Bebés do Ano Novo: 3.740 crianças nasceram em Angola no dia 1 de Janeiro

Em 2020, o UNICEF pede aos líderes e nações do mundo que invistam nos profissionais de saúde com o conhecimento e equipamentos para salvar todos os recém-nascidos

01 Janeiro 2020
Bebé é pesado no Hospital Geral Especializado do Kilamba Kiaxi, em Luanda
UNICEF Angola/2018/Heitor Lourenço

LUANDA, 1 de Janeiro de 2020 – Estima-se que 3.740 bebés nasceram em Angola no primeiro dia do ano, afirma o UNICEF. Os bebés angolanos serão responsáveis por quase 1% dos 392.078 bebés estimados para nascer no dia de Ano Novo, em todo o mundo.

"O início de um novo ano e uma nova década é uma oportunidade para reflectir sobre as nossas esperanças e aspirações, não somento devido ao nosso futuro, mas também pelo futuro daqueles que virão depois de nós", disse Henrietta Fore, directora executiva do UNICEF. "À medida que o calendário muda à cada mês de janeiro, somos lembrados das possibilidade e do potencial de cada criança a embarcar na jornada da sua vida - se lhes for dada a chance".

É em Fiji, no Pacífico, que provavelmente nascerá o primeiro bebé de 2020. Nos Estados Unidos, o último. Globalmente, estima-se que mais da metade desses nascimentos ocorra em oito países:

  1. Índia - 67.385
  2. China - 46.299
  3. Nigéria - 26.039
  4. Paquistão - 16.787
  5. Indonésia - 13.020
  6. Estados Unidos da América - 10.452
  7. República Democrática do Congo - 10.247
  8. Etiópia - 8.493

Todos os anos, em Janeiro, o UNICEF celebra os bebés nascidos no Ano Novo, um dia promissor para o nascimento de crianças.

No entanto, para milhões de recém-nascidos em todo o mundo, não se trata de um dia favorável. Em 2018, 2,5 milhões de recém-nascidos morreram no primeiro mês de vida, cerca de um terço deles no primeiro dia em que vieram ao mundo. Entre essas crianças, a maioria morreu de causas que poderiam ser evitadas, como parto prematuro, complicações durante o parto e infecções como a sepse. Além disso, mais de 2,5 milhões de bebés nascem mortos a cada ano.

Nas últimas três décadas, o mundo viu um progresso notável na sobrevivência infantil, reduzindo em mais da metade o número de crianças que morrem antes do quinto aniversário. Mas houve um progresso mais lento para os recém-nascidos. Os bebés que morreram no primeiro mês representaram 47% de todas as mortes entre crianças menores de cinco anos em 2018, contra 40% em 1990.

A campanha Para Cada Criança, VIDA do UNICEF exige investimentos imediatos nos profissionais de saúde, dando-lhes o correcto treinamento, equipando-os com os medicamentos certos para garantir que todas as mães e recém-nascidos sejam atendidos por mãos seguras para prevenir e tratar as complicações durante a gravidez, o parto e o nascimento.

“Muitas mães e recém-nascidos não estão a ser atendidos por uma parteira ou enfermeira treinada e equipada, e os resultados são devastadores”, acrescentou Fore. "Podemos garantir que milhões de bebés sobrevivam ao primeiro dia e continuem nesta década e além se cada um deles nascer por vias de um par de mãos seguras".

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Notas aos editores

Para estimativas completas para 190 países, clique aqui.

Para esses dados, o UNICEF trabalhou com o World Data Lab. As estimativas para o número de bebês nascidos no dia 1º de Janeiro de 2020 se baseiam na última revisão das Perspectivas de População Mundial da ONU (UN’s World Population Prospects, 2019). Com base nesses conjuntos de dados, o algoritmo do World Data Lab (WDL) projecta estimativas do número de nascimentos para cada dia, por país.

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