Transparência, responsabilidade e impacto.
Formação em HACT prepara parceiros do UNICEF para uma gestão mais eficiente dos recursos.
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O desenvolvimento sustentável acontece quando o interesse comum é colocado no centro das decisões. Investir em sistemas mais fortes, transparentes e eficientes não beneficia apenas uma instituição ou grupo específico, mas cria oportunidades para todos.
No dia 25 de agosto o UNICEF realizou uma formação sobre HACT e gestão de implementação de parcerias.
O HACT (Abordagem Harmonizada para Transferência de Fundos) é um mecanismo que ajuda a garantir que os recursos destinados a programas sociais, de saúde, educação e proteção das crianças sejam geridos de forma transparente, eficiente e responsável. Ao fortalecer a capacidade das instituições e promover boas práticas de gestão, o HACT contribui para que mais pessoas beneficiem dos investimentos realizados em prol do desenvolvimento.
A formação contou com a presença de 38 participantes, especialmente para os parceiros do UNICEF: membros da sociedade civil, pan-africano, do governo e membros das Nações Unidas. A formação foi intensiva, teve início as 9 da manhã e encerramento as 17horas.
A sessão de abertura foi feita pelo representante do UNICEF, Matthew Cummins, que introduziu os objectivos da formação.
Das 9 as 11 horas, a formação foi ministrada por Emanuel Matias, assistente de finanças-transparência de fundos, que introduziu sobre o HACT, princípios e componentes do HACT, importância para gestão de parcerias, e a seguir momentos de perguntas e respostas.
“Como funciona o processo de reembolso?”
“O que torna uma instituição elegível para receber fundos?”. Estás foram umas das principais perguntas.
Antes de transferir fundos, as organizações da ONU avaliam a capacidade financeira e administrativa do parceiro que irá gerir os recursos. Depois, realizam actividades de monitorização e garantia.
Após o coffee breack. O Segundo momento de painel foi ministrado por Nindia Vontade, associada sénior de finanças, que aprofundou mais sobre:
• Modalidades de transferências de fundos
• Atividades de garantia
• Controlo interno
• Prestação de contas. E novamente o momento para perguntas e respostas, que era bem aproveitado pelos participantes para explorar mais a fundo o tema.
“Existe um modelo padrão de fatura para justificar o reembolso de facturas?”
“O que tem a nós transmitir a respeito da corrupção nas instituições?”
“Quem identifica e acompanha a fragilidade identificadas? O externo ou interno?”
Nindia Vontade, partilha o que sente em relação à importância do seu trabalho e o impacto que tem na vida das crianças, apesar de não trabalhar em contacto directo com as mesmas, mas como uma mesa que tem 4 pernas, ela é uma dessas pernas que ajuda a manter a mesa intacta.
“eu sinto que meu apoio é invisível até certo ponto, mas é muito necessário, porque no momento que nós pararmos de atender as necessidades, a demanda desses programas, nada vai acontecer, porque a mesa decorada que esta sem uma perna, tudo vai para o chão. Então, esse é o meu contributo. O impacto é indireto para as crianças, mas muito necessário”
O último momento de consolidação foi feito por Estêvão Mango, especialista em planejamento, abordou sobre monitoria para resultados, implementação de parcerias e relatório de parcerias.
Quando profissionais de diferentes instituições são capacitados em mecanismos de boa governação e prestação de contas, os ganhos não se limitam à sua evolução individual. Mas na forma como esse conhecimento é colocado ao serviço da sociedade. Quanto mais fortes forem as instituições e os seus profissionais, maiores serão as oportunidades de desenvolvimento para todos.
Em programas de saúde, vacinação, nutrição, educação e proteção social, o HACT ajuda a assegurar que o dinheiro dos doadores e das organizações internacionais chega efectivamente aos beneficiários e produz os resultados esperados.
Catarina Laurinda, coordenadora nacional de desenvolvimento institucional para os programas de saúde da cruz vermelha também comentou sobre o que sente em relação ao trabalho que desempenha. “Quando conseguimos ajudar alguém, quando conseguimos entender as necessidades dessas pessoas, e conseguir mitigar algum efeito que tiver sido deixado por algum desastre, não existe nada melhor”
Lemos Kanda, técnico do ministério da justiça “Me sinto melhor capacitado agora em função deste apoio técnico, e julgo eu que conseguirei efetivamente materializar melhor as questões do meu dia a dia, vou reportando ao UNICEF e melhorar a minha prestação para o efeito”
A formação em HACT permite compreender que, uma gestão responsável dos recursos, não é apenas uma exigência administrativa, mas um compromisso com o impacto e o bem-estar das comunidades beneficiárias.