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O mapa dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes no Rio de Janeiro

Confira os indicadores da promoção dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes entre 2016 e 2019

UNICEF
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A taxa de gravidez na adolescência caiu na Cidade do Rio de Janeiro entre 2016 e 2019. A queda se deu inclusive nas oito regiões de planejamento da cidade que tinham taxas acima da mediana em 2016: Pavuna, Ramos, Santa Cruz, Guaratiba, Bangu, Centro, Penha e Inhaúma.
 
A desigualdade entre as regiões, porém, não diminuiu, porque a melhora nas demais localidades — que não estavam entre as mais vulneráveis — foi proporcionalmente maior.
 
Entre 2016 e 2019, houve redução no percentual de bebês nascidos de mães adolescentes tanto de meninas de 10 a 14 anos quanto no grupo de adolescentes de 15 a 19 anos. A redução no percentual de bebês nascidos de mães adolescentes de 10 a 14 anos foi de 13%. A proporção de bebês com mães de 15 a 19 anos caiu 17% no período.
 
Em 2016, 14,9% dos bebês nasceram de mães de 10 a 19 anos de idade no Rio de Janeiro. Em 2019, essa taxa caiu para 12,35% — uma redução de 17%. A taxa de 2019 estava abaixo do valor de referência1, de 13,97%, calculado pela Plataforma dos Centros Urbanos. A queda nesse período significa que quase 2 mil meninas cariocas a menos tiveram filhos no ano de 2019 do que teria ocorrido se a taxa de 2016 tivesse se mantido. Dessa forma, a gravidez na adolescência2 não só diminui no Rio de Janeiro, como se promoveu avanços para a diminuição das desigualdades territoriais, mirando o ano de 2030.

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1Valor de referência (VR) é definido pelos dados coletados na linha de base, correspondendo à média aritmética das taxas das unidades territoriais acima da mediana, acrescido de um cálculo que tem como horizonte 2030, ano de referência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU.

2Gravidez na adolescência — O indicador usado é a proporção de nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos, que mostra a porcentagem de bebês que nasceram com mães nessa faixa etária. É importante observar que a gravidez na adolescência é um desafio complexo e que nas meninas de 10 a 14 anos há sempre presunção de violência, merecendo uma atenção específica das políticas públicas. 

Gravidez na adolescência – 2016-2019 – Rio de Janeiro
Percentual de nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos

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No Rio de Janeiro, o percentual de mães com idade de 10 a 14 anos caiu de 0,68% do total de nascimentos em 2016 para 0,59% em 2019 — uma redução de 13% no período.

Gravidez de 10 a 14 anos –  2016-2019 – Rio de Janeiro
Percentual de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos

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O grupo de mães com idade de 15 a 19 anos caiu de 14,22% do total de nascimentos em 2016 para 11,77% em 2019 — uma redução de 17% no período.

Gravidez de 15 a 19 anos –  2016-2019 – Rio de Janeiro
Percentual de nascidos vivos de mães de 15 a 19 anos

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Em síntese

A gravidez na adolescência diminuiu de maneira geral entre 2016 e 2019 no Rio de Janeiro. Embora tenha ocorrido em todas as áreas da cidade, a queda foi mais intensa naquelas que já apresentavam as menores taxas em 2016, portanto, não diminuiu a desigualdade entre as regiões.