ANGOLA LANÇA CAMPANHA DE VACINAÇÃO INTEGRADA PARA PROTEGER MAIS DE 10 MILHÕES DE CRIANÇAS.
A partir de hoje, mais de 10 milhões de crianças em todo o território nacional começarão a ser vacinadas contra a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a febre amarela, no âmbito de uma das maiores operações de saúde pública alguma vez realizadas em Angola.
Lançada hoje em Luanda pela Vice-Presidente da República, Dra. Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa, a Campanha Nacional Integrada de Vacinação representa um esforço sem precedentes por parte do Executivo angolano para reforçar a protecção das crianças contra doenças potencialmente mortais, aumentar a imunidade colectiva e consolidar os progressos alcançados pelo país na prevenção e no controlo de doenças evitáveis por vacinação.
A campanha decorrerá entre 23 e 27 de outubro e contará com a participação de mais de 77 mil profissionais de saúde, voluntários, mobilizadores sociais e líderes comunitários, organizados em mais de 11 mil equipas de vacinação, que actuarão em comunidades urbanas, zonas rurais e áreas de difícil acesso em todas as províncias do país.
Nas zonas fronteiriças com a República Democrática do Congo e a Namíbia, a campanha incluirá também a administração da vacina injetável contra a pólio, em coordenação com iniciativas semelhantes nesses países, reforçando a protecção das populações fronteiriças e contribuindo para os esforços regionais de interrupção da transmissão da doença.
Durante a cerimónia de lançamento, a Vice-Presidente da República de Angola destacou que a saúde infantil continua a ser uma prioridade estratégica do Executivo angolano e que os investimentos realizados nos últimos anos na expansão da rede de saúde, na formação de profissionais de saúde, no reforço da cadeia de frio e na aquisição de vacinas têm permitido ampliar a protecção das famílias angolanas.
A Vice-Presidente salientou ainda que, embora a campanha represente um passo importante para acelerar a protecção das crianças, o objectivo do Executivo vai para além dos cinco dias de vacinação.
"Esta campanha reforça o nosso compromisso com a vacinação, mas a protecção das nossas crianças não se esgota numa campanha. É fundamental manter e reforçar a vacinação de rotina”.
A campanha, liderada pelo Ministério da Saúde, conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a GAVI (Aliança Global para a Vacinação), a Iniciativa Global para a Erradicação da Poliomielite (GPEI) e de outros parceiros nacionais e internacionais.
Segundo a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, a vacinação continua a ser uma das intervenções de saúde pública mais eficazes para salvar vidas e prevenir doenças. Por isso, enfatizou que “garantir que todas as crianças sejam vacinadas, independentemente do local de residência, é uma responsabilidade de todos e uma questão de equidade e justiça social, caminho este traçado pelo Executivo para alcançar a cobertura universal de saúde”.
A governante salientou que o financiamento das vacinas pelo Orçamento Geral do Estado representa uma aposta clara do Executivo na prevenção e na protecção da saúde das populações. Referiu ainda que os investimentos realizados ao longo dos anos permitiram aumentar significativamente o acesso à vacinação e reforçar a capacidade de resposta nacional.
Desde a introdução do Programa Alargado de Vacinação, Angola tem vindo a ampliar progressivamente o seu calendário de vacinação, passando de cinco vacinas em 1979 para treze em 2026, o que permite proteger as crianças contra um número crescente de doenças evitáveis.
Em simultâneo, o país aumentou significativamente a sua capacidade de armazenamento e de conservação de vacinas. O número de unidades sanitárias com cadeia de frio aumentou substancialmente nos últimos anos, graças à instalação de equipamentos solares em zonas remotas, o que permite alcançar mais crianças, mesmo nas localidades de mais difícil acesso.
Em representação das Nações Unidas, Amanda Khozi Mukwashi, Coordenadora Residente da ONU em Angola, reafirmou o compromisso do sistema da ONU de continuar a apoiar os esforços do Executivo angolano para proteger a vida e o bem-estar das crianças.
"Esta campanha representa um esforço colectivo para proteger milhões de crianças contra o sarampo, a poliomielite e a febre amarela, contribuindo para salvar vidas, prevenir surtos e fortalecer a saúde pública."
Ao mobilizar o Executivo, os profissionais de saúde, as autoridades locais, os líderes comunitários, as organizações da sociedade civil e os parceiros internacionais em torno de um objectivo comum, Angola reafirma a sua determinação em consolidar os avanços alcançados no domínio da saúde pública, proteger os ganhos obtidos na luta contra a poliomielite e o sarampo, e garantir que nenhuma criança fique para trás.
Com o lema "As vacinas funcionam. As vacinas salvam vidas", o Executivo angolano apela a todos os pais, mães e encarregados de educação para levarem as suas crianças aos postos de vacinação e manterem os respectivos cartões de vacinação actualizados.
GABINETE DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL (GTICI), Ministério da Saúde, em Luanda, aos 11 de setembro de 2026.
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