O Papel e Responsabilidade dos Comunicadores na Gestão de Crises de Saúde Pública em Angola.
Formação nacional reforça o papel dos comunicadores na gestão de crises de saúde pública.
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O Ministério da Saúde com o apoio do UNICEF, da OMS, em parceria com o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, realizaram no Centro de Formação de Jornalistas, um encontro para abordar o papel dos e responsabilidade dos comunicadores na gestão de crises de saúde pública.
A abertursa do evento contou com a presença do Secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno dos Anjos Caldas Albino, do Chefe do Departamento de Higiene e Vigilância Epidemiológica do MINSA, Dr. Manuel Eusébio, do representante Interino da OMS em Angola, Tomás Valdez e a Chefe da Secção de Políticas Sociais, e Representante Adjunta Interina do UNICEF, Louise Moreira Daniels.
“Um dos principais objetivos deste encontro consiste na criação de uma rede de jornalistas para a saúde. Esta rede será um espaço de colaboração, partilha de boas práticas, acesso a informação oficiais e resposta rápida em emergências. Permitirá alinhar narrativas, combater rumores e garantir que a população receba mensagens claras, acessíveis e baseadas em evidências, reforçando assim o papel do jornalismo na promoção da saúde pública” afirmou Louise Moreira Daniels, Chefe da Secção Políticas Sociais do UNICEF.
No dia 20 de agosto deste ano, o CEFOJOR acolheu encontro promovido pelo UNICEF, Ministério da saúde, OMS e União Europeia, com objectivo de reforçar a comunicação em saúde publica. A atividade reuniu jornalistas e comunicadores, culminou com o lançamento da rede Nacional de comunicação em saúde, UNICEF pretende continuar com este programa de atividade para 21 províncias.
Os profissionais da comunicação em Angola foram chamados a actuar com rigor técnico, responsabilidade ética, sensibilidade social, principalmente em momentos de crise, sendo necessário recorrer a fontes especializadas, confirmar a veracidade dos dados antes de sua divulgação, e transmitir a informação com clareza e precisão.
“A qualidade da sociedade está ligada ao nível de actuação dos jornalistas.” Disse Secretário do Estado para a Comunicação Social, Nuno dos Anjos Caldas Albino.
Em tempos de emergência sanitária, o jornalista pode assumir um papel tão relevante quanto os profissionais de saúde. A sua actuação pode favorecer o controle da crise, promover o bem-estar coletivo e salvar vidas. No entanto, quando age com irresponsabilidade ou negligência, pode comprometer todo um esforço nacional.
“Quando os comunicadores estão capacitados e envolvidas, é possível salvar vidas e restaurar a dignidade.” – Manuel Eusébio Representante da OMS Interino em Angola.
Mais de 90 jornalistas e comunicadores de diferentes órgãos participaram representando as províncias de Luanda, Bengo, Cuanza Sul, Lunda Sul, Lunda Norte, Moxico, Huila, Cabinda, Cunene, Malanje, Uíge e Zaire.
José Magalhães, jornalista da Radio Global FM destacou o papel dos jornalistas. “Implica dizer que nós, os jornalistas, pelo poder que temos, devemos ser os promotores destas ações de cidadania e responsabilidade social.”
Por sua vez Geovani António, reporter de uma canal de TV salientou que “é preciso dar espaço noticioso sobre o que as empresas fazer em relação ao desenvolvimento sustentáveis nas comunidades. Desde as questões de saúde, educação entre outras.” - Geovani António, repórter da TV Zimbo.
Durante as discussões ficou assente que o Jornalista comprometido com os princípios da ética profissional actua como um elo entre a população, as autoridades sanitárias e a comunidade científica. Seu papel vai além de noticiar factos ele contribui directamente para a educação sanitária da sociedade, orientando sobre comportamentos preventivos, esclarecendo dúvidas e combatendo rumores.
Entretanto, destacou-se também que a má práctica jornalística em contexto de crise pode ter efeitos prejudiciais. Quando um jornalista transmite informações falsas, imprecisas contribui para a propagação da desinformação – um problema que, além de confundir a população, pode resultar em decisões perigosas, atrasar o controle da crise e colocar vidas em risco.
Fortalecer o jornalismo responsável e combater a desinformação são medidas fundamentais para garantir uma resposta eficaz e coordenada as crises de saúde publica. Afinal a informação verdadeira, divulgada com responsabilidade, é uma das ferramentas, mas poderosas na defesa da vida.
O proximo encontro destinado a profissionais de comunicação da egião centro e sul será realizado no no Huambo, dia 09 setembro, no Centro de Formação de Jornalistas CEFOJOR.