Declaração da Diretora Executiva do UNICEF, Henrietta Fore sobre a interrupção da imunização e dos serviços básicos de saúde por causa da pandemia do COVID-19

26 Março 2020
Mae leva filho a vacinacao DRC
UNICEF/UNI308216/Brown
Em 27 de janeiro de 2020, Mama Bwanga, 25 anos, segura o seu filho, Dieu Merci, 1 mês, enquanto aguardam para serem atendidos em uma clínica de saúde no distrito de Nsele, República Democrática do Congo (RDC). Os dois filhos mais novos de Bwanga, os filhos Dieu Merci e Mélé, 7, receberão vacinas contra o sarampo; a filha Raissa, 10, já foi vacinada.

NOVA IORQUE, 26 de Março 2020: “A pandemia do COVID-19, está a sobrecarregar os serviços de saúde no mundo inteiro, enquanto os técnicos de saúde estão a desdobrar-se para lidar com esta situação”.

“O distanciamento físico está a levar pais a tomar a difícil decisão de adiar a rotina de imunização”.

“Bens medicos estão escassos e as redes de abastecimentos estão sob uma tensão histórica devido à interrupção de transportações. O cancelamento de voos e restrições de comércio entre países restringiu severamente o acesso a medicamentos essenciais, incluindo vacinas.

“Com o desenrolar da pandemia, os serviços de salvamento críticos, incluindo a imunização, provavelmente serão interrompidos, especialemente na África, Ásia e no Médio-Oriente onde são extremamente necessários.

“As crianças de famílias mais pobres em países afetados por conflitos e desastres naturais estão sob um risco mais elevado.

“Estamos particularmente preocupados com países que estão a combater surtos de sarampo, cólera ou pólio enquanto lidam com casos de COVID-19, tais como o Afeganistão, República Democrática do Congo, Somália, As Filipinas, Síria e Sudão do Sul. Esses surtos, não só já sobrecarregaram os serviços de saúde, como podem também levar a  perdas de vidas e sofrimento adicionais. Em tempos como este, estes países não se podem dar ao luxo de enfrentar surtos de doenças preventivas com vacinas.

“A mensagem é clara: Não devemos permitir que as intervenções de saúde que salvam vidas sejam vítimas dos nossos esforços para abordar o COVID-19.

“O UNICEF compromete-se a apoiar às necessidades de cuidados medicos básicos e imunização nos países mais afetados, fazendo-o de forma a limitar os riscos de transmissão do COVID-19. Estamos a trabalhar para assegurar a disponibilização do abastecimento de vacinas nos países que mais precisam. Estamos em comunicação estreita com os fornecedores globais de vacinas para garantir que a produção não seja interrompida e os suplementos sejam geridos da melhor maneira possível nestas circunstâncias difíceis. Estamos também a providenciar o máximo apoio aos governos para a continuação do fornecimento de vacinas durante esta pandemia.  

“Nos próximos dias, os governos podem ter de adiar temporariamente as campanhas preventivas de vacinação em massa em muitos lugares para garantir que os serviços de imunização não contribuam para a disseminação do COVID-19 e para seguir as recomendações de distanciamento físico.

“O UNICEF recomenda enfaticamente que todos os governos iniciem agora um planeamento de intensificação rigoroso das atividades de imunização quando a pandemia do COVID-19 estiver sob controlo. Estas atividades de vacinação devem focar-se em crianças que não terão doses de vacina durante o periodo de interrupção e priorizar as crianças mais pobres e vulneráveis. Para garantir o lançamento de vacinas contra o COVID-19 com sucesso quando elas estiverem disponíveis, é crucial que os nossos programas de imunização permaneçam robustos e possam alcançar os que mais precisarão dessas vacinas.

“A imunização continua a ser uma intervenção de saúde vital. Como o maior comprador e fornecedor de vacinas do mundo, o UNICEF continuará a apoiar prioritariamente os presentes e futuros esforços dos governos para a imunização.”

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Wilson Gama
Oficial de Comunicação
UNICEF Guiné-Bissau
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