Saúde comunitária

Intensificação de intervenções comunitárias para reduzir a mortalidade infantil e materna

Community Health Worker , Sadjo Balde( 35) show women and children key health practices in the community of Camdenba Uri, Guinea Bissau, Thursday,17  January 2020. Unicef Community Health Workers help members of the community in identifying potential problems as well as promoting 16 key family health practices.Unicef Photo/Prinsloo
UNICEF Guinea-Bissau/2020/Prinsloo

Desafios

Na Guiné-Bissau, existem grandes diferenças no acesso aos cuidados de saúde entre áreas as urbanas e rurais. Estima-se que 66 por cento da população viva a mais de 5 km da estrutura de saúde mais próxima. A média nacional é um centro de saúde para mais de 13.500 habitantes. Os serviços de saúde estão concentrados principalmente em Bissau e nas capitais regionais.

Soluções

Em 2009, dentro deste contexto, o governo da Guiné-Bissau decidiu revitalizar intervenções de saúde comunitária, com o objetivo de reduzir a mortalidade materna, neonatal e infantil. Em 2010, o ministério da saúde desenvolveu, com o apoio do UNICEF, o "plano operacional para aumentar as intervenções de alto impacto na Guiné-Bissau" (POPEN). Em 2013, a União Europeia decidiu apoiar a implementação deste plano através de um projeto que contribui para a redução da mortalidade materna, neonatal e infantil (PIMI 1) em 5 regiões, com 3 milhões de euros. O projeto foi implementado pelo UNICEF e foi ampliado em todo o país posteriormente noutros projetos financiados pela União Europeia, UE Saúde (5 milhões de euros) e PIMI 2 (6 milhões de euros). O projeto PIMI2 está previsto para terminar em Abril de 2021.

Atualmente, a nível rural, mais de 4.000 agentes de saúde comunitária de (ASCs) fornecem acesso a serviços básicos de saúde, visitando uma vez por mês cada domicílio na sua área de cobertura. Cada ASC é responsável, em média, por 350 habitantes ou 50 famílias. Como a pneumonia, a diarreia e a malária continuam a as principais causas de morte entre crianças menores de cinco anos e o acesso ao tratamento adequado para crianças doentes permanece baixo na Guiné-Bissau, os ASC foram formados para providenciar tratamento para essas três doenças infantis. Além disso, eles promovem 16 práticas familiares essenciais, que cada família pode adotar para prevenir a criança de doenças: aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses, nutrição da criança pequena, lavagem das mãos, uso de mosquiteiro, etc. Eles promovem também o registo de nascimento.

Recursos

Ao nível das políticas:


O UNICEF apoiou o governo no desenvolvimento de documentos estratégicos e políticos importantes para estabelecer uma estrutura para o programa de saúde comunitária dentro do sistema nacional de saúde:

  • O plano nacional de desenvolvimento do setor da saúde (PNDS II 2008/2017 e PNDS III 2018-2022), que inclui o programa comunitário de saúde;
  • Política de saúde comunitária;
  • Diretivas de saúde comunitária;
  • Plano operacional para a ampliação de intervenções de alto impacto para redução da mortalidade materna, neonatal e infantil (POPEN 2010 - 2015);
  • Plano estratégico para a gestão integrada de casos na comunidade (2016-2020);

Para fortalecer a capacidade institucional do ministério da saúde de implementar a estratégia comunitária, o UNICEF prestou assistência técnica e financeira e apoiou a coordenação do programa de saúde comunitária por meio de reuniões mensais de coordenação e revisões trimestrais com todas as partes interessadas envolvidas em processos nacionais e a nível descentralizado.

Ao nível operacional:

O UNICEF apoiou:

  • O ministério da saúde através do estabelecimento de parcerias com seis ONGs (VIDA, IMVF, AIFO, Plan International, AMI e Médicos da Comunidade) para implementar atividades de saúde comunitária . Estas ONGs trabalham nas 11 regiões de saúde do país em estreita colaboração com as autoridades regionais e os serviços locais de saúde.
  • A coordenação geral, supervisão e monitoramento das atividades, a formação dos ASCs, incluindo a formação de comunicação interpessoal para a promoção das 16 práticas familiares essenciais. O UNICEF assegurou a disponibilidade de medicamentos e consumíveis para o ASCs, especialmente para o tratamento de casos simples de diarreia e pneumonia a nível comunitário. O UNICEF também forneceu bicicletas, flipcharts e outros materiais para os ASCs.

Relatórios

Mutilação Genital Feminina (MGF) na Guiné-Bissau

Uma Análise Situacional com Enfoque nas Regiões de Alta Prevalência de Bafatá, Gabú e Quinara

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Avaliação Sumativa e Formativa da Parceria com Radios Comuni

Relatório de Avaliação Final

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Uma análise dos impactos das mudanças climáticas nas criança

CLAC

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Estratégia de Implementação da PNPS

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