Incluindo Usher
A experiência de vida de um rapaz com deficiência
O Usher Sanca é um rapaz de 7 anos com com uma família e amigos amorosos e solidários. Ele é aluno do primeiro ano na Escola Unida de Ponta Nova, na região de Oio, Guiné-Bissau. Ele também faz parte dos 93 milhões de crianças no mundo com deficiências.
Ao frequentar a escola, Usher está a desenvolver a sua capacidade mental. Contudo, no mundo todo, crianças com deficiências têm mais probabilidade de não ter acesso a educação. Esta exclusão, enfraquece oportunidades de futura segurança social e económica e completa integração na sociedade.
Ao escovar os dentes e lavar-se antes de ir à escola, ele é ajudado pela sua prima Geralda, que tem 15 anos. A escola amiga da criança apoiada pelo UNICEF que o Usher frequenta promove educação inclusiva para crianças com deficiências.
A deficiência do Usher é física e causa-lhe dificuldade com a coordinação motora. Ao vestir-se, Usher é novamente apoiado por Geralda, com ajuda da avó dele, ‘Vó Nené’.
Usher foi bem-vindo na sua escola, onde ele estuda com mais 48 colegas de turma que não têm deficiências como um componente na sua educação inclusiva. Ao andar para a sala, Usher tem o apoio de outro primo, Sadjo de 7 anos, e um amigo.
O seu instrutor, António Mendonça, recebeu uma formação com o apoio do UNICEF para professores, incluindo em como criar um ambiente de aprendizagem inclusivo.
“Eu sei que o Usher tem capacidade para suceder, especialmente se eu continuar a trabalhar com ele,” diz o professor Mendonça, que faz questão que o Usher se sente nos lugares da frente da sala de aula.
Outro componente da educação inclusiva é assegurar que crianças com deficiências tenham apoio personalizado como necessário.
“Quando temos alguma atividade, eu dou instruções ao Usher e caminho pela sala de aula para ajudar os outros, depois volto para lhe ajudar,” relata o professor Mendonça.
“Sem educação, é difícil para pessoas completamente saudáveis ganhar a vida, mas é ainda mais difícil para pessoas como o Usher,” explica o professor Mendonça. “A avó dele não poderá cuidar dele para sempre. No futuro, quando ele tiver educação, ele será capaz de cuidar de si próprio.”
O Usher chega a casa depois da escola e encontra a avó a preparar plantas medicinais. Como curandeira, ela concentra o seu conhecimento a melhorar a saúde do neto e tem lhe ajudado na capacidade de andar.
O Usher tem uma refeição depois das aulas. Inclusão não se limita à escola. Começa em casa. O apoio que Usher recebe da sua família passa-lhe uma mensagem poderosa enquanto ele cresce: a de que ele é também um membro valioso da família – e contribuidor para – a sua comunidade e sociedade.
Enquanto na escola o Usher está a desenvolver e a ganhar habilidades que lhe ajudarão no futuro, em casa, ele pratica formas de cuidar de si mesmo – como aprender a trocar as suas próprias roupas.
Ao praticar a escrita em casa com o apoio de alguns dos seus amigos e primos, ele reinforça estas habilidades aprendidas durante o dia na escola.
O Usher também participa das tarefas domésticas. Hoje ele ajuda a manter o porco e galinhas da família longe dos amendoins ao sol enquanto ajuda a avó Nené a empacotá-los para vender.
Também tiram tempo para exercitar as suas capacidades motoras e criatividade através de sessões de bateria e brincadeira com os seus primos e amigos.
O Usher e o Sadjo passam tempo juntos em casa.
“[Usher] brinca bem com as outras crianças, e elas cuidam sempre bem dele,” conta o professor Mendonça. “Elas fazem-no espontaneamente. Mas se houver algum problema, Sadjo, o primo do Usher, protege-o. Ele fica de pé entre o Usher e os outros.”
O Sadjo pode ser da família, mas Usher também considera o primo como seu melhor amigo.
“Ele não é diferente de nenhum de nós,”
“Ele não é diferente de nenhum de nós,” diz o Sadjo.
Seja a brincar ou a completar tarefas, num relacionamento definido por recepção amorosa, estes dois formam uma ótima equipa.