ACREDITE! VOCÊ TEM O PODER DA MUDANÇA.
Click to close the emergency alert banner.

"Espero que Henrique possa conquistar todos os sonhos dele"

Henrique Carvalho, 4 anos, vive com a síndrome de Cornélia de Lange e encontrou apoio na Unidade Amiga da Primeira Infância (Uapi)

UNICEF Brasil
Foto mostra o rosto de um menino pequeno. Ele está sorrindo e olhando para a câmera.
UNICEF/BRZ/Manuela Cavadas
28 fevereiro 2023

"Quando Henrique nasceu, a gente não sabia o que de fato ele tinha. Ele nasceu prematuro e ficou internado 25 dias. Com 8 meses, foi diagnosticado com uma doença rara chamada síndrome de Cornélia de Lange". Com os olhos emocionados, Joemi Carvalho Abreu, mãe de Henrique Carvalho, 4 anos, de Salvador, Bahia, conta a importância do diagnóstico precoce e o apoio dos vários serviços que o atendem, entre eles, a Unidade Amiga da Primeira Infância (Uapi) para o tratamento e desenvolvimento do menino.

A síndrome de Cornélia de Lange (SCdL) é uma doença rara, caracterizada por múltiplas malformações, como atraso no desenvolvimento psicomotor, alterações cardíacas, gastrointestinais, musculoesqueléticas e face típica. "No início, quando eu soube, foi um baque, foi como se tivessem tirado o meu chão, sofri e chorei muito. Durante o processo, percebi que não estava sozinha, eu tive apoio de profissionais maravilhosos e comecei a enxergar o Henrique à frente da doença: um menino iluminado, carinhoso, inteligente, tudo o que você ensina, ele aprende, ele corresponde a todos os comandos", relata a mãe.

Com o auxílio da escola, da unidade básica de saúde da família e da atenção especializada, Henrique tem se desenvolvido cada dia mais. "Quando a gente tem um atendimento multiprofissional, olhamos para a criança de forma integral. A gente não vê Henrique a partir da dificuldade de fala ou da dificuldade motora; nós vemos o Henrique e o que podemos oferecer a ele e à família para o melhor desenvolvimento", diz Fernanda Meireles, fonoaudióloga da Unidade de Saúde da Família do Candeal Pequeno, em Salvador.

O diagnóstico precoce foi fundamental para a intervenção e o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar para o menino. "O Henrique tem uma percepção cognitiva preservada, é uma criança inteligente e afetuosa. Nos atendimentos, buscávamos auxiliar a comunicação dele com os pares, com a família e com outras pessoas", conta Fernanda.

A parceria entre escola e a unidade de saúde da família foi essencial para esse processo. "A gente participa do Programa Saúde na Escola no CMEI [Centro Municipal de Educação Infantil] em que Henrique está estudando. Uma vez por mês, nós trocamos ideias com a diretora, a professora e a auxiliar de desenvolvimento infantil e vamos acompanhando para saber as dificuldades e ganhos no desenvolvimento dele", diz Eduarda Reis, fisioterapeuta da Unidade de Saúde da Família do Candeal Pequeno.

"A Unidade Amiga da Primeira Infância (Uapi) proporciona essa intersetorialidade e transversalidade entre várias instâncias e atores – saúde, educação e assistência social – para garantir a capacitação desses profissionais e auxiliar no desenvolvimento da criança", relata Bárbara Santana, subcoordenadora materno-infantil de Salvador.

"Hoje, Henrique come sozinho, toma água sozinho, escova os dentes sozinho, adora tomar banho e já está caminhando. Espero que ele possa conquistar todos os sonhos dele", diz sua mãe.

Foto mostra duas crianças no refeitório de uma escola
Foto mostra duas crianças no refeitório de uma escola

"Ele é muito legal, ele brinca no parque, não joga brinquedo no chão e a gente brinca junto. Eu gosto muito do Henrique" – Cecília da Silva, 4 anos.

Portas e braços abertos para a inclusão
Na escola, Henrique é participativo e curioso. "Henrique é um exemplo de superação de vida e força de vontade. Ele não dá trabalho nenhum, super esforçado e amoroso. Ele é uma criança bem dinâmica, que participa das atividades e interage com todo mundo. Ele é maravilhoso", diz Ana Cristina Santos Oliveira, auxiliar de desenvolvimento infantil (ADI) do grupo quatro do CMEI Virgen de La Almudena.

"Na inclusão, todos ganham. Henrique ganha, porque está tendo o desenvolvimento completo, como qualquer criança, mas as outras crianças também ganham com a presença dele na escola, pois aprendem a lidar com o diferente, a ter tolerância com o tempo dele, a ter cuidado e a saber como brincar com ele", diz a professora Ingrid Campos do grupo quatro do CMEI Virgen de La Almudena.

Henrique também possui muitos amigos na escola. "Ele é muito legal, ele brinca no parque, não joga brinquedo no chão e a gente brinca junto. Eu gosto muito do Henrique", diz, sorrindo, a amiga Cecília da Silva, 4 anos.

Unidade Amiga da Primeira Infância (Uapi)
As Unidades Amigas da Primeira Infância (Uapi) são uma estratégia do UNICEF voltada à qualificação dos serviços públicos de saúde e de educação infantil com o objetivo de contribuir para os resultados das políticas municipais para a primeira infância. A iniciativa conta com assistência técnica, capacitação, monitoramento, acompanhamento e certificação da melhoria da oferta de serviços e diálogo entre profissionais e famílias para melhor comunicação sobre o desenvolvimento das crianças de até 6 anos de idade, atendidas em Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) e Unidades de Educação Infantil. Para implementar essa iniciativa, o UNICEF conta com a parceria estratégica da Roche e parceiros locais, que buscam promover o acesso ao diagnóstico precoce para todos e estimular crianças com atraso no desenvolvimento, deficiências e doenças raras – entre elas, a atrofia muscular espinhal e o autismo.

Embedded video follows
UNICEF Brasil