Cooperação Sul-Sul: missão em Angola avança com práticas inovadoras em saneamento e gestão de resíduos.
A iniciativa busca compartilhar práticas inovadoras de saneamento e gestão de resíduos sólidos, com foco no empreendedorismo local e no fortalecimento comunitário.
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Entre 25 e 30 de novembro, ocorreu no Município de Viana, em Angola, uma missão de monitoramento do projeto de Cooperação Sul-Sul “Promoção da resiliência urbana em áreas informais de Luanda”. Financiada pelo Fundo IBAS, a iniciativa busca compartilhar práticas inovadoras de saneamento e gestão de resíduos sólidos, com foco no empreendedorismo local e no fortalecimento comunitário.
Representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (CAGECE), da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), da Secretaria das Cidades do Governo do Estado do Ceará (SCidades-CE) e do UNICEF Brasil, participaram de visitas a campo e da III Reunião Anual do Comitê Gestor, onde foi aprovado o plano de trabalho para 2025.
Como resultado, foi consenso que o mais importante nessa iniciativa de cooperação é o envolvimento comunitário e a sua preparação para aceitar e incorporar o projeto compreendendo a sua finalidade, bem como os possíveis benefícios à comunidade.
O representante da ABC/MRE, Hugo Leão, salientou a importância da cooperação e do diálogo neste momento crítico do projeto. “O empenho e o compromisso das autoridades governamentais e do UNICEF têm sido fundamentais para os avanços até agora. Estamos no momento mais crítico da implementação, que é o início do desenho do projeto de engenharia, e que irá requerer um esforço redobrado de todas as entidades angolanas envolvidas”.
Em representação do governo de Angola, a diretora do Instituto Nacional de Gestão Ambiental, Hassana Lima, enfatizou que o governo tem o compromisso de promover o saneamento e que é crucial que nos unamos em torno dessa causa. “O saneamento simplificado não é somente um projeto local. Os produtos que estamos a desenvolver estão a ser usados por outros intervenientes. Isso significa que devemos trabalhar para que tenhamos sucesso e que esta tecnologia seja parte da solução”.
Em visita à comunidade, o senhor Dias Januário, morador local, reafirmou que todos estão ansiosos por receber o projeto. “Este projeto é uma bênção, mas temos de ter paciência, pois muitas vezes não acreditamos, já que em Angola muitas coisas começam e não acabam. No entanto, estamos a ver que o projeto está a acontecer e temos de acreditar”.
O projeto
Com início em 2022, o projeto promove tecnologias acessíveis para saneamento básico e reforça a resiliência da comunidade de Mulenvos frente a desafios ambientais e mudanças climáticas. Além disso, busca reduzir a mortalidade infantil e fortalecer capacidades locais, unindo esforços de Angola, do Brasil e do UNICEF por um futuro mais sustentável.
A prestação de serviços de água, de saneamento e de higiene está entre as áreas de maior interesse do governo angolano para melhorar a qualidade de vida da sua população. Em resposta a esses desafios, o projeto tem atuado, desde 2022, com o objetivo de aumentar o acesso sustentável a serviços de saneamento básico, recorrendo à abordagem de sistemas de tratamento de esgotos simplificados, combinada com um programa de gestão de resíduos e mudança sustentável de comportamentos em relação à higiene e à disposição adequada dos resíduos.
A iniciativa procura integrar, também, tecnologias inovadoras de construção com apoio comunitário, das autoridades governamentais locais e provinciais, e políticas de desenvolvimento. O Saneamento Simplificado traz uma nova vertente, já que, por meio do diálogo entre as diferentes contrapartes do setor (governos, fornecedores de serviços, usuários, doadores), procuram-se soluções locais, a partir de problemas locais.
O projeto visa, igualmente, melhorar as competências técnicas e reforçar a capacidade institucional das entidades públicas e privadas que se ocupam do saneamento urbano e periurbano fortalecer as organizações da sociedade civil de base comunitária na área do saneamento simplificado, assim como a gestão de resíduos sólidos pela reciclagem (5R - Repensar, Reutilizar, Recusar, Reduzir, Reciclar), dentro de uma economia circular, baseado na partilha de conhecimentos com instituições que fazem parte da iniciativa.
Para mais informações, contactar:
Heitor Lourenco, Oficial de Comunicação do UNICEF, +244936836015, [email protected]
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