. Três milhões de pessoas – quase um terço da população – foram direta ou indiretamente afetadas pelo terremoto de 2010.

 

Freiras de um orfanato são fotografadas desempacotando uma caixa de pacotes de cuidados para crianças em Porto Príncipe.
UNICEF/UNI78738/Noorani

Fevereiro de 2010: Freiras de um orfanato são fotografadas desempacotando uma caixa de pacotes de cuidados para crianças em Porto Príncipe. Trabalhando em conjunto com parceiros nacionais e internacionais, a primeira prioridade do UNICEF após o terremoto foi salvar vidas, inclusive fornecendo água potável e saneamento, alimentação, abrigo, assistência médica e também apoiando crianças separadas de suas famílias.

 

Pessoas são vistas comprando e vendendo mercadorias em uma movimentada área do mercado montado em frente a prédios gravemente danificados na área central de Porto Príncipe.
UNICEF/UNI87990/LeMoyne

Abril de 2010: Pessoas são vistas comprando e vendendo mercadorias em uma movimentada área do mercado montado em frente a prédios gravemente danificados na área central de Porto Príncipe. O epicentro do terremoto ficava a apenas 17 quilômetros de Porto Príncipe. O resultado foi a destruição em grande escala – 300 mil casas foram danificadas ou destruídas, deslocando cerca de 1,6 milhão de pessoas.

 

Uma garota que contraiu cólera encontra-se em um berço no hospital de Gonaives, uma comuna no norte do Haiti e a capital da região de Artibonite.
UNICEF/UNI99333/Dormino

Novembro de 2010: Uma garota que contraiu cólera encontra-se em um berço no hospital de Gonaives, uma comuna no norte do Haiti e a capital da região de Artibonite. Hoje, o Haiti continua enfrentando várias crises, incluindo a piora da segurança alimentar, desnutrição, epidemias de doenças transmitidas pela água e alta vulnerabilidade a desastres naturais.

 

Crianças carregam galões de água em um campo para vítimas do terremoto no distrito de Delmas, em Porto Príncipe.
UNICEF/UNI100300/LeMoyne

Dezembro de 2010: Crianças carregam galões de água em um campo para vítimas do terremoto no distrito de Delmas, em Porto Príncipe. Durante os primeiros cinco meses da resposta de emergência, o UNICEF apoiou uma operação de caminhões de água que fornecia água limpa a cerca de 680 mil pessoas por dia.

 

Estudantes brincam do lado de fora do Jardim de Infância e Escola Primária Mamalu, em Porto Príncipe
UNICEF/UNI121142/Dormino

Julho de 2011: Estudantes brincam do lado de fora do Jardim de Infância e Escola Primária Mamalu, em Porto Príncipe. A escola, que entrou em colapso durante o terremoto, foi reconstruída pelo UNICEF em uma instalação semipermanente.

 

Um membro de uma equipe de resposta rápida à cólera apoiada pelo UNICEF usa um pulverizador de pressão contendo uma solução de cloro para desinfetar áreas potencialmente contaminadas por bactérias da cólera em Jacmel, Haiti
UNICEF/UN054118/Bradley

Novembro de 2016: Um membro de uma equipe de resposta rápida à cólera apoiada pelo UNICEF usa um pulverizador de pressão contendo uma solução de cloro para desinfetar áreas potencialmente contaminadas por bactérias da cólera em Jacmel, Haiti. Levará três anos para que nenhum caso de cólera seja confirmado por laboratório antes que o fim da epidemia no Haiti possa ser completamente declarado, mas nenhum caso foi confirmado desde 4 de fevereiro de 2019.

 

Uma bebê é pesada logo após nascer.
UNICEF/UN0269531/Jean AFP-Services

Janeiro de 2019: Uma bebê é pesada logo após nascer. A sombra do agravamento da insegurança alimentar, desnutrição e fragilidade econômica continua pairando sobre essas jovens vidas no Haiti. “Antes de tudo, rezo para que ela seja saudável”, diz sua mãe, Sara Cléomène.

 

Guino Sylvain (à esquerda) e Micherline Jean-Pierre participam de um clube de pais que oferece informações e conselhos sobre prevenção de doenças resultantes de desnutrição. Na foto eles estão segurando seus filhos pequenos no colo.
UNICEF/UNI266153/Belvèze

Agosto de 2019: Guino Sylvain (à esquerda) e Micherline Jean-Pierre participam de um clube de pais que oferece informações e conselhos sobre prevenção de doenças resultantes de desnutrição. Não há investimento melhor que um país possa fazer do que em suas crianças. Crianças saudáveis têm melhores resultados na escola – e estão muito mais bem posicionadas para ajudar a construir um futuro melhor.

 


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