Dados por cada criança: UNICEF e Brasil unem forças para colocar a equidade no centro da avaliação
Governo do Brasil e UNICEF estabelecem agenda comum para transformar o monitoramento e avaliação de dados em promotor de equidade para todas as crianças
BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 - O Diretor Global de Avaliação do UNICEF, Robert McCouch, reuniu-se nesta semana com lideranças do Governo do Brasil, especialistas e parceiros durante a Semana da Avaliação, coorganizada com oito instituições federais, incluindo a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).
O diretor encontrou-se com a Diretora-Executiva da ENAP Danyelle Barreto e outros membros da equipe para discutir prioridades estratégicas de interesse mútuo. A visita reafirmou o papel do Brasil como um polo global de excelência em avaliação, com base no recente lançamento do Curso Executivo para Líderes em Avaliação (ExCEL), realizado em parceria com o UNICEF no final de 2025.
Ambas as partes seguirão aprofundando esforços para fortalecer a capacidade de avaliação no Brasil e internacionalmente, inclusive por meio da criação conjunta de ferramentas de avaliação com foco em equidade.
Esses esforços são fundamentais para a concretização da visão da estratégia do UNICEF para o fortalecimento das capacidades nacionais de avaliação na América Latina e no Caribe (lançada em maio de 2026). A estratégia tem uma ambição clara: até 2030, governos, academia e sociedade civil em toda a região manterão sistemas de avaliação inclusivos, nacionais, que orientem políticas públicas e promovam os direitos das crianças, garantindo que ninguém fique para trás. A parceria com o Governo do Brasil demonstra essa estratégia na prática: liderada pelo país, centrada na equidade e impulsionada pela cooperação Sul-Sul.
Colocar as crianças mais vulneráveis em primeiro lugar
Em sua palestra principal, intitulada “Evidências para aqueles que estão mais atrás”, o diretor global argumentou que a avaliação deve ir além de medir resultados: ela precisa transformar quem é visível, quais conhecimentos são valorizados e quais vozes influenciam as decisões.
Crianças que enfrentam desafios interseccionais — como pobreza, raça, território, deficiência, gênero, entre outros fatores — muitas vezes permanecem invisíveis. A avaliação não se resume a identificar o que funciona, mas a garantir que as políticas funcionem para quem mais precisa, transformando evidências em uma força para equidade e justiça social para todas as crianças.
Acompanhado pelo Assessor Regional de Avaliação do UNICEF, Michael Craft, e pela Chefe de Monitoramento e Avaliação do UNICEF no Brasil, Mariia Matsepa, Robert McCouch também conduziu um workshop prático intitulado “Da percepção à influência: avaliações com foco em equidade que melhoram a vida das crianças”.
O workshop trabalhou com participantes do governo na exploração de marcos conceituais e aplicações que reforçam o uso da evidência na formulação de políticas públicas, com base nas conclusões de um estudo global recente do UNICEF sobre os fatores que determinam a influência das avaliações.
Ao incorporar uma abordagem de equidade aliada às experiências vividas pelas comunidades, as evidências tornam-se mais relevantes e mais capazes de promover mudanças sociais.
Assista à palestra completa em inglês aqui.
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